Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

07
Mai 16

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 Quem vai por Melgaço, toma a estrada de Lamas de Mouro, um lugar de sonho situado entre as serras da Peneda e Castro Laboreiro, e que possui o mais belo parque de Campismo de Portugal. Pertence ao concelho de Melgaço (distrito de Viana do Castelo). Lugar afastado tanto da terra que dá nome a uma raça de cães de guarda (o "castro laboreiro" ), como do Santuário de Nossa Senhora da Peneda, uns 6 ou 7 km; a diferença é que este santuário faz parte da freguesia de Gavieira, do concelho de Arcos de Vale de Valdevez. Hoje já se pode ali chegar de carro, indo dos Arcos pelogozar férias em tempo de Verão  Soajo, mas ainda há uns 40 anos, como também aconteceu comigo, só indo por Melgaço. Os fieis do próprio concelho tinham que fazer bem mais de 100k, e por outros concelhos, para lá chegarem de carro. Daquele promontório rochoso desce o rio Peneda, que tomba como penitente junto ao mariano santuário dos finais do Séc. XVIII e o terceiro quartel do Séc. XIX. A igreja tem a data de 1875. Na escadaria, frente à igreja, ressai as esculturas alusivas às virtudes: a Fé, a Esperança, a Caridade e a Gloria, com data de 1854. Santuário muito concorrido, sobretudo na primeira semana de Setembro onde se realiza um grande arraial popular.

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 É a segunda maior elevação de Portugal Continental, a Serra do Gerês ( em galego Serra do Xurés) atinge a ponto mais alto, 1545 metros na Nevosa. O Gerês forma uma cadeia granítica que se estende por 35 km. entre a Fonte Fria e o rio Caldo. Com a Peneda, o Gerês constitui o todo do Parque Nacional da Peneda-Gerês, que localizado a Norte de Portugal envolve a Serra do Gerês, entre Cávado e Lima e parte da Serra da Peneda. Um paraíso de flora e fauna único em Portugal.

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À mão tenho mais este postal que recebi do Sr. Padre Guedes , em 12/07/67, que da Barragem da Venda Nova adianta: “Barragem de 96 m. de altura, no rio Rabagão, construída em 1948/51, pela Hidro Eléctrica do Cávado. A central geradora, junto ao rio Cávado, aproveita uma queda de 415 m”. Situa-se entre o concelho de Montalegre (Distrito de Vila Real) e Vieira do Minho (Distrito de Braga), a sua albufeira apresenta uma superfície inundável ao nível plano de armazenamento de 400hetares. A capacidade do descarregador é de 1100m3/s e o escoamento médio anual é de 284hm3. Mais um dos testemunhos que as barragens não são para favorecer as terras onde são construídas, mas a quem delas nos grandes centros urbanos beneficia. Esta, pelo menos era portuguesa….

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 Cávado abaixo, eis-nos na capital do Minho, a “cidade dos arcebispos”, onde neste belo postal que, em 26/08/76, me foi enviado pelo saudoso celoricense Sr. Afonso Costa, um militar de carreira, que fez de Braga terra sua. Neste postal se pode apreciar parte do sedutor Jardim de Santa Bárbara, nas traseiras da Biblioteca (Séc. XVI). Situado na freguesia da SÉ, este jardim publico junto ao medieval Paço Episcopal Bracarense, tem no centro uma fonte do séc. XVII que pertencia ao Convento dos Remédios, encimada por uma estátua de Santa Bárbara, dai o nome dado ao jardim. Um passeio por terras do Minho e “Terra Fria” de Trás-os- Montes é recomendável para gozar férias em tempo de Verão

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 22:46

28
Mai 15

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Localizado no distrito de Braga, o município de Terras de Bouro era um concelho que até 2005 tinha a particularidade de não estar sediado numa localidade com o mesmo nome, só então, a Vila de Covas, da freguesia de Moimenta passou a ser designada por Vila de Terras de Bouro, pondo fim a essa originalidade. Desta encantadora terra portuguesa comentou Torga, no Diário VII: “….Há sítios do mundo que são como certas existências humanas: tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição. Este Gerês é um deles. Acumularam-se e harmonizaram-se aqui tais forças e contrastes, tão variados elementos de beleza e de expressão, que o resultado lembra-me sempre uma espécie de genialidade da natureza.» S. Bento da Porta Aberta, Caldas do Gerês e Vilarinho das Furnas são três dos principais pontos de atracão de quem visita esta privilegiada parcela de território minhoto que das águas do Homem e do Cavado recebe frescura e força anímica.

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 Do religioso vale dizer: O culto a S. Bento, em Rio Caldo, deve a sua origem à influencia dos monges de Santa Maria de Bouro. Em 1640, é construída a primitiva ermida, numa pequena elevação. Segundo a tradição, esta possuía um alpendre, como a maioria das capelas do alto dos montes, e tinha sempre as portas abertas, servindo de abrigo a quem passava….daí lhe terá advindo a designação de S. Bento da Porta Aberta. O actual Santuário é recente. Iniciou-se a sua reconstrução em 1880 e concluído em 1895. São dignos de realce os painéis de azulejo da capela-mor, que retratam a vida de S. Bento, assim como o retábulo de talha coberto a ouro. Devido ao numero de peregrinos, em 1998, foi inaugurada a actual Cripta.

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De termal e lazer destacamos o que é um: “Verdadeiro local de cura, repouso e turismo. No Gerês poderá usufruir de um conjunto diversificado de experiências e sensações, que passam pelo terapêutico, passeios no Parque Nacional a pé e a cavalo, desportos náuticos e passeios culturais e turísticos. Num desses passeios recentes uma sobrinha minha veio de lá encantada e falou-me do que viu com tanto entusiasmo que me despertou vontade de fazer um post dedicado a esta zona dos meus encantos. Um muito obrigado à Helena.

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Das Furnas que tanto gostou realço o que relatou o Publico, em 23/08/2009, ouvindo um dos antigos moradores da aldeia de Vilarinho das Furnas: “O antigo morador vive hoje em Vila Verde e é um dos 30 antigos moradores que quis regressar a Vilarinho para acompanhar a apresentação do projecto NaturParque. Desde 1971 que ninguém aqui mora, depois de preparado o caminho para a subida das água do rio Homem. Mas, em ocasiões como esta, os vilarinhenses aproveitam para regressar às origens. Especialmente a 8 de Dezembro, dia da padroeira da aldeia, Nossa Senhora da Conceição. Ano após ano, os antigos moradores continuam a aproveitar a data para se encontrarem, lembrando as velhas festas no coração da aldeia. "Íamos de porta em porta chamar os convidados", lembra João Rodrigues. A ementa era composta habitualmente por cabra com batata e arroz de miúdos. Para a sobremesa ficavam as rabanadas, feitas com pão espanhol, quando a fronteira se atravessava ilegalmente. Os antigos moradores não perderam o contacto entre si, especialmente desde que, em 1985, criaram a associação A Furna, empenhada na preservação da aldeia comunitária. Hoje, para os que sobreviveram a quatro décadas, as memórias da vida na aldeia confundem-se com as do seu fim. "Vem aí a presa." A frase verbalizava o receio de desaparecimento da aldeia nos anos que antecederam o enchimento da albufeira. A "presa" começou a ser uma realidade cada vez mais próxima, até que, em 1971, foi preciso meter toda a aldeia em carrinhas e tirá-la dali. A diáspora de Vilarinho espalhou-se por vários concelhos do Norte e para emigração, mas alguns moradores ficaram a viver ali perto, na povoação vizinha de S. João do Campo”. Resta para memória o edifício do Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, mandado fazer, em 1981, pela Câmara de Terras de Bouro. O qual tem  por curiosidade, o facto de ter sido construído com pedras de casas da aldeia que foi submersa (a 21 de Maio de 1972) pela barragem. Aqui está patente uma exposição que procura homenagear o povo de Vilarinho das Furnas.

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Sem duvida uma das regiões mais belas de Portugal e que notabiliza um concelho de montanha, com dezasseis freguesias que se distendem pelas serras do Gerês e Amarela e pelos vales dos rios Homem e Cavado: Terras de Bouro

 

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 10:41

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