Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

20
Mai 17

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Tenho muita pena, mas que cenas destas na sala que dizem está representado o povo português é vergonhoso aturar gente desta mediocridade. É certo que foi eleito por gente da mesma laia, mas que devia haver regras para pôr ordem na gamela, devia. A cena foi no arquipélago da Madeira, a uns 1000 km. de Lisboa, de qualquer forma foi em Portugal, e não me admiro nada que daqui a pouco com o calor do Verão que não tarda, também em São Bento algum dos seus semelhantes lhe dê para fazer strip-trise. Provocar, mas não desta forma pois suja ainda mais a imagem da democracia que dizem defender. Se quer conquistar popularidade, não tem melhor receita que erguer a voz no hemiciclo e pedir que se desça o ordenado e as mordomias aos profissionais da política que tem o povo todo a seu lado. Agora fazer strip-tise num lugar que merecia ser honrado isso é que não concordo Sr. José Manuel Coelho. Bem fez quem lhe apagou as luzes do hemiciclo e o deixou às escuras e a falar sozinho. Assim o PTP/Madeira não vai longe

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 22:05

12
Out 16

 

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Com amável dedicatória foi me ofertado um interessante trabalho bibliográfico de aturada pesquisa pela distinta madeirense Maria de Fátima Mendonça Teixeira Gomes. Natural do Machico, onde nasceu a 28 de Agosto de 1946, a D. Fátima é uma coleccionadora de formaturas universitárias que se deixam rever num conjunto de ocupações profissionais desempenhadas até à sua aposentação; onde além de responsável pela Acção Social do Município do Funchal – Sectores da Habitação, Infantários, Trabalhadores Municipais/Pessoal - , leccionou no Colégio de Santa Teresinha, na Escola do Magistério Primário e na Escola Secundária Francisco Franco. Autora de várias publicações, a mais recente versa à volta de uma ilustre machiqueira, que do Colégio de Santa Teresinha foi directora desde Setembro de 1954 a Agosto de 1971, a Irmã Benvinda ou Matilde de Sousa.

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 Em 173 páginas, ilustradas com imagens alusivas ao tema, o texto leva-nos ao encontro duma figura madeirense que se distinguiu, como alma consagrada, no serviço ao próximo e que por isso, a autora no Ano dos Consagrados (2015) e agora no da Misericórdia(2016) quis destacar, honrando, também, entre muitas, a memória de duas personagens que, na Madeira, por amor se deram à educação da juventude, atendimento aos pobres e doentes, e que foram a venerável Irmã Mary Jane Wilson, e a Irmã Benvinda. Ambas se notabilizaram em obras de caridade e educação, patentes em: orfanato, farmácia e colégio. A vertente biográfica é evidente no labor editorial da Professora Fátima Gomes e testei-o já em obra anterior sob o titulo “Da Fé, Brotam as Obras” que D. Maurílio Gouveia prefaciou, e ela consagrou á  Vida e Obra de Maria Eugénia de Canavial. Decorridos dois anos aqui temos mais um interessante trabalho seu que como então comentei “não se pode ficar circunscrito aos madeirenses é para ser conhecido e bem divulgado”. Neste, temos de novo a distinta autora com mais um excelente trabalho de pesquisa e arrolamento que mereceu de Bispo Emérito do Funchal, D. Teodoro, as elogiosas referencias “ Felicito a autora do livro que nos conduziu pela mão desde o vale de Machico, ao colégio humilde de Santa Teresinha em Santa Luzia, ao grande monumento do novo Colégio, necessário para o crescimento cultural e espiritual das alunas, à cidade de Lisboa e à Roma de São Pedro e São Paulo, ( só faltou Jerusalém) para depois penetrar na tórrida África, e finalmente, de novo retornar à Madeira”. Uma obra que satisfaz ler e que em verso e prosa conduz o leitor às entranhas culturais, espirituais, históricas e sociais do povo madeirense.

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 20:18

21
Abr 16

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Foi me enviada da Ribeira Brava, em 04/ 08/1974, ainda o selo por avião custava 1$50. Bons tempos, não fora abrir a boca ter de ser com respeito e palavras medidas. Mas havia ordem e os corruptos eram corridos… Os ordenados eram pequenos, mas davam para poupar e também dar o seu passeio mais alargado como foi o caso deste meu amigo Martins que de lá mo enviou. As casas típicas madeirenses que representa começam a rarear, numa das recentes visitas feitas ao arquipélago, só em Santana é que as vi com certa implantação. Santana, povoação que dizem teve inicio por volta do ano de 1550, graças a minhotos de Braga idos do continente, por isso ainda hoje aos naturais de Santana é dado o alcunha de “bragados”.

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Da Madeira vou através deste postal cuja data desconheço evocar entre outras as que nele constam referenciadas: Quarteira, Praia Oura, Albufeira, Armação de Pêra, Praia da Rocha e Praia Dona Ana. Quarteira tem uma das mais concorridas praias algarvias com cerca de 2km de areal, perto fica Vilamoura que fala por si, e os turistas e veraneantes por Vilamoura. Também na gastronomia dá cartas. Outras das praias notáveis é Praia Oura a leste de Albufeira perto da zona de lazer e cercada de rochedos. A marina de Albufeira é outro atractivo da região. A oeste de Armação de Pêra fica situada a Praia da Cova Redonda, a Praia da Rocha, assim como na Costa d´Oiro de Lagos, a Praia Dona Ana. Um mundo de sol e areal desde Aljezur até à foz do Guadiana. Para quem gosta de praia

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 Mas o Algarve para além das praias tem um património cultural e artístico do mais alto calibre, onde a vertente religiosa marca pontos, como em Loulé acontece com Nossa Senhora da Piedade que tem o seu zelado Santuário no topo de um cerro sobranceiro à cidade do poeta António Aleixo. Templo católico edificado em 1553, ainda não muito o visitei, dele fiz o meu arrazoado e devo ter adquirido este postal. Ali se faz festa rija, em honra da Padroeira, na segunda-feira depois da oitava da Páscoa. O que foi ermida é desde meados do século XX um templo de grandes dimensões.

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De regresso…. passamos por Évora, e como é de nosso agrado, paramos junto à Igreja da Graça ou Convento de Nossa Senhora da Graça. Foi da ordem dos frades eremitas descalços de Santo Agostinho, gente santa que fez chegar o culto Graciano ao cimo do Monte Farinha, em Vilar de Ferreiros-Mondim de Basto. É um edifício em estilo renascentista, projectado pelo arquitecto Miguel Arruda, em 1511.

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,Se a igreja da Graça exige uma demorada e atenta visita, não lhe fica atrás a Capela dos Ossos, na Igreja do Convento de São Francisco, que como o Convento da Graça sofreu um rude golpe com os golpistas da época ao extinguirem as Ordens Religiosas, em 1834. Em quanto que o convento da Graça foi nacionalizado e transformado em quartel, o de São Francisco recebeu o que não roubaram daquele monumento dos “Meninos da Graça”. Mas é da capela dos Ossos que falamos agora, um dos mais conhecidos monumentos de Évora, está situado no interior da igreja de São Francisco, foi construído no século XVII por iniciativa dos monges que de acordo com as normativas do Concílio de Trento pretendiam transmitir a mensagem transitória da vida e contrariar as reforma religiosa de então. As paredes e os oito pilares estão decorados com ossos e crânios ligados por cimento. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte.
Ao Padre António de Ascensão Teles, que foi pároco, na igreja de São Francisco, entre 1845 e 1848 é atribuído este soneto:
Aonde vais, caminhante, acelerado?
Pára…não prossigas mais avante;
Negócio, não tens mais importante,
Do que este, à tua vista apresentado.

Recorda quantos desta vida tem passado,
Reflecte em que terás fim semelhante,
Que para meditar causa é bastante
Terem todos mais nisto parado.

Pondera, que influído d'essa sorte,
Entre negociações do mundo tantas,
Tão pouco consideras na morte;

Porém, se os olhos aqui levantas,
Pára…porque em negócio deste porte,
Quanto mais tu parares, mais adiantas. “

 

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 20:47

05
Abr 16

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Na zona ocidental de Lisboa, situa-se o Mosteiro dos Jerónimos ou Mosteiro de Santa Maria de Belém, que foi da Ordem de São Jerónimo. Classificado como Monumento Nacional, este notável imóvel, onde constam os túmulos de Camões e Vasco da Gama, é também desde 1983 Património Mundial, eleito pela UNESCO. Obra do séc... XVI, a sua construção deve-se á iniciativa de D. Manuel I, mas prolongando-se para alem de um século, Ligado aos mais importantes momentos da vida nacional, os Jerónimos é um dos principais marcos da arquitectura manuelina. Como os Jerónimos, a Real Basílica do Santíssimo Coração de Jesus, ou Basílica da Estrela é, entre os muitos, outro importante imóvel arquitectónico da cidade, o qual foi convento das freiras carmelitas. Foi mandado construir por D. Maria I, em cumprimento de um voto de que mandaria fazer uma igreja se tivesse um filho para herdar o trono. Teve mas esse filho baptizado com o nome de “José” morreu ainda criança. O desejo foi satisfeito e promessa cumprida e hoje Lisboa tem um admirável templo católico ao lado do jardim da Estrela. E para quem vive em Lisboa, o curioso é que foi de Vilar de Ferreiros que me enviaram este postal no dia 3/6/74. Claro o saudoso padre Guedes.

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E como a motivação para fazer este post assenta na divulgação de postais que tenho em arquivo vou-me servir destes em que peguei ao calha e dar um salto aos Açores. Tenho um postal que me foi enviado, em 1/12/ 75 de Santa Maria , por um conterrâneo meu, J. Morais, à data em serviço no Aeroporto de Santa Maria. A ilha de Santa Maria fica situada no extremo sudeste do arquipélago dos Açores, tem cinco freguesias que formam o único concelho da ilha, Vila do Porto. Hoje a principal sustentação da economia da ilha e a actividade aeronáutica.

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Cá está outro enviado pelo mesmo remetente, em 20/12/78, de Santa Maria, mas alusivo a Ponta Delega, a bonita capital administrativa do incrível Arquipélago dos Açores, sede de concelho e também capital da ilha de São Miguel. De natureza vulcânica, em alguns locais ainda hoje se manifestam sinais evidentes com fontes de água quente e furnas, onde se faz o tradicional cozido em panelas debaixo do solo durante horas. In loco só conheço a Ilha Terceira.

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 E no regresso de Santa Maria, uma paragem na “Pérola do Atlântico”, a ilha da Madeira. Deve ser dos postais mais antigos em arquivo, foi-me enviado pelo ilusionista “D.Rodrigo” por alturas do Natal, a desejar boas festas ao seu “colega Jaucop”. Não tem data, mas vem remetido para a Rua da Junqueira, donde já me despedi em 1968. Situada a sudoeste da costa portuguesa, ilha da Madeira forma com Porto Santo, as ilhas Desertas e as ilhas Selvagens, o arquipélago da Madeira e consequentemente a Região Autónoma da Madeira. Tem o Funchal por capital e o encanto universal que lhe é reconhecido, No Funchal entre tanto a ver destaco o Jardim Botânico, o Monte e Eira do Cerrado, depois a não perder Câmara de Bolos, Cabo Girão, Porto Munis, Camacha, Pico do Areeiro, Santana, Machico , e demais encantos da Madeira que já visitei e relatei

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 17:51

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