Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

29
Abr 18

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A primeira  vez que vi fazer referencia a este lugar foi numa carta de D.José Alves da Silva, bispo de Leiria, em resposta a outra de Joaquim Paço d´Arcos, tudo relacionado com um bajouquense que em terras de Timor foi missionário. Datada de 30 de Novembro de 1940, dizia assim:O P. Manuel Pereira Jerónimo, antigo Missionário de Timor, faleceu a 4 de Maio passado na quinta de Caldelas, freguesia da Caranguejeira, desta Diocese e destinada a receber os sacerdotes que precisam de amparo na sua velhice. Dista de Leiria 15 km.”. Mais recente surge um meu amigo alfacinha, mas residente na terra do “Cego de Maio”, Povoa do Varzim, num comentário a um post que fiz sobre a nascente do Lis, dizendo: “E não viu o OLHO DE ÁGUA ,aonde nasce água com fartura, em CALDELAS, e claro outras nascentes na zona. Água que bem canalizada e aproveitada chegaria sim aonde seria precisa sem que fossem precisos subsídios”. Muito boa observação amigo Fernando Rodrigues Ferreira.

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Conheço mal a freguesia da Caranguejeira, ao centro, junto à igreja só lá fui uma vez, acerca de três anos e por engano. Ia para assistir ao funeral de um parente, Carlos Afonso da Costa Santos, que me informaram ser nessa terra onde era conceituado industrial, mas que afinal morava em Vale Sumo que pertence a Santa Catarina da Serra. Lá fui dar e da Caranguejeira fiquei com uma imagem panorâmica que conservo na retina. Foi por estas alturas festivas e primaveris que tudo aconteceu, e como ao ir Google não encontrei aquelas informações que acerca de Caldelas da Caranguejeira de Leiria tinha gosto encontrar aqui deixo um apelo aos naturais da terra para da sua aldeia de Caldelas falar, e não apenas do Olho de Água, mas do muito mais que Caldelas tem de história. Os ossos de um bajouquense moram por lá. Deixo também de Vale Sumo a foto que recolhi na altura.

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 15:45

30
Abr 16

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 Rio a cima, vai se dar à terra do Menino Jesus da Cartolinha, Miranda do Douro, uma cidade portuguesa do distrito de Bragança, Região Norte e sub-região de Trás-os-Montes.Tem língua própria que se fala nas Terras de Miranda: o mirandês. O povo do Planalto Mirandês é piedoso e crente, a devoção ao seu “Menino Jesus surge quando já se tinha propagado o celebre caso do Menino de Milhão que repica os sinos e aclama o Rei D. João IV, no dia primeiro de Dezembro de 1640”. Não é portanto devoção original, mas que se trata de uma imagem bem esculpida dos finais do século XVII está demonstrado. No século XVIII, a imagem ainda não tinha cartolinha, alguém depois se lembrou de dotar a imagem com uma cartola nos finais do século XIX ou nos princípios do século XX. Venera-se na Se Catedral (séc. XVI) e é Monumento Nacional, digno de ver. O Menino Jesus da Cartolinha ali tem a sua festa à volta do dia de Reis, muito concorrida e em procissão levado em andor ao ombro por quatro meninos que se revezam. Enviado 22/10/72 pelo padre Guedes.

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Descendo paramos em Murça, onde a “porca” é seu ex-libris. Vila em franco desenvolvimento entre Vila Real e Mirandela. É uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Vila Real, à Região Norte, à sub-região do Douro e à antiga província de Trás-os-Montes e Alto Douro. Celebre pela “Porca de Murça” que mais não é que uma escultura celta representando uma das divindades desse povo, o javali/urso/porca. Esta se destaca por ser a mais bem conservada, em toda a região como por todo nordeste da Península Ibérica. Um concelho a visitar com tempo para isso. Mais um dos postais enviados pelo saudoso Pedre Guedes, em 15/11/71.

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 De volta a Vila Real, agora para lembrar uma velha memória que tenho na retina do Hotel Tocaio, vizinho deste amplo edifício dos CTT, jóias da cidade que deram fama à rainha do Corgo. Gente fidalga por ali passou e levou boa imagem dos vila-realense. Era um encanto para mim nos anos 50 olhar aqueles monumentais edifícios que na montanha não havia. Não só eu, ainda há pouco lia duma senhora que no Tocaio se hospedou, fazer as melhores referências. A Engenheira Ana Maria Nazaré Pereira que foi a primeira professora doutorada da UTAD, quando ali chegou em 1977. Esta alfacinha que foi do Restelo, recorda também que fazia sala na Pastelaria Gomes e... tricô. Como o hotel Tocaio, também a “taberna do Alemão”, outro marco da cidade, afundou e deixa mais pobre Vila Real.  Enviado pelo Padre Guedes, 12/VIII/68.

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 E de Vila Real, demos um salto do Corgo até ao Cávado para tomar um banho salutar, não no rio, mas nas termas de Caldelas que desde o tempo dos romanos são conhecidas naquela vila do concelho de Amares, a cerca de 15km da cidade de Braga. Na zona de transição do Baixo para o Alto Minho, esta estância termal é sitio de quem carece de  tratamento para o aparelho digestivo (especialmente intestinos) e o certo é que  anualmente desde Maio a Outubro são aos milhares os aquistas escolher esta pérola da natureza que se situa no “Coração do Minho”. Este postal foi-me deli enviado, em 18/V/1980, por um casal amigo, São e Urbano.

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 No concelho de Amares se situa também o famoso santuário de Nossa Senhora da Abadia, não muito afastado de São Bento da Porta Aberta, já em Terras de Bouro. São terras envolvidas pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês. Um espaço sedutor que abrande território de 22 freguesias distribuídas pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Este área protegida forma um conjunto com o parque natural espanhol da Baixa Limia-serra do Xurés, constituindo com este, desde 1997, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés. Este postal não tem data, devo tê-lo adquirido numa das visitas ali feitas.

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 22:42

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