Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Uma especie de retorno...

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 03.09.18

DSC00940.JPG

Pronto a Helena ficou satisfeita, quis agradecer ao Sr. Padre Abel o convite que lhe fez por ocasião dos 50 anos de sacerdócio que no dia 15 de Agosto completou e no dia 19 desse mesmo mês festejou. E vai de retribuir com um convite para almoçar na irmã Prazeres que em Leiria tem restaurante ao lado da livraria Boa Leitura, por acaso também propriedade sua e do marido José Carlos.

DSC00936.JPG

Encarregada de com o  David, seu marido, ir buscar os convidados a Fátima, para connosco almoçarem, quando por volta das 13h00 lá chegamos já os quatro: Padre Abel, D. Rosa, David e Helena estavam assentadinhos na esplanada, frente ao leito do Lis, com uma taça de azeitonas e pão caseiro muito entretidos a conversar. 

DSC00931.JPG

A hora de almoço estava aproximar-se e não demorou que a Prazeres nos mandasse entrar aconselhando que déssemos a prioridade aos mais velhos, acima dos 60 anos. Simpatia da casa. Além do Sr. Padre Abel e da D. Rosa, havia uma convidada especial que muito preso, a D. Lúcia, uma senhora que mora nos Pousos e tem por marido o Sr. Albano. É colega de trabalho da Sãozita, e muito minha amiga e eu dela e de seu dileto marido.

DSC00932.JPG

Eu tinha uma recordação para lhe oferecer, um ursinho de vidro cheio de ginja que numa recente visita que fiz à Pia do Urso comprei para ela e seu marido. 

DSC00930.JPG

Não sei se gostou, mas gostei eu e por isso fiz a oferta. O resto é como todos sabem, um almoço, onde se fala de tudo e de todos. As fotos falam por si, e eu falo por mim.

DSC00939.JPG

Findo o almoço a Helena, mais o David foram levar os convidados a Fátima, a D. Lúcia ainda muito antes foi trabalhar no escritório, e nós regressamos à capital do barro leiriense, donde por volta das 12h30 havíamos saído. Reportagem feita, sem outros pormenores.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:57


Também os pássaros são semeadores

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 07.08.18

DSC00327.JPG

Disse-o já por mais que uma vez, ser meu habito trazer das terras por onde passo em visita, uma recordação de algo que possa plantar no meu quintal-jardim. Até de Angola trouxe uma cana de açucar que por tanto inçar a minha mulher encarregou o jardineiro de lhe fazer a poda. E o certo é que praticamente já desapareceu do quintal.  O mesmo fez em relação ao  “matrus” planta que primeiro conheci na minha freguesia e se destinava a chá para matar as lombrigas, ás crianças quando eu também ainda era. Só anos muito mais tarde me foi apontado no passeio da Carnide ( Lisboa) por pessoa minha conterrânea e que acabei por trazer um pé para o meu jardim e que também içou.

DSC00518.JPG

Mas com os insecticidas ou lá o que tenha sido sumiu-se e nunca mais apareceu. Curioso foi agora aqui no meu jardim e mesmo em frente ao meu quarto de dormir, quando venho à Bajouca, ter aparecido duas espécies de plantas que ninguém plantou. E ambas muito apreciadas por quem gosta de bebidas com sabores tropicais, uma conhecida por Maracujá.

DSC00520.JPG

A explicação que me deu o Sr. Manuel, jardineiro, foi de que teriam sido os pássaros que trouxeram a semente para ali, e a boa terra fez o resto. O mesmo em relação a outra que designada por Fisális, dá um precioso fruto que dizem contem importantes propriedades nutritivas e pode ser servida em saladas ou acompanhada com carnes. É mais que sabido: também os pássaros são semeadores.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Miguel Franco-Um leiriense esquecido

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 08.07.18

DSC00236.JPG

Vamos ao prometido. Em post de 29/05, fiz aqui promessa de voltar a falar acerca do Centenário do Nascimento de Miguel Franco, notável actor, encenador e dramaturgo leiriense, apontando o fim de Agosto para o fazer, mas entretanto achei por bem fazê-lo no inicio de Julho para despertar o interesse dos prováveis interessados a tomarem parte no que o cardápio cultural tem para nos ofertar nos meses que vão para além do dia 28 de Julho que anteriormente dei a saber. No cinema, este esquecido filho da “rainha do lis”, ficou bem presente nos filmes Nova Vaga, O Cerco, Lotação Esgotada, A Fuga e os inesquecíveis Rei das Berlengas e Manhã Submersa. Tem um teatro com seu nome inserido no Mercado de Santana, uma acolhedora sala de espectáculos muito confortável e com boa acústica.

maria-joo-franco-no-meu-silencio3-2-728[1].jpg

Trata-se de um espaço que nasceu da reabilitação de um edifício do inicio do século XX, da autoria de Ernesto Korrodi, criado para albergar o Mercado Municipal. Depois de passar por utilizações varias, em 2002 passou a constituir um centro cultural. Aqui aproveito para corrigir o que no dito post disse em relação às actividades festivas que de 14 de Abril a 28 de Julho o Ciclo de Cinema preencheu, e eu situei no Teatro José Lúcio da Silva, quando afinal foi no Teatro Miguel Franco. Muito há ainda para saber e recolher da vida deste homem que se distinguiu ao serviço da arte de representar e transmitir cultura, que inspirou e apegou o vírus cultural a sua dileta filha, esta também famosa, mas nas artes plásticas e nos meios culturais do país e além fronteiras. Dela me falou há pouco com muita admiração o seu colega António Carmo também pintor consagrado.

DSC00167.JPG

Trata-se da consagrada pintora Maria João Franco que a propósito da filmagem de O Rei das Berlengas – ou a independência destas, peça de Artur Semedo que em parte foi filmada no Castelo de Leiria, e pelos vistos coincidiu com 25 de Novembro de 1975. Ela nos conta: “que se gerou uma grande confusão” pois na cena tinha de entrar um helicóptero e daí tiveram de provar que não tinham nada a ver com os militares, mas sim e só com arte e cultura. A 2ª fase está pronta e a promessa cumprida. Na galeria Manuel Artur Santos, do Mercado de Santana, esteve patente uma exposição biográfica, e também a Legenda do Cidadão Miguel Lino, anunciada para 29 de Setembro e 08 de Outubro, às 15h00, na igreja da Misericórdia, se pode integrar no Centenário da Nascimento de Miguel Franco. Tudo merece ser tomado como tónico e também como preservação das figuras com direito a serem homenageadas pelos seus concidadãos. Sejam de que cor política ou credo religioso forem. Não devemos é servir-nos dos méritos de quem quer que seja para arrecadar os louros da vitória. Só assim seremos livres e libertadores. É que na política hoje são muitos os que se servem disso, trepar à custa dos outros. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:15


Se calhar até é.

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 23.06.18

DSC00194.JPG

Pessoa anónima comentou um post meu em que me acusava do habito de misturar nos meus trabalhos muitos assuntos, o que significava não estar a dizer nada uma vez que não levava o tema inicial até ao fim. São formas de ver e o prisma desse senhor ou senhora ronda por aí. O meu é outro, e entendo que pelo meu se exige mais miolo cerebral para descer ao fundo das questões que abordo, e que para muitos se não estão esquecidas se procuram abafar. No caso do assunto que mereceu o tal comentário.

DSC00186.JPG

Por isso uso muito a miscelânea um substantivo feminino que significa mistura, compilação, colectânea, arrolamento. Não me sinto desgostoso por não agradar a todos quantos me lêem, nem seria de ficar satisfeito ver todos a dizer que gostam daquilo que escrevo. Ou eu, ou eles andávamos muito próximos...do Bruno de Carvalho.

DSC00185.JPG

Mas vamos a deixar o futebol para o Ronaldo resolver, e todos os que com ele jogam na selecção, pois todos sabemos que o Ronaldo sozinho não consegue fazer nada. E nós que temos aí o São João à porta acontece-nos o mesmo se não houver sardinhas, nem fogueira para as assar e força para a saltar sobre ela.

DSCN0274.JPG

Na duvida de ir ou não passar por um arraial do meu bairro alfacinha, aproveitei a véspera de regressar a Lisboa para no Casal dos Afonsos tirar a barriga da miséria com um fartote de sardinha que me soube às mil maravilhas. E já ficou por vez, pois no Sábado, dia 23, a Bajouca Centro tem o seu tradicional festejar de São João, e uma vez mais em casa da Lígia Afonso. Que pena lá não estar. É com esta miscelânea que me dá gosto fazer noticias e com muita sorte que desta vez nem de política falei. Ou será que também tudo isto é politica? Se calhar até é.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:07


Nem só de pão vive o homem, mas também.

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 21.06.18

DSC00165.JPG

Foi um fim de semana de festa e muita Fé revelada que se viveu na “rainha do Lis”. Sexta-feira, 15, sábado, 16, e domingo, dia 17, do mês do Coração de Jesus ou de Junho. Na sexta, tinha nos coros os meus sobrinhos Leonel e Isabel Neto, no Sábado o David e a Sãozita com os seus catequizados, e no domingo a Sãozita mais a Lígia Afonso encarregadas de transportar o estandarte da paróquia. Toda a minha gente mexe quando a entrega a uma causa nobre pede e a generosidade adere a essa causa. É uma festa em que se procura manter a adolescência ligada ao cerne da fé que recebemos a partir do baptismo e nos torna membros da Igreja e enraizados na cepa plantada por Jesus Cristo.

DSC00161.JPG

Não é exclusiva da diocese de Leiria/Fátima, mas tem aqui forte implantação e com muito brilho é festejada de quatro em quatro anos. Já sou visitador do evento pelo  no anterior evento e sempre com muita admiração e apreço. Este ano repetiu-se a tradição e no sábado, dia 16 lá estive no Jardim de Camões, ou melhor dito junto à estátua de PauloVI a ver as maquetes e os estandartes que representavam as paróquias da diocese. Em obediência ao proposto na carta pastoral de D. António Marto - mediante consulta na Ecclesia – onde consta: "Festejar, por razões óbvias,  é a festa; sair, viemos para as ruas da nossa cidade, o centro da nossa Diocese de Leiria/Fátima; escutar, porque também propusemos ambientes de escuta da Palavra, de escutarmos uns aos outros na mais diversidade de cada um e escutar o que é o outro e dizer o que cada um é”.

2018-06-15_festa-da-fe5[1].jpg

Foi o que aconteceu nesta Festa da Fé que no dia dezasseis visitei e na tasquinha onde também D. António Marto petiscou eu comi uma sandes de leitão que me soube muito bem. Aqui é caso para dizer: nem só de pão vive o homem, mas também.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Os portugueses são de memória curta

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 20.06.18

DSC00140.JPG

Se é certo que sempre que vou à capital do barro leiriense não raro me confronto com um funeral, vale dizer que também os nascimentos por norma compensam as perdas daqueles que a morte rouba do nosso convívio.

DSC00148_LI.jpg

Pegando no Elo da Bajouca, do mês de Maio, recolhemos a informação que disso nos dá conta, quando na sua 2ª Página ao anunciar "Novos Filhos de Deus" faz saber: no dia 1, Carminho Morgado da Fonseca, filho de António Gaspar Fonseca e Ana Catarina Neves Morgado, da Bouça de Cá. No dia 13 Valentim Manuel Santos, filho de Ricardo Miguel Santos e de Eulália Catarina Ramos. Bem preciso é que as famílias numerosas que foram timbre doutrora nas nossas aldeias, vilas e cidades repensem e voltem de novo a enriquecer o agregado familiar com filhos amorosos e bem formados, capazes de pôr travão a este resvalar da sociedade para o abismo a que a classe política nos tem forçado caminhar, deixando os jovens empobrecidos e sem condições para assumir uma paternidade condigna e responsável como foi prática e tradição das famílias portuguesas ainda não há muitas décadas. 

DSC00141.JPG

As políticas educacionais saídas destas governação ao não ter o consenso quer do professorado quer dos familiares dos utentes está reprovada logo à partida, e de nada vale virem os artistas de palavras feitas tentar iludir o zé pagado, porque só não vê quem não quer ou está do lado dos mentirosos. Quem diz que o António Costa é um político muito hábil, mostra estar do seu lado, e logo não tem coragem de aproveitar o tempo de antena, nem jeito de falar ou para escrever, pondo a nu o que foi o seu comportamento no decorrer da tragédia dos fogos florestais, da atitude dos partidos ditos de esquerda e dos sindicatos quando uma vez com tacho assegurado nunca mais tossiram nem mungiram só para ver Passos Coelho destituído do lugar para que foi eleito, e que o António Costa de derrotado passou a vencedor por si sozinho eleito. Os portugueses são de memória curta, e os nossos políticos sabem-se aproveitar disso. Até um dia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:29


Um adágio que este ano vi confirmado

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 13.06.18

peritos-conversam-uma-gota-fria-atras-de-outra-que

O adágio que na minha terra-berço ouvi e aprendi só passados muitos anos, cerca dos 80, pude confirma-lo, mediante a temperatura e os chuviscos com que a natureza nos presenteou neste inicio do mês de Junho de 2018. Não me lembro de como este ano o adágio assentar tão bem quando diz: “ A velha guardou a melhor cepa para comer as cerejas à lareira”. Antes dos Serviços de Meteorologia existir, os homens guiavam-se primeiro pelo sol, pela lua, pelas estrelas e depois mais tarde pelos Borda d’Águas, que foram os primeiros a fazerem o arrolamento do saber secular e empírico dos povos. Mas ainda hoje há quem semeie e plante em obediência às regras tecidas pelos bordas d’água que têm nas luas e nos ditos populares forte sustentação.

6MNHKNXH.jpg

Depois dum ano em que Portugal foi martirizado com incêndios florestais, entramos noutro com chuvas torrenciais que já destruíram plantações, culturas, animais e alfaias agrícolas por todo o país. Logo em Março, o chuva intensa e um tornado no Algarve fez uma vitima por afogamento, num carro arrastado por uma ribeira, foi em Castro Verde. Mas por todo o território nacional se fez sentir o mau tempo com portos e barras marítimas encerradas. Também em Lisboa a forte ondulação obrigou a cortes da circulação, na marginal, entre Cascais e Lisboa. Quando se pergunta: se será da mudança climática? - Não digo que sim ou que não. É verdade que no dia 1 de Junho  começou o Verão Climatológico, aquele que assinala a média histórica das temperaturas, mas de momento, tempo quente não se sente. Apenas um adágio popular para dar a resposta certa. Que eu corroboro: não só a velha, mas também o velho guardou o melhor cepo para comer as cerejas ao lume. E além da corrupção o que mais virá para o resto do tempo que falta deste 2018?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:13


Paz e descanso eterno

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 12.06.18

DSC00139.JPG

Rara é a vez que não aconteça haver funeral sempre que venho à capital do barro leiriense, e hoje dia 12 foi logo que cheguei. Logo que subi a rampa que da Marinha do Engenho conduz ao largo da igreja paroquial dei com todo esse espaço repleto de automóveis e logo suspeitei que fosse funeral, e era mesmo. Tratava-se da bajouquense Maria dos Prazeres Ferreira Cabecinhas da Silva, de 76 anos, que residia no Loural, esposa de José Pedrosa da Silva, e  mãe de Maria Regina, Rui José, José, David, Ana Paula, Paulo Jorge e Edite Maria Ferreira da Silva. Familia muito conceituada, o seu funeral foi testemunho disso mesmo, com missa de corpo presente muito participada e celebrada às 11h00 pelo pároco, Sr. Padre Davide, finda a qual foi o cadáver a sepultar no cemitério local. A toda a família enlutada, marido, filhos e demais familiares, mormente sua filha Ana Paula, conhecida cabeleireira na Bajouca, os meus sentidos pêsames. À falecida, paz e descanso eterno junto de Deus. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:58


O Padre Marco Paulo

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 11.06.18

34532235_1935292769836459_6327309021187407872_n[1]

Quando vi a noticia e a foto anunciar a morte do Padre Marco Paulo não associei a noticia aquele Marco Paulo com quem na Bajouca tomei alguns cafés com ele e o Sr. Padre Abel no Café do Virgílio Sousa. Mas horas depois vi confirmado o que desejava não fosse verdade. O jovem sacerdote tinha aparecido morto, no dia 07/6, algures para os lados de São Pedro de Moel. Dele só se ouve dizer bem e motivos que expliquem tão inesperada fatalidade não existem.

img_757x498$2018_06_08_21_23_40_745873[1].jpg

Natural de Monte Redondo, mais concretamente do lugar das Lavegadas, o padre Marco Paulo da Silva Brites, nasceu a 15 de Abril de 1980 e foi ordenado sacerdote em 2007 por D. António Marto. A paroquiar a freguesia da Maceira, este ainda jovem sacerdote, era muito estimado e querido por todos os paroquianos que o respeitavam e viam nele um verdadeiro pastor e amigo sincero. Supõem alguns que tenha sido assassinado, já que deixou carro, documentos e telemóvel em casa, o que vai fazer a Polícia Judiciaria ter que se debruçar a sério sobre este assunto, mas suicídio também me não parece que o padre Marco Paulo tivesse motivo para praticar tão disparatado ato.

img_757x498$2018_06_08_21_23_43_745875[1].jpg

O saudoso extinto que foi a sepultar no dia seguinte à sua morte para o cemitério de Monte Redondo (Leiria) era muito popular e gostava de acompanhar os jovens, sobretudo os escuteiros do agrupamento 762, de que era dirigente, nas suas saídas à noite. O certo é que a diocese de Leiria/Fátima perdeu um sacerdote que como os demais faz muita falta. Que sirva também para ter presente a fraternidade sacerdotal que se deve ver evidenciada no que diz respeito ao amparo e acompanhamento dos sacerdotes nas suas dificuldades e o que também muitas vezes não se verifica. Os bispos têm de saber rodear-se de bons e perspicazes sacerdotes que os ajudem a bem conhecer os fieis e quem nas paróquias os representam de modo a escolher o mais capaz para cada situação. É isso que pede e quer o Papa Francisco, e os bispos em comunhão com ele também. Que no céu te lembres dos amigos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:58


Centenário de Miguel Franco-Um leiriense esquecido

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 29.05.18

image[2].jpg

Sabia-o homem de teatro, mas com franqueza desconhecia globalmente o arcabouço cultural e artístico deste leiriense que foi Miguel Franco. E não fora ser alertado por sua filha a conhecida pintora Maria João Franco continuava a ser para mim um vulgar artista que como tantos outros que passam pelos palcos. Mas não é assim! Miguel Franco além de homem de teatro foi também pai exemplar e deixou semente boa, daquela que certamente jamais seria a favor da eutanásia que os políticos que temos nesta 2ª-feira, 29 de Maio de 2018 se preparam para oficializar o direito de matar os indefesos, os que já só faz despesa e não podem manifestar-se na rua. E só pelo pavor dos cuidados paliativos que são caros, a gastar com esses doentes terminais, representar uma ameaça para as escandalosas mordomias de que parte dessa “deputagem” goza à custa do zé pagode. Por termo à vida destes seres humanos é mais fácil. Pena por ser os mesmos que condenam os touros de morte nas touradas e o abate de lobos e outros animais selvagens como eles. Bem andou o bispo do Porto, D. Manuel Linda, quando em entrevista que concedeu à Radio Renascença louvou a coerência do PCP que não sendo de índole católica se mostrou contra a eutanásia. Vai merecidamente ganhar votos nas próximas eleições em prejuízo dos adversários da morte serena e não provocada. Nunca pensei que o 25 de Abril fosse feito para feitos desta natureza, nem ver que um partido como o PSD e o PS alguma vez tivessem tal ousadia de ter à sua frente peças deste quilate. E muito menos ouvir de António Costa dizer que é em nome da liberdade que o PS quer a eutanásia aprovada. Não devem ter todos os socialistas pelos ajustes, mas é o seu chefe. No PSD também o Rio caminha para o mesmo charco, daí só o PCP ser o ganhador. Por outras razões deixo de fora o CDS. 

maria-joo-franco-no-meu-silencio3-2-728[1].jpg

Bem, o certo é que em Leiria está a decorrer o centenário do nascimento do notável actor, encenador e dramaturgo Miguel Franco, e teve inicio no dia 14 de Abril. Um documentário biográfico foi exibido e no qual além da filha esteve presente Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria; marcado para o dia 12 de Junho, está “0 Cerco”. Para 03 de Julho, “A Fuga”;  a 10 de Julho, “O Rei das Berlengas”;  no dia 17 de Julho, “ A Culpa”; no dia 24, “Manhã Submersa” e no dia 28 “Vidas”. Aqui deixo o cardápio deste centenário para louvar os leirienses notáveis e tantas vezes ignorados porque já deixaram de fazer falta. Hei-de voltar ao tema  lá mais para inicio ou fins de Agosto. O Teatro José Lúcio da Silva é onde se desenrola toda a meia parte das celebrações, mas depois outros espaços se vão abrir ao centenário.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:41


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D