Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

27
Jul 18

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Pois! O problema é esse. Há mais Marias na terra, e como acontece com o peixe, que pela boca é que se pesca ou deixa pescar também com a história das terras acontece o mesmo e no caso de Mondim é preciso ter muita atenção ao que se diz e escreve para se não meter água. Como Ermelo, ou Ermelo do Marão, também entre a serra do Soajo e o rio Lima existe outro Ermelo consagrado a São Bento e com remoto mosteiro cisterciense datado do seculo XIII.

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Não quero pôr em dúvida o que se tem dito e escrito sobre a historia de desta nossa distinta terra que D. Sancho I dotou com carta foralenga, mas nada de inventar ermidas que frades beneditinos nas arribas das Fisgas terão guiado quando nada há que garanta esse facto exista para se poder afirmar. Vem isto na sequência de um arrazoado  que li e onde dá como seguro que D. Nuno Álvares Pereira ou São Nuno de Santa Maria, caçou em terras deste concelho, eu não vi, e por isso não posso garantir. Conta ainda que “D. Manuel I exilou em Atei as «Freiras» revoltosas  do Convento de Santa Clara de Vila do Conde. Ainda hoje a povoação escolhida se chama «Freiras» (cerca de 1500). – E adianta muito aproposito  que  “Mondim fez o mesmo ainda há pouco tempo com as freiras que trabalhavam no Hospital da Misericórdia”. - Somos assim, respeitamos as tradições, nem sempre as melhores. Boa malha e uma grande verdade esta, em tempo dito de democracia.

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 Mas isto só para lembrar: há mais, Ermelos e Celoricos além dos de Basto. Também, é bom não esquecer que Santa Senhorinha que dizem terá nascido em Vilar de Cunhas, outros em Atei,  como quem diga fora em Vieira do Minho seja onde tenha sido, o certo é que faleceu na freguesia a que deu seu nome no concelho de Cabeceiras de Basto. E com seu irmão São Gervásio e Santa Godinha ali juntos estão sepultados. Em tempos nunca ia à minha região sem visitar estes bem-aventurados, assim como Frei Bernardo de Vasconcelos, na igreja de São Romão do Corgo.

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 09:14
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09
Jul 17

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O gosto por ver as aves em liberdade pousar frente à janela do meu quarto faz-me perder alguns momentos debruçado no parapeito sempre que tenho vagar para o fazer. E um dia destes surpreendeu-me ver entre os pássaros o que não é normal acontecer : um chasco-preto. Esta espécie que me recordo abundava nos meus tempos de criança, hoje rareia e ao que li limita-se apenas a “algumas zonas remotas do interior”. Li também que “ frequenta vales com afloramentos rochosos, pousando em grandes rochedos ou em edifícios isolados”. Pelo que observei neste curto espaço de tempo que dispus a seguir os movimentos desta ave irrequieta e tímida o que notei foi ser pouco sociável, mesmo em relação às espécies do seu grupo ou semelhança. São aves residentes da nossa avifauna, que onde têm ambiente se pode ver todo ano. É inconfundível a cauda branca contrasta com o resto da plumagem de tom escuro. Dado como mais localizado no Alto Douro, Beira interior e Alentejo; foi entretanto na Bajouca (Leiria) que neste inicio de Julho de 2017 fiquei radiante por ver uma avezinha que me fez recordar os tempos de rapazote em terras de Basto.

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 12:20
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25
Mar 16

 

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Nasceu este nosso saudoso amigo na freguesia de Molares, concelho de Celorico de Basto, a 17 de Maio de 1922, tendo falecido no hospital de Arnoia, a 13 de Abril de 1981 e sepultado no cemitério de Britelo, no dia seguinte.
Foi empregado da Caves do Campo, na sua terra–natal; e de funcionário da Casa do Povo de Fermil de Basto. Mais tarde desempenhou o cargo de fiscal de obras, na barragem da Venda Nova, tendo acabado por se dedicar ao ensino oficial na qualidade de Regente Escolar, missão que desempenhou em São Mamede de Coronado (Santo Tirso) e em Guilhufe (Penafiel).
Desiludido com a remuneração atribuída ao professorado primário de então, resolveu regressar ao seu concelho que muito amava, deixando, entretanto, muitos amigos e admiradores por toda a parte aonde passou.
Tendo casado, no Porto, com D. Maria Eugénia Rodrigues Lopes fixou residência no lugar de Carril, Celorico de Basto, depois de ter vivido algum tempo em Molares.
Com uma vocação extraordinária para a poesia e prosa são inúmeros os trabalhos dispersos que José Lopes deixou publicados por jornais e revistas do País e cuja recolha e reunião em volume no todo ou em parte é uma divida que Celorico de Basto tem para com este seu filho que poeta nasceu e poeta morreu….
Autor com António Senra - outro poeta da região - da letra da Marcha de Vilar de Ferreiros e de um poema consagrado ao Grupo Folclórico e Recreativo de Vilarinho, publicado no nº 3 dessa associação, o “Pascoal de Molares”, José Lopes, jamais será esquecido do povo que "tendo o Marão por encosto e da Virgem o grácil rosto no alto Monte Farinha". A minha homenagem de saudosa memória por ocasião dos trinta e cinco anos do seu passamento.

 

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Também foi dos que acreditou no 25 de Abril, como manifestou por imagem…e versos com que me presenteou pelo Natal de 1974. Hoje duvido que tivesse a mesmo sentimento, uma vez que tudo se mantem como dantes, ou pior.

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Mas vamos aos versos:
Boas Festas de Natal
Ao Amigo Costa P’reira
São meus votos sem igual
Pela festa que se abeira !
Neste postal ilustrado
Pelo seu significado
Vê-se a virtude altruísta:
Um democrata aguerrido
Mostra o código temido
Ao seu amigo fascista!
Haja paz, haja concórdia
Também haja misericórdia
Nesta festa de Natal.
Pois Deus também perdoou
Àquele que o matou
E nunca a ninguém quis mal !
José Lopes

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 17:25

11
Mar 16

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  A denunciante do Zé Carroças

Não é dignificante para uma terra ter um habitante seu de mau porte, sobretudo ladrão. Mas pior ainda é ser ladrão e negar que não é; e ainda por cima ameaçar de morte, com roçadoura, as vítimas  que o temem. Isto acontece na aldeia de Vila Chão (Vilar de Ferreiros-Mondim de Basto) e quem o denuncia é uma minha conterrânea, a quem o mau vizinho em pouco tempo lhe roubou 25 litros de azeite, parte das peças de um alambique, um presunto e 550 euros em notas. Tem cerca de 50 anos e neste “oficio” o Zé Carroças, já é conhecido há mais de 10 anos, altura em que pela primeira vez foi apanhado num assalto a uma casa, relata também, ao CM, a Srª. Teresa Fraga. No meu concelho os gatunos parece que gozam de protecção especial, ninguém os agarra. Arrombam cofres de igrejas, roubam imagens e sinos de capelas e as autoridades se se incomodam ninguém dá por isso….Não vamos agora atirar tudo para cima do Zé Carroças, mas isto das varias queixas dos moradores de Vila Chão na GNR, acabarem  sempre na mesma cantilena de que  “não existem dados suficientes para provar que o Zé Carroças roubou” deixa muitas dúvidas a quem está por fora do sistema. É tempo de acabar com as condescendências, porque senão leva-nos a supor que até este meu conterrâneo também faz parte da "elite" dos corruptos, a que Portugal já se habituou.

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 18:12

09
Mar 16

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Vila e sede de concelho notável pelo seu património cultural, económico e artístico, Celorico de Basto é hoje uma terra em franco desenvolvimento que tem nas vilas de Fermil e de Gandarela dois pilares importantíssimos. Mas é no castelo e no convento de Arnoia que o estudioso vai encontrar a rampa de lançamento que esta vila, de terras de Ribatâmega, a partir de um D. Múnio Muniz toma a sua actual identidade. Primeiro, com o nome de “Vila de Basto”, e situada nas proximidades do castelo, graças ao foral recebido de D. Manuel I, em 29 de Março de 1520; sendo transferida depois para o sítio de Outeiro Coelho, e finalmente, por provisão de D. João V, de 21 de Abril de 1719, para o lugar de Freixieiro, com a designação de “Vila Nova de Freixieiro”, hoje Celorico de Basto.

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A fundação deste Mosteiro ainda que incerta é por alguns atribuída a um descendente de D. Afonso Henriques, D. Múnio Muniz, nos finais do sec. X, que terá sido alcaide do castelo, e porque num tumulo vazio encontraram uma lápida com seu nome; outros defendem que foi D. Arnaldo Baião, nos finais do séc. IX quem fundou o Mosteiro de São João do Ermo de Arnoia. Certo é que este monumento histórico foi ocupado pelos monges da Ordem de São Bento até serem extintas as ordens religiosas, e só não teve a sorte de tantos outros porque ficou a cargo da Paróquia de Arnoia que numa das suas antigas alas fundou o então Hospital Civil de São Bento de Arnoia.

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Na vila, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal ergue-se a estátua de João Pinto Ribeiro, um dos celebres conjurados do 01 de Dezembro de 1640. Segundo se diz terá sido ele quem incentivou o então Duque de Bragança, D. João, a avançar para a conspiração. Ligado a Celorico devido à mãe possuir uma propriedade em Arnoia, e um seu sobrinho também outra, em Gémeos.

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 Praça Albino Alves Pereira, um generoso celoricense, nascido em Arnoia, mas que muito jovem foi para o Brasil, onde fez fortuna. Regressado a Portugal à procura de cuidados para a doença que o vitimou, ao saber que na sua terra havia um hospital carecido de meios económicos acabou por lhe legar toda a sua fortuna. Terra de gente generosa, que até o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa considera como sua, e eu também, porque em Fermil de Basto vivi parte da minha adolescência.

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 10:49

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