Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

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Dez 15

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Ontem, dia 12, fui ao Coliseu dos Receios assistir à “Festa de Natal, EDP”, graças a um convite que pessoa amiga me ofereceu. Gostei, pois já ali não entrava há muitos anos, a ultima foi como ilusionista num espectáculo organizado pelos Clube dos Sargentos da Armada. Hoje arredado da vida artística, nem por isso é menos consolador rever salas onde actuarmos, nesta com mais penhor dado calhar de ter ficado junto ao palco que já pisei.

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Desta sala que é orgulho de Lisboa, importa realçar o que dela consta: “No dia 14 de Agosto de 1890 é inaugurada uma grande sala de espectáculos, o novo Coliseu dos Recreios. Vicissitudes várias levaram ao desaparecimento de outras casas lúdicas, sendo então urgente a construção deste novo espaço, erigido de raiz na Rua das Portas de Santo Antão e aberto ao público ainda longe das obras terminadas”.

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Não importa quando, mas a certa altura entrou na posse da família Covões, e sob direcção dessa família se mantêm hoje, conservando e honrando o nome de Ricardo Covões. Deste diz o seu herdeiro Álvaro Covões : “ foi deputado à primeira Assembleia da República. Nós até temos um salvo-conduto assinado por um ministro da Primeira República, no dia 5 de Outubro de 1910, a requisitar um automóvel para ele. Foi também co-autor da lei das oito horas de trabalho, da Primeira República. Sei que chegou a explorar o Teatro de São Carlos, porque não havia dinheiro e, na bancarrota, optou-se por fazer aquilo que é correcto: tratar dos bens essenciais e prescindir de outros. Depois acaba por entrar no Coliseu, comprando grande parte das quotas“. – Mais uma prova de que os bons negócios se fazem através do escadório partidário….Como quer que seja foi pela mão desta família que o Coliseu dos Recreios mais se assumiu como sala de espectáculos popular, estabelecendo preços baixos e apresentando espectáculos de diversos tipos, entre os quais a opera.

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Dos muitos que ali assisti recordo o Circo de Moscovo que creio foi em 1971. Deu furor já que todos queriam ver os comunistas. Fui um desses espectadores, e como em entrevista, diz Álvaro Covões, também eu tive oportunidade de ver como “viviam os artistas de Leste, dos países comunistas”. E adianta mais “não tinham liberdade nenhuma, nem tinham dinheiro, só andavam com moedas, não podiam sair sozinhos, só em grupo, eram maltratados , enfim uma escravidão.

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E acrescenta: “ numa fase em que havia uma mentalização pró-comunista na sociedade portuguesa, imediatamente fui para o outro lado, porque aquilo não fazia sentido. Mas só porque conhecia uma verdade que toda a gente desconhecia”. - Também conheci essa verdade, porque nessa altura fazendo parte da Secção de Ilusionismo dos Joses de Portugal, era costume, nosso, sempre que um ilusionista estrangeiro ou de fora de Lisboa estive-se na cidade, ser convidado a visitar a nossa associação. Assim aconteceu, com o ilusionista desse circo, mas o trabalho que deu para se conseguir arrancá-lo do cerco. Mesmo assim, atrás dele vieram mais uns tantos que não eram mágicos….

 O vídeo da uma ideia mais exacta da sala , onde de 05 a 27 de Dezembro está em cena uma Companhia Internacional de Circo . A alegria de crianças e adultos.

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 14:39
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