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Nem só de pão vive o homem, mas também.

por aquimetem, em 21.06.18

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Foi um fim de semana de festa e muita Fé revelada que se viveu na “rainha do Lis”. Sexta-feira, 15, sábado, 16, e domingo, dia 17, do mês do Coração de Jesus ou de Junho. Na sexta, tinha nos coros os meus sobrinhos Leonel e Isabel Neto, no Sábado o David e a Sãozita com os seus catequizados, e no domingo a Sãozita mais a Lígia Afonso encarregadas de transportar o estandarte da paróquia. Toda a minha gente mexe quando a entrega a uma causa nobre pede e a generosidade adere a essa causa. É uma festa em que se procura manter a adolescência ligada ao cerne da fé que recebemos a partir do baptismo e nos torna membros da Igreja e enraizados na cepa plantada por Jesus Cristo.

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Não é exclusiva da diocese de Leiria/Fátima, mas tem aqui forte implantação e com muito brilho é festejada de quatro em quatro anos. Já sou visitador do evento pelo  no anterior evento e sempre com muita admiração e apreço. Este ano repetiu-se a tradição e no sábado, dia 16 lá estive no Jardim de Camões, ou melhor dito junto à estátua de PauloVI a ver as maquetes e os estandartes que representavam as paróquias da diocese. Em obediência ao proposto na carta pastoral de D. António Marto - mediante consulta na Ecclesia – onde consta: "Festejar, por razões óbvias,  é a festa; sair, viemos para as ruas da nossa cidade, o centro da nossa Diocese de Leiria/Fátima; escutar, porque também propusemos ambientes de escuta da Palavra, de escutarmos uns aos outros na mais diversidade de cada um e escutar o que é o outro e dizer o que cada um é”.

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Foi o que aconteceu nesta Festa da Fé que no dia dezasseis visitei e na tasquinha onde também D. António Marto petiscou eu comi uma sandes de leitão que me soube muito bem. Aqui é caso para dizer: nem só de pão vive o homem, mas também.

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Os portugueses são de memória curta

por aquimetem, em 20.06.18

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Se é certo que sempre que vou à capital do barro leiriense não raro me confronto com um funeral, vale dizer que também os nascimentos por norma compensam as perdas daqueles que a morte rouba do nosso convívio.

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Pegando no Elo da Bajouca, do mês de Maio, recolhemos a informação que disso nos dá conta, quando na sua 2ª Página ao anunciar "Novos Filhos de Deus" faz saber: no dia 1, Carminho Morgado da Fonseca, filho de António Gaspar Fonseca e Ana Catarina Neves Morgado, da Bouça de Cá. No dia 13 Valentim Manuel Santos, filho de Ricardo Miguel Santos e de Eulália Catarina Ramos. Bem preciso é que as famílias numerosas que foram timbre doutrora nas nossas aldeias, vilas e cidades repensem e voltem de novo a enriquecer o agregado familiar com filhos amorosos e bem formados, capazes de pôr travão a este resvalar da sociedade para o abismo a que a classe política nos tem forçado caminhar, deixando os jovens empobrecidos e sem condições para assumir uma paternidade condigna e responsável como foi prática e tradição das famílias portuguesas ainda não há muitas décadas. 

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As políticas educacionais saídas destas governação ao não ter o consenso quer do professorado quer dos familiares dos utentes está reprovada logo à partida, e de nada vale virem os artistas de palavras feitas tentar iludir o zé pagado, porque só não vê quem não quer ou está do lado dos mentirosos. Quem diz que o António Costa é um político muito hábil, mostra estar do seu lado, e logo não tem coragem de aproveitar o tempo a antena nem jeito falar ou para escrever, pondo a nu o que foi o seu comportamento no decorrer da tragédia dos fogos florestais, da atitude dos partidos ditos de esquerda e dos sindicatos quando uma vez com tacho assegurado nunca mais tossiram nem mungiram só para ver Passos Coelho destituído do lugar para que foi eleito, e que o António Costa de derrotado passou a vencedor por si sozinho eleito. Os portugueses são de memória curta, e os nossos políticos sabem-se aproveitar disso. Até um dia.

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publicado às 15:29


Um adágio que este ano vi confirmado

por aquimetem, em 13.06.18

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O adágio que na minha terra-berço ouvi e aprendi só passados muitos anos, cerca dos 80, pude confirma-lo, mediante a temperatura e os chuviscos com que a natureza nos presenteou neste inicio do mês de Junho de 2018. Não me lembro de como este ano o adágio assentar tão bem quando diz: “ A velha guardou a melhor cepa para comer as cerejas à lareira”. Antes dos Serviços de Meteorologia existir, os homens guiavam-se primeiro pelo sol, pela lua, pelas estrelas e depois mais tarde pelos Borda d’Águas, que foram os primeiros a fazerem o arrolamento do saber secular e empírico dos povos. Mas ainda hoje há quem semeie e plante em obediência às regras tecidas pelos bordas d’água que têm nas luas e nos ditos populares forte sustentação.

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Depois dum ano em que Portugal foi martirizado com incêndios florestais, entramos noutro com chuvas torrenciais que já destruíram plantações, culturas, animais e alfaias agrícolas por todo o país. Logo em Março, o chuva intensa e um tornado no Algarve fez uma vitima por afogamento, num carro arrastado por uma ribeira, foi em Castro Verde. Mas por todo o território nacional se fez sentir o mau tempo com portos e barras marítimas encerradas. Também em Lisboa a forte ondulação obrigou a cortes da circulação, na marginal, entre Cascais e Lisboa. Quando se pergunta: se será da mudança climática? - Não digo que sim ou que não. É verdade que no dia 1 de Junho  começou o Verão Climatológico, aquele que assinala a média histórica das temperaturas, mas de momento, tempo quente não se sente. Apenas um adágio popular para dar a resposta certa. Que eu corroboro: não só a velha, mas também o velho guardou o melhor cepo para comer as cerejas ao lume. E além da corrupção o que mais virá para o resto do tempo que falta deste 2018?

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publicado às 17:13


Paz e descanso eterno

por aquimetem, em 12.06.18

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Rara é a vez que não aconteça haver funeral sempre que venho à capital do barro leiriense, e hoje dia 12 foi logo que cheguei. Logo que subi a rampa que da Marinha do Engenho conduz ao largo da igreja paroquial dei com todo esse espaço repleto de automóveis e logo suspeitei que fosse funeral, e era mesmo. Tratava-se da bajouquense Maria dos Prazeres Ferreira Cabecinhas da Silva, de 76 anos, que residia no Loural, esposa de José Pedrosa da Silva, e  mãe de Maria Regina, Rui José, José, David, Ana Paula, Paulo Jorge e Edite Maria Ferreira da Silva. Familia muito conceituada, o seu funeral foi testemunho disso mesmo, com missa de corpo presente muito participada e celebrada às 11h00 pelo pároco, Sr. Padre Davide, finda a qual foi o cadáver a sepultar no cemitério local. A toda a família enlutada, marido, filhos e demais familiares, mormente sua filha Ana Paula, conhecida cabeleireira na Bajouca, os meus sentidos pêsames. À falecida, paz e descanso eterno junto de Deus. 

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publicado às 14:58


O Padre Marco Paulo

por aquimetem, em 11.06.18

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Quando vi a noticia e a foto anunciar a morte do Padre Marco Paulo não associei a noticia aquele Marco Paulo com quem na Bajouca tomei alguns cafés com ele e o Sr. Padre Abel no Café do Virgílio Sousa. Mas horas depois vi confirmado o que desejava não fosse verdade. O jovem sacerdote tinha aparecido morto, no dia 07/6, algures para os lados de São Pedro de Moel. Dele só se ouve dizer bem e motivos que expliquem tão inesperada fatalidade não existem.

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Natural de Monte Redondo, mais concretamente do lugar das Lavegadas, o padre Marco Paulo da Silva Brites, nasceu a 15 de Abril de 1980 e foi ordenado sacerdote em 2007 por D. António Marto. A paroquiar a freguesia da Maceira, este ainda jovem sacerdote, era muito estimado e querido por todos os paroquianos que o respeitavam e viam nele um verdadeiro pastor e amigo sincero. Supõem alguns que tenha sido assassinado, já que deixou carro, documentos e telemóvel em casa, o que vai fazer a Polícia Judiciaria ter que se debruçar a sério sobre este assunto, mas suicídio também me não parece que o padre Marco Paulo tivesse motivo para praticar tão disparatado ato.

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O saudoso extinto que foi a sepultar no dia seguinte à sua morte para o cemitério de Monte Redondo (Leiria) era muito popular e gostava de acompanhar os jovens, sobretudo os escuteiros do agrupamento 762, de que era dirigente, nas suas saídas à noite. O certo é que a diocese de Leiria/Fátima perdeu um sacerdote que como os demais faz muita falta. Que sirva também para ter presente a fraternidade sacerdotal que se deve ver evidenciada no que diz respeito ao amparo e acompanhamento dos sacerdotes nas suas dificuldades e o que também muitas vezes não se verifica. Os bispos têm de saber rodear-se de bons e perspicazes sacerdotes que os ajudem a bem conhecer os fieis e quem nas paróquias os representam de modo a escolher o mais capaz para cada situação. É isso que pede e quer o Papa Francisco, e os bispos em comunhão com ele também. Que no céu te lembres dos amigos.

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publicado às 13:58

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Sabia-o homem de teatro, mas com franqueza desconhecia globalmente o arcabouço cultural e artístico deste leiriense que foi Miguel Franco. E não fora ser alertado por sua filha a conhecida pintora Maria João Franco continuava a ser para mim um vulgar artista que como tantos outros que passam pelos palcos. Mas não é assim! Miguel Franco além de homem de teatro foi também pai exemplar e deixou semente boa, daquela que certamente jamais seria a favor da eutanásia que os políticos que temos nesta 2ª-feira, 29 de Maio de 2018 se preparam para oficializar o direito de matar os indefesos, os que já só faz despesa e não podem manifestar-se na rua. E só pelo pavor dos cuidados paliativos que são caros, a gastar com esses doentes terminais, representar uma ameaça para as escandalosas mordomias de que parte dessa “deputagem” goza à custa do zé pagode. Por termo à vida destes seres humanos é mais fácil. Pena por ser os mesmos que condenam os touros de morte nas touradas e o abate de lobos e outros animais selvagens como eles. Bem andou o bispo do Porto, D. Manuel Linda, quando em entrevista que concedeu à Radio Renascença louvou a coerência do PCP que não sendo de índole católica se mostrou contra a eutanásia. Vai merecidamente ganhar votos nas próximas eleições em prejuízo dos adversários da morte serena e não provocada. Nunca pensei que o 25 de Abril fosse feito para feitos desta natureza, nem ver que um partido como o PSD e o PS alguma vez tivessem tal ousadia de ter à sua frente peças deste quilate. E muito menos ouvir de António Costa dizer que é em nome da liberdade que o PS quer a eutanásia aprovada. Não devem ter todos os socialistas pelos ajustes, mas é o seu chefe. No PSD também o Rio caminha para o mesmo charco, daí só o PCP ser o ganhador. Por outras razões deixo de fora o CDS. 

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Bem, o certo é que em Leiria está a decorrer o centenário do nascimento do notável actor, encenador e dramaturgo Miguel Franco, e teve inicio no dia 14 de Abril. Um documentário biográfico foi exibido e no qual além da filha esteve presente Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria; marcado para o dia 12 de Junho, está “0 Cerco”. Para 03 de Julho, “A Fuga”;  a 10 de Julho, “O Rei das Berlengas”;  no dia 17 de Julho, “ A Culpa”; no dia 24, “Manhã Submersa” e no dia 28 “Vidas”. Aqui deixo o cardápio deste centenário para louvar os leirienses notáveis e tantas vezes ignorados porque já deixaram de fazer falta. Hei-de voltar ao tema  lá mais para inicio ou fins de Agosto. O Teatro José Lúcio da Silva é onde se desenrola toda a meia parte das celebrações, mas depois outros espaços se vão abrir ao centenário.

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publicado às 16:41

 

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A cidade de Leiria é sede de concelho e de distrito do mesmo nome e da diocese de Leiria/Fátima. Fica situada na província da Beira Litoral, e como município confronta com Pombal, Ourem, Batalha, Porto de Mós, Alcobaça, Marinha Grande e Oceano Atlântico. O seu dia municipal é a 22 do mês de Maria, e assinala a criação da diocese, em 1545. Os seus habitantes são designados por leirienses ou coliponenses. Teve foral de D. Afonso Henriques em 1142. No seu espaço concelhio fica a praia do Pedrogão e a lagoa da Ervedeira, ambas na freguesia do Coimbrão.

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Partilha com a vizinhos do famoso Pinhal de Leiria ou do Rei, agora ainda mais tragicamente famoso pelo incêndio florestal de 2017. De forma a reviver o dia da municipalidade tem vindo realizar-se a Feira de Maio, à qual costumo fazer sempre uma visita, foi o que fiz ontem, véspera do dia feriado.

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Organização exemplar leva os expositores e clientes a manter vivo o interesse por se deslocar ali, sobretudo os apreciadores da boa gastronomia. A tasquinha da Bajouca é um exemplo e lá fui eu jantar e reconfirmar que não é só na loiça que os bajouquenses são artistas. Depois o prazer que tenho de visitar a “rainha do Liz” em cujo santuário de Nossa Senhora da Encarnação me casei com uma filha da capital do barro leiriense, a Bajouca.

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Segundo Estrabão (historiador greco-romano) , “ os Lusitanos foram o povo que durante mais tempo resistiu a Roma”: 200 anos, foi quanto durou a resistência, tendo os lusitanos e os galegos, segundo o escritor romano Silius Itálicus (século I a.C) , constituído o grosso das tropas cartaginesas  que participaram na 2ª Guerra Púnica (de Cartago contra Roma, 218-211 a.C) sob o comando de Aníbal.

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Colipo era uma cidade desse tempo, que os romanos tinham por referência e não faltam pesquisadores que tentam localizar e confirmar vestígios até onde chegaram os seus tentáculos de domínio e implantação. A quinta de São Sebastião do Freixo, a 8km. a  sul de Leiria, no actual lugar de Andreus, povoação do Casal do Alho, onde começa a freguesia da Batalha é um dos sítios apontados. O local onde outrora existiu uma cidade designada por Colipo, fica no cimo de uma colina, “entre buracos de escavações semi-abandonadas, junto a um marco geodésico, a 243 m de altura”. Vem daqui a designação de coliponenses dado aos naturais de Leiria.

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publicado às 08:30


Bajouca Centro, o coração da Bajouca.

por aquimetem, em 21.05.18

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Hoje, dia 20 de Maio e domingo de Pentecostes houve festa da Primeira Comunhão na comunidade paroquial de Santo Aleixo da Bajouca, donde resultou mais um enchente na igreja e também o salão abriu para o almoço dos privilegiados, familiares e amigos.

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Foi festa grande e muito participada e animada por um grupo de cantoras femininas sob regência da Célita, e onde na eucaristia também o missionário Lino Pedrosa, filho do organista Gabriel , além de acolitar fez uma dissertação sobre a vida missionária que foi muito esclarecedora.

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E no fim de almoço,  surge a minha sobrinha Helena a  convidar para um cafezinho que fomos tomar à Guia e dali deu pé para um passeio até à Figueira da Foz. A ENnº109 foi o trajecto por onde circulamos ao encontro da primeira entrada na serra da Boa Viagem, uns 3 ou 4km depois de atravessar a ponte sobre o Mondego. Conhecedora da zona  levou -nos ao miradouro donde em dias de boa visibilidade se alcança ver a serra do Buçaco.

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Neste domingo não foi o caso, pois o nevoeiro cerrado a norte da serra impediu gozar desse espectacular panorama que a serra da Boa Viagem habitualmente oferece. Mas para mim valeu a pena porque suponho nunca ali tinha ido, apesar de muitas vezes já ter subido e percorrido parte da sedutora serra que como o Cabo Mondego são locais de visita obrigatória  a quem em passeio vai à Figueira.

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Quando descidos da serra, por Buarcos, ao longo da marginal se falou dos tempos em que frequentei a “rainha das praias portuguesas” e na cidade havia muita confusão. Contei então que era na praia do Cabedelo que nós íamos veranear, fazendo a viagem de barco. Iamos de manhã e regressávamos ao fim da tarde para dormir e jantar.

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Isto para dizer que já sou muito velho, dado que a minha sobrinha, na meia idade, e desde muito nova conhecedora da cidade, não sabia que houve transporte fluvial entre as duas margens da cidade. Falei-lhe da ponte antiga que era de sentido único e logo se lembrou de me ir mostrar as ruínas dos pilares a sul desse desaparecido imóvel que muitas vezes atravessei de carro. E até num restaurante que existia junto aos semáforos, ali cheguei a jantar.Foi mesmo para matar saudades. 

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Por volta das 17h00 estávamos de regresso à capital do barro leiriense e com as despedidas feitas. Aproveitei para ir visitar a ti Luzia do Virgílio Sousa quando recebo um telefonema a informar que às 17h15 alguém me vinha buscar a casa, e não era policia. Foi só atravessar a estrada perguntar do que é que se tratava. De novo era a Helena a fazer o frete de nos levar para a casa da Lígia Afonso que nesse dia fazia anos e convidou familiares e amigos a irem a sua casa para cantar os parabéns e beber um copo acompanhado com tremoços .

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Foi só meia verdade: vinho à farta, sim; tremoços nem vê-los. O bom presunto, queijo, paio, doces, café tudo isso vi com fartura, só os tremoços é que não.

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O Facebook já me tinha avisado que a Lígia fazia anos, e a seu tempo dei-lhe os parabéns, mas não contava ir lá ver tantos amigos comuns que nestas festas familiares se juntam. Foi mais uma. Aqui o ti Bernardino no aniversário da filha,  e o André com o pai no aniversário da mana Lígia. E a encerrar adianto: graças a uma generosa bajouquense houve festa no antigo lugar da Capela, hoje Bajouca Centro, o coração da Bajouca.

 

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publicado às 15:14


À Filipa que descanse em Deus

por aquimetem, em 13.05.18

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Foi hoje a sepultar uma jovem que cedo partiu deste mundo, mas durante o tempo que por cá andou deixou rasto da missão cumprida e nos mais diversos pontos que uma sociedade civilizada exige. Quer como filha dedicada, no serviço à comunidade, no escutismo, na música, escola e na paróquia, a Filipa Soares era um rosto destacado pela competência e responsabilidade. Nascida a 22 de Novembro de 1998, a saudosa jovem faleceu em Lisboa a 10 de Maio de 2018, ocorrendo o seu funeral na Bajouca (Leiria) pelas 15h00 do dia 13.

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A estudar em Lisboa, a morte surpreendeu-a inesperadamente no seu quarto e deixou surpresos todos os familiares e amigos que não contavam com tal desenlace. Mas a verdade é que aconteceu e a nossa prezada Filipa partiu para o além celeste, e baixou à terra no dia que tantas vezes em Fátima ajoelhou como devota que era da Virgem Santa Maria. Que por certo já a recebeu nos seus braços maternais. Humanamente foi uma perda física que deixou a comunidade bajouquense muito triste e os pais em lágrimas de dor pela falta de uma filha amorosa que muito amavam, mas como verdadeiros cristãos que são aceitam os desígnios vindos da lei que rege o ciclo da nossa passagem por este mundo.

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Ela agora vai ajudar ainda mais os pais e avós a empenharem-se no apoio às iniciativas de benemerência que a comunidade bajouquense promove habitualmente e que na qualidade de Amigos do Verbo Divino ( AMIVD), tanto os avós maternos, como os paternos estão na primeira linha, e a Filipa partilhava afincadamente. Ainda na ultima visita que fiz à Bajouca me foi levar a casa um pão da cozedura da avó Fernanda do Zé Ferreira Soares. Neste mês em que está a decorrer em Leiria, a Feira de Maio, também a Filipa estava integrada na mesma e era precisamente neste fim de semana que lhe estava destinado trabalhar na tasquinha que representa a Bajouca. Faltou. Em honra da falha neste fim de semana a tasquinha encerrou. Ora como por morrer uma andorinha não acaba a Primavera, nem a nossa Filipa desejava, aqui deixo algumas das mensagens que ao acaso recolhi: de Maria Lúcia Rodrigues – “ Os meus sinceros sentimentos pela perda da tua amiga. Sinto muito as minhas condolências a toda a família essencialmente aos pais pela perda da sua filhinha querida. A vida é um caminho que nós todos temos de percorrer . Força minha querida a amiga tu és uma pessoa muito forte que Deus te ajude. Um forte abraço”. – Está a dirigir-se à Sãozita do Virgilio Alberto, que foi quem primeiro anunciou na net o infausto acontecimento. A Sãozita  é catequista na paroquia de Santo Aleixo da Bajouca com o pai da Filipa, o Nelson Ferreira, daí também as boas e más noticias que acontecem de vez em quando virem à baila. Como foi agora o caso.

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Outro que vem do CNE-Agrupamento 1226 Bajouca e reza:“Há momentos na vida que a única coisa que nos alenta é a Fé. Querida Filipa, 13 anos de escutismo, horas incontáveis a dares de ti aos outros. Vamos guardar para sempre a tua alegria, o teu sorriso e o amor que metias no que fazias. Vais fazer-nos sempre falta, mas levar-te-emos sempre no coração. O nosso Agrupamento está profundamente triste e sem palavras”. Também a Sociedade Artística e Musical da Bajouca adiantou: “Hoje a notícia não é feliz. Perdemos uma grande música, a Filipa Soares. Juntou-se a nós com 12 anos, cresceu connosco, mas acima de tudo nunca perdeu o seu sorriso. Vamos sentir muito a sua falta. Paz à sua alma”. Por meu lado, ao dar em primeira mão a hora do seu funeral na net, registei: 

"12/5 às 11:46 ·Funeral da Filipa é amanhã, dia 13, às 15h00. Vai ser um banho de gente da Bajouca e não só a despedir-se de uma bajouquense que viveu pouco mas teve uma vida activa e produtiva, deixa rasto e aos jovens como ela uma lição de vida. Aos pais e avós além dos meus sentidos pêsames, os votos de muita coragem e fé redobrada".

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Não foi por acaso que a Bajouca ficou de luto e para receber as ultimas homenagens dos conterrâneos e amigos teve de se recorrer ao salão Paroquial, onde a urna esteve exposta desde que chegou até à hora da missa de corpo presente. Sobrinha do Padre Soares do Verbo Divino, a paroquiar em Almodôvar (Beja), a Filipa Ferreira Soares teve a despedir-se dela uma multidão imensa de amigos, que nem na igreja couberam todos. Se lá no assento Etéreo onde já te encontras foi possível Deus te deixar dar uma espreitadela para a Bajouca, nesta tarde do dia 13 de Maio, por certo que ficarias contente por ver que eras amada de verdade por todos com quem neste mundo terrestre te cruzaste. 

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Na celebração tivestes 11 sacerdotes a concelebrar e nem os teus colegas da Escola Superior de Educação de Lisboa deixaram que baixasses à terra sem se despedirem de ti e vieram em autocarro fazê-lo. Não há memoria de nenhum funeral na capital do barro leiriense, como este. Da minha parte os meus mais sentidos pêsames a toda a família mormente aos pais Nelson Ferreira e à Inês Soares.  À Filipa que descanse em Deus.  

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Parabéns ao David.

por aquimetem, em 29.04.18

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Como é possível que eu deixe perder oportunidades destas em estar na Bajouca quando eventos destes acontecem e logo no Casal dos Afonsos?! Vou tudo fazer para que se não repitam desleixes,  meus, deste calibre. Foi a Helena, no dia 26 e hoje, dia 29, foi o marido, o David Pedrosa ou David da Helena Afonso, a repetir semelhante proeza, ao celebrar os seus 59 anos de vida com muita felicidade e laboriosidade vivida. Quis Deus que a data calhasse, este ano ao domingo, o que permitiu reunir os familiares e amigos em almoço intimo que em sua casa decorreu. Não assisti, nem da ementa soube noticia, mas garanto que a foto, enviada para mim, por alguém que participou no repasto, esconde o que realmente foi a celebração do evento. Parabéns ao David.

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publicado às 17:45


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