Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

11
Mar 17

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 Faleceu em Leiria, o saudoso Dr. Seabra Pinto, médico que durante muitos anos exerceu de forma muito empenhada e também altruísta a sua nobre profissão. Natural de Meruje, Oliveira do Hospital, foi entretanto na região de Leiria que optou por desempenhar a sua actividade clínica e fixar residência. Conheci-o ainda como tradicional “João Semana”, ora no consultório, ora a visitar os acamados na e à volta de Monte Redondo. Humanista e muito social com ele convivi por várias vezes, algumas em petiscadas. No “Canas” de Monte Redondo e no Ramiro do Pedrógão. Embora mantendo o consultório, em Monte Redondo, passou também a fazer parte do corpo clínico das Termas de Monte Real com o Prof. Dr. Frederico Teixeira e Dr. Simeão Ferreira, e deixou de ter menos vagar para convívios. A ultima vez que falei com ele, foi no Ramiro, onde o encontrei com o Sílvio Soares na petisqueira. É daquelas figuras que deixa rasto, porque esteve sempre no que fazia, e fazia sempre o que devia. Deixou um vazio e muitas saudades no coração das almas agradecidas que tiveram nele um zeloso defensor da saúde física dos seus doentes e amigos, muitas vezes em prejuízo da sua própria saúde como era norma dos tradicionais médicos das vilas e aldeias provincianas. Ainda que por casamento estivesse ligado a conceituada família leiriense, agora que a parca o veio retirar do mundo dos vivos, com 88 anos, o Dr. Seabra quis regressar à terra que o viu nascer, juntando os seus restos mortais aos dos familiares que repousam no cemitério de Meruje, para onde partiram hoje, dia 11, da Capela Mortuária de Leiria após as cerimónias fúnebres às 11h00. A toda a Exma. Família enlutada os meus sentidos pêsames. Que descanse em paz.

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 22:19

23
Out 16

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(O pároco, Sr. Padre Davide, a Irmã Regina e a Irmã Leonor )

 Em post aqui publicado a 27 de Julho pp, relatava eu a proposito de uma visita que fiz à comunidade das Irmãs Clarissas de Monte Real: “ criada de raiz pela Madre Teresa, de Vide Entre Vinhais, freguesia de Celorico da Beira, extinta em 2013, da diocese da Guarda; Comunidade que também à pouco decidiu enviar as primeiras Irmãs Clarissas para Timor, onde já se encontram 4 Irmãs, prontas para concluir a construção do primeiro mosteiro em Timor. Contam com a generosidade dos cristãos e homens de boa vontade. Devo também dizer que tenho umas sobrinhas maravilhosas que me dão destas consolações, e desta vez foi a Saozita a conduzir-me”. 

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 E mais uma vez foram estas jovens maduras quem me voltaram a proporcionar uma tarde à maneira e onde outra surpresa tive sem contar. Sabia da realização de um almoço promovido pelos Amigos do Verbo Divino para este domingo, dia 23, e por isso mesmo alterei a deslocação à capital do barro leiriense com o objectivo de nele partilhar, o que não contava era encontrar no repasto duas Irmãs Clarissas que largaram por momentos a clausura a fim de transmitir aos que fora das paredes do convento carecem de quem os aconselhe a ver por dentro, de nós mesmos. 

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( Sem este pessoal não se é servido à mesa)

Uma já a conhecia de nome e de a ter visitado no convento, a Irmã Regina; a outra, a Irmã Leonor, é que nem tão pouco conhecia a sua existência, embora sabendo que a Bajouca tem sido um alfobre de vocações religiosas e sacerdotais.

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(O José Soares e a Fernanda Capitão, um casal generoso e laborioso)

Mas o que de essencial se pretende relatar é a finalidade do almoço e da presença dessas duas religiosas de clausura, que deixaram o seu convento para vir agradecer aos seus conterrâneos o generoso apoio quem têm prestado à comunidade das Irmãs Clarissas de Monte Real, e também ao Verbo Divino cujo projecto social deste ano se destina a apoiar a construção do Convento das Clarissas em Timor.

 

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Só no fim de servir o almoço é que este pessoal de serviço  se serviu também. Não dever ser pera doce, andar a servir com a barriga vazia. Mas quando se trabalha por amor, até o apetite se esconde. 

Vídeo para ajudar a ver melhor

 

 

 

 

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 21:38

27
Jul 16

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No passado domingo, dia 24, foi a Monte Real, assistir à Missa na casa das Clarissas e aproveitar para conhecer pessoalmente uma bajouquense freira de corpo e alma, dessa Ordem de clausura monástica que Santa Clara de Assis fundou, suponho que em 1212, a pedido de São Francisco cuja regra redigiu e o Papa Gregório IX aprovou.

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A Portugal chegaram as primeiras Irmãs Clarissas após o falecimento de Santa Clara, em 1254, instalando-se primeiramente em Lamego.

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Alguns séculos depois chegaram a Monte Real (Leiria) cujo mosteiro foi inaugurado a 19 de Março de 1972, e onde no domingo, além da Eucaristia, em que participei, tive a honra de conhecer a Irmã Regina e por ela ficar a saber que quem presidiu à celebração dessa Eucaristia dominical tinha sido o Sr. Padre Victor Mira, um sacerdote diocesano em Missão, por terras africanas, o qual muito admiro e é um dos meus amigos virtuais que fiquei a conhecer pessoalmente e com muita pena de perder a oportunidade de pela primeira vez o poder cumprimentar. Uma vergonha, não o ter reconhecido. Mas ele não toma a mal, não se vai à igreja para ver pessoas ou vestimentas

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Conheço este mosteiro quase desde a sua inauguração, a primeira vez que ouvi falar dele foi em meados da década de 70, altura em que a pedido do saudoso padre Guedes dei boleia a duas clarissas, irmãs de sangue, naturais de Atei. Depois disso em muitas outras ocasiões ali me tenho deslocado para na sua igreja assistir à missa sempre que não tenho outra mais próxima, aquando das minhas demoras por terras do Lis. Recordo que fizemos a viagem desde Vilar de Ferreiros até Monte Real sem ouvir uma palavra da boca daquelas almas, nem um lamento de quem carregou ao colo, com dois sacos de batatas ofertados e que no carro não tinham outro espaço para os depositar. Soube então que eram irmãs de um antigo criado da Abade Miranda, e que tinham ido ao funeral de um dos seus progenitores. Nesta altura ainda era recente a comunidade das Irmãs Clarissas de Monte Real, criada de raiz pela Madre Teresa, de Vide Entre Vinhais, freguesia de Celorico da Beira, extinta em 2013, da diocese da Guarda; Comunidade que também à pouco decidiu enviar as primeiras Irmãs Clarissas para Timor, onde já se encontram 4 Irmãs, prontas para concluir a construção do primeiro mosteiro em Timor. Contam com a generosidades dos cristãos e homens de boa vontade. Devo também dizer que tenho umas sobrinhas maravilhosas que me dão destas consolações, e desta vez foi a Saozita a conduzir-me.

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 10:37

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