Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

29
Ago 16

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Hoje lembrei-me de um distinto transmontano e meu prezado amigo que deixei de ver já lá vão alguns anos, porque entretanto a doença que lhe bateu à porta atirou com ele para fora de Lisboa, e Chaves fica muito afastado daqui. Refiro-me ao Sr. Padre Guilhermino Augusto Teixeira Saldanha que conheci por volta de 1988, na ESSM, em Campo de Ourique (Lisboa) onde desempenhou as funções de capelão. Sacerdote zeloso no cumprimento dos seus deveres aderentes à missão e ao desempenho das funções que lhe eram conferidas. Natural de Vilartão, aldeia do concelho de Valpaços, o Coronel-Capelão Guilhermino Saldanha, nasceu a 08/04/1940, e foi ordenado sacerdote a 05 de Março de 1966. Após a ordenação ficou algum tempo como Prefeito do Seminário e foi depois incorporado na vida militar, por indicação do Bispo D. António Cardoso Cunha, onde frequentou um curso na Academia Militar, e em Novembro de 1968 é colocado no Batalhão de Caçadores Nº 5, em Lisboa. Em 1969, embarcou para o Norte de Angola, como capelão do Batalhão de Artilharia Nº 2882. De regresso a Lisboa, recebe convite do Capelão Mor das Forças Armadas, D. António Reis Rodrigues, para fazer parte dos capelães da Armada Portuguesa, o que se concretizou em Dezembro de 1971. Também em Dezembro, mas de 1987, regressou ao Exercito, e é colocado como capelão do Regimento de Transmissões e da Escola Superior do Serviço de Saúde Militar, que foi onde o conheci, pois era o meu local de trabalho. Homem de muita cultura e saber, este sacerdote cativava o seu semelhante pelo modo carinhoso e humilde como lidava e cuidava dos assuntos da sua lavra. A nossa amizade era mutua e sincera com a pendente transmontana a pesar. Em Maio de 1992, um meu amigo e compadre pediu-me se lhe arranjava um sacerdote disponível para ser acompanhante e dar apoio espiritual a um grupo de peregrinos que iam a Roma assistir à beatificação de São Josemaria Escrivá, o que aconteceu a 17 de Maio de 1992. Fiz o convite ao Padre Saldanha e  ele fez-me o favor de aceitar. Por lá andamos juntos uns 15 dias, e graças a ele vim mais enriquecido já que de história universal era mestre o padre Saldanha.

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Dois anos depois, em 1994, é convidado para coordenador das actividades dos Capelães da Região Militar Sul, em Évora; e nessa condição ainda participei com ele, em Lourdes, numa Peregrinação Internacional Militar em que fui integrado por Lisboa. Foi em Burgos, que nos encontramos. Regressado de Évora foi convidado, em 1996, para desempenhar as funções de Chefe do Serviço de Assistência Religioso, e por aderência pároco da paróquia do Socorro. Terminada a sua ocupação na vida militar, foi incardinado à Diocese de Lisboa, e como tal nomeado pároco de Santos -o- Velho, onde abriu um ” bar para salvar as almas”, até que adquiriu habitação em Fátima e para lá se mudou disposto a servir no Santuário. Surge a doença que lhe rouba a fala e a memória e hoje vive no hotel Geriátrico, em Chaves, não sei se por vontade sua ou não.

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 20:21

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