Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

23
Abr 15

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          As greves são uma arma que a democracia colocou ao serviço dos trabalhadores para os defender da tirania e abuso dos empregadores, mas como arma que é não se pode usar dela para brincar ou arranjar modo de ter mais uns dias de férias além dos determinados por lei. Não duvido que muitos dos empregados neste país tenham razão para lutar por uma vida melhor que nestes últimos anos perderam, mas não é com greves constantes e por vezes mal programadas que conseguem os seus objectivos, prejudicando de forma injusta os utentes desses mesmos serviços. Agora, hoje, foi o Metropolitano que com a Transtejo e Soflusa decidiram trabalhar a meio gás, pois decidiram marcar uma concentração no Cais de Sodré, para as 10h00. E o Zé que já pagou o passe, que espere que plenário acabe. Mesmo assim, com atraso, lá dei as minhas voltas pela manhã.

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          No mesmo dia, marcou a Carris uma greve de 24 horas, mas que o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, decretou serviços mínimos. Tudo muito bem só que esta balbúrdia laboral só dá do país uma péssima imagem e os prejudicados são os portugueses. Notei isso na gare do Metro de São Sebastião com muitos estrangeiros carregados de bagagem à espera de transporte. Mas o curioso é que nem greve existiu, tanto o Metro, como a Carris funcionaram, apenas serviram mal. Dai que só pelo transtorno que fizeram aos utentes habituais e mau nome que dão pais, era muito bem feito que as empresas empregadoras não pagassem o dia aos promotores de fracassos destes. Só a quem trabalha e deixa trabalhar. Foi um dia politizado, em que também no Largo do Rato, António Costa recebeu as Centrais Sindicais para lhes falar das medidas macroeconómicas que o PS se propõe apresentar aos portugueses. E o qual recebeu já por parte do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, uma critica arrasadora. Alega “que o programa económico socialista contém vários riscos, podendo transformar-se num novo memorando de entendimento. Em abono do PS, há coerência num ponto, ironizou Portas: "O PS à troika nos levou uma vez e, se lhe déssemos novo mandato, à troika nos levaria uma segunda vez". A verdade é que nem as centrais sindicais estão confiantesA CGTP diz que o cenário macroeconómico apresentado pelo PS não é uma alternativa à actual política de Direita. Arménio Carlos diz que pequenos ajustamentos não chegam”. Por parte da UGT, Carlos Silva “deixou "alertas" ao PS sobre o seu cenário macroeconómico, designadamente em matéria de legislação laboral, e advertiu que a reforma da Segurança Social não pode ser feita com o ruído de uma campanha eleitoral”. Vamos a deixar de brincar às greves porque com armas de defesa não se deve brincar

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 00:05

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