Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

21
Jan 18

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Não sei o critério que as enciclopédias usam para recolher as informações que põe ao dispor dos seus consultores, só sei que muitas vezes deparo com faltas de rigor histórico muito  enganosas que me provocam muita  pena. Foi agora o caso, numa recente consulta que fiz à enciclopédia livre Wikipédia à volta de Vilar de Ferreiros onde ao fazer a descrição das aldeias da respectiva freguesia omite duas das suas mais importantes povoações que são Campos (parte) e Cainha. É nestes termos que cita: “Vilar de Ferreiros é uma freguesia portuguesa do concelho de Mondim de Basto, com 16,15 km² de área e 1 136 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 70,3 hab/km². A freguesia de Vilar de Ferreiros é constituída pelas aldeias de Vilarinho, Vilar de Ferreiros, Pedreira, Vila Chã e Covas, por ordem decrescente”. Basta consultar o Arquivo Distrital de Vila Real para logo confirmar que a paroquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros é composta pelos lugares de Cainha, Campos, Covas, Pedreira, Vila Chã, Vilar de Ferreiros e Vilarinho. Foi abadia da apresentação dos marqueses de Marialva, e vem mencionada nas Inquirições de 1220, sendo já um pequeno município ao qual D. Sancho I estendeu os foros e privilégios outorgados ao vizinho concelho de Ermelo. A ignorância por vezes nestes casos serve de pretexto para mais tarde os mais astutos se agarrarem ao que sem qualquer rigor alguém despejou como sendo informação e mais não é do que enganosa noticia. Não é culpa da enciclopédia livre Wikipédia, mas de certos amadores em matérias que conhecem mal e para se exibirem fazem com elas bandeira.

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Situada no ermo oriental da aldeia denominada Serra de Mondim, fica a povoação de Campos, no caminho – hoje estrada – que liga as terras de Basto a Vila Real ( via Lamas  de Olo). E patamar de quem a pé por Mondim sobe ao santuário de NS da Graça ( Monte Farinha). Entre Campos e a aldeia de Vilar de Ferreiros fica a Cainha, ambas fazem parte da Freguesia de Vilar de Ferreiros, mas tanto Campos, como Vila Chã são divisórias, Campos com São Cristóvão de Mondim e Vila Chã com São Salvador do Bilhó.

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 15:58

11
Nov 17

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Tive à  dias a visita de um conterrâneo meu que não via há anos, pese de vez em quando nos comunicarmos telefonicamente. Falo do Mário do Ervedeiro, um mondinense da velha guarda que não sendo da classe dos bachareis, é do grupo dos que prezam as origens e os valores históricos e culturais da terra onde nasceram e se mantêm ligados de maneira carinhosa. Natural de São Cristóvão de Mondim de Basto, onde no lugar do Ervedeiro nasceu, a 5 de Dezembro de 1948, o Mário que tomou por alcunha o lugar de nascimento, tem costela materna na minha freguesia, pois a mãe Beatriz Gonçalves Miradouro, de saudosa memoria viu, pela primeira vez, a luz do dia no "Bordalém" ( Bairro de Além) em Vilar de Ferreiros. Conheci-a  muito bem,  assim como o marido, Joaquim António Machado, natural de Atei, quando caseiros do Abade Miranda, em Vilar .Mas é do Mário e do motivo que o moveu desta vez para me visitar que vou falar. Vinha munido de papéis e empurrado pelo desejo de ver realçado o nome de quem se destacou na defesa daqueles que ficaram nos seus postos de ocupação, ora mais perto, ora mais afastados do cenário de guerra onde se desenrolaram as operações militares da 1ª Grande Guerra Mundial, como foi o caso do soldado Alfredo Machado que combateu em França. Este combatente que foi "prisioneiro de guerra", era natural de Atei, onde nasceu a 27 de Dezembro de 1895 no lugar da Barroca. Era filho de Bento Machado e de Maria Amélia Portela de Figueiredo, residentes nesse local. Alistado a 16 de Agosto de 1915, embarcou para França em 23 de Setembro de 1917; após regressado ao país foi licenciado a 30 de Agosto de 1919, passando entretanto à reserva activa a 31 de Dezembro desse mesmo ano. Em França combateu e batalhou por forma a merecer ser distinguido com a "Medalha Militar de Cobres", 1917/1918. Terá sido também um dos combatentes da batalha de 9 de Abril em La Lys, onde o nosso transmontano "Milhões" se notabilizou. Certo é que se trata de um daqueles mondinenses que honraram a terra e a gente deste concelho e da região de Basto, sem fazer alarido, mas apenas guiado pelo dever de cidadania e nobreza de carácter típico do povo honrado e laborioso. Foi dado como morto, na guerra e por isso tinha na terra o alcunha do "morto vivo".

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Foi isso que fez o neto vir ter comigo para me falar do seu avô. E não só, do avô, também de um tio paterno que no Brasil se tornou figura estimada e reconhecida pelo seu espírito empreendedor e generoso. Cedo emigrou para o Brasil, tendo-se fixado em Tauá, um município brasileiro do estado de Ceará, na região nordeste do país. Começando por vendedor de pão, de Portugal levava umas luzes de carpintaria em que foi iniciado. Isto lhe foi muito útil pois além do jeito para o comercio de merceeiro, e de negociante em ferro-velho, o Sr. Alfredo Machado - tinha o nome do pai - foi um apaixonado por projectos de construção que sempre conciliou com as demais actividades. A sua coroa de glória surge em 1976 quando vê a construção da igreja de Nossa Senhora de Fátima, na estrada do Dendê, obra que planejou e foi director responsável. Faleceu a 31 de Outubro de 2015. Ao Mário Machado, neto de um Alfredo e sobrinho doutro, os meus parabéns por se lembrar de mondinenses que a história local ignora mas que por onde passaram marcaram e honraram destacadamente as suas origens. 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 13:39

06
Set 17

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Há de pensar muito boa gente que, na década de 60, fui demasiadamente agressivo na defesa dos direitos paroquiais e administrativos de Vilar de Ferreiros,  no Santuário de Nossa Senhora da Graça, no Monte Farinha. Também assim pensaria se não fosse estar por dentro de toda a história que levou ao repor da legalidade e da verdade histórica. A legenda que consta nesta imagem, justifica bem a minha agressividade de então.

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A Republica abriu ali caminho à usurpação, de forma tal que nem o 1º bispo da recem criada Diocese de Vila Real, em 1922, se sentiu com coragem de mexer no problema. Só mais tarde, na década de 50, D. António Valente da Fonseca tomou a iniciativa de reparar a injustiça, que depois D. António Cardoso Cunha ratificou, nomeando e entregando a administração definitivamente  ao pároco de São Pedro de Vilar de Ferreiros. Demorou e deu muito trabalho, que foi enriquecido com o labor de  uma equipa notável de obreiros onde se distinguiram os saudosos D. Joaquim Gonsalves, Padre Manuel Joaquim Correia Guedes e Manuel Lopes.

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Como estes outros mais, sobretudo os peregrinos, romeiros, devotos e amigos, que deram o seu contributo para que sob administração da paróquia de Vilar de Ferreiros, o santuário da Senhora da Graça saisse do marasmo, e logo as ofertas fossem transformadas no embelezamento e enriquecimento de todo aquele recinto sagrado, onde Nossa Senhora e o Apostolo Santiago têm lugar privilegiado.

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Desde restaurante, centro de apoio e acolhimento ao peregrino, instalações sanitárias, venda de objetos alusivos ao local, e sobretudo a oferta de um panorama inigualável que do cimo do Monte Farinha se disfruta.

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O recente melhoramento que graças ao empenho do Eng. Humberto Cerqueira, presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, e interesse manifestado pelo Mário Borges Lopes e o pároco Sr. Padre João Paulo, veio enobrecer mais e valorizar este espaço, com eletrificação publica e arranjo dos passeios. Parabéns a toda esta gente generosa e devota de Nossa Senhora da Graça e de Santiago, o "Santinho".

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 15:03

30
Ago 17

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A Peregrinação  de 2017, em honra e louvor de Nossa Senhora da Graça, vai como de costume realizar-se no 1º domingo de Setembro, que este ano calha no dia 3. Preside , como é tradição, o bispo diocesano, agora D. Amândio Tomaz. Do programa, destacamos: às 08h00 - Confissões; às 10h30 - inicio da Procissão no Largo de Santiago, com recitação  do terço ; às 11h00 - Missa Solene; às 12h00 - Procissão de despedida a Nossa Senhora.

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Situado no cimo do Monte Farinha - Vilar de Ferreiros, Mondim de Basto - este santuário mariano é dos mais famosos de Trás-os- Montes e do norte de Portugal também. A localização é do mais belo que existe e a região convida, assim como o local, não apenas à admiração, mas sobretudo à  contemplação. Aproveitemos para o fazer este ano, no dia 3 Setembro, domingo.

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 10:21

17
Jul 17

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Aí temos em grande a 2ª maior festividade afecta ao Santuário de NS da Graça que anualmente ocorre no Monte Farinha. Foi a Ascensão do Senhor, no último domingo de Maio; agora, no próximo dia 25, a romaria de São Tiago, e no 1º domingo de Setembro, a grande Peregrinação a Nossa Senhora da Graça. Do programa destacamos, do dia 25, por ser dia do romeiro, os horários das actividades:
Ás 07h00-Alvorada. Às 08h00 – Confissões.
Às 09h00 – Entrada da Banda de Zés P’reiras.
Ás 09h30 –Actuação de Rancho Folclórico.
Ás 10h15 – inicio da procissão no Largo de São Tiago (com recitação do Terço).
Às 11h00 – Missa Solene.
ÁS 12h00 – Procissão dos andores (com destino ao Santuário).
Suplicas de adeus ao Sr. Santiago.
Das 13h00 às 15h00 de grupo folclórico.
A ordem e orientação do transito, como de costume cabem à GNR de Mondim de Basto manter.
Aproveitem a romaria e fiquem por esta região que tem muito que ver e sabores para apreciar. Esperem pela chegada dos ciclistas da Volta a Portugal que no dia 8 de Agosto vem de Boticas vencer a etapa “Rainha da Volta”, no Monte Farinha ou Senhora da Graça.

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 15:48

13
Jul 17

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 Hoje fez anos o Hugo, e com os país e a avó Gravelina foi pagar um cafezinho no Caravela. 

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Todo feliz da vida que já dura há 33 anos, e se vão prolongar tempo fora, o Hugo deu prova da sua generosidade, e a quem estava no café-restaurante, ofertou uma bebida. Até ao marido da que foi sua ama, e que por casualidade apareceu no café, pagou uma mine.

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 Aqui a avó materna, toda orgulhosa do neto, observa. Por muitos anos e sempre bem disposto como é habito do Hugo. Parabéns

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 21:02

10
Jul 17

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 Um dia destes fui à Missa à igreja de NS do Amparo, em Benfica, e para surpresa minha encontrei lá uma conterrânea que já há muito não via: a Srª. Fátima Ferreira, vulgo “ Fátima do Trinta”. Proprietária, com casa no Bairro de Além-Vilar de Ferreiros (Mondim de Basto), tem entretanto a sua residência na Venda Nova-Amadora, onde há muitos anos vive, sem que deixe de ser uma grande amiga da terra e a visite amiudadamente. Com seus dois herdeiros nas proximidades, a Angelina e o Fernando, é cá por baixo que a D. Fátima se sente bem e amparada, tanto mais que tem o neto, médico oftalmologista, que à avó dá aquela confiança de que carecem as pessoas com 88 anos. Gostei de vê-la rija e em idade a dar impressão de querer seguir os passos da família em longevidade. Faço votos que sim

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 16:40

01
Jun 17

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 Abriu a temporada forte do Monte Farinha em festa. Foi no dia 28, com a festa da Ascensão de Senhor ao Céu que São Pedro entendeu contemplar com frio, mas em oposição os devotos de Nossa Senhora da Graça e do Santinho, Santiago, com muito calor no peito de gente de fé.

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É uma daquelas festas que arrasta centenas de fieis ao santuário mais sedutor de terras de Basto e ao miradouro mais nobre do norte de Portugal, famoso pela sua forma cónica vista de quem de poente entra por Amarante em terras de Santa Senhorinha. 

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 Mais uma vez não assisti a este evento que há uns anos a esta parte tem servido para o Arciprestado do Baixo Tâmega fazer a sua peregrinação anual no “Iteiro da Senhora”. 

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Forma habitualmente na Fonte do Salgueiro e em marcha segue até ao Lg. de São Tiago onde se organiza a procissão que culmina no cimo do Monte Farinha com Missa campal e recolha da imagem ao Santuário. 

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Não fui, mas uma minha emissária se encarregou de presenciar e retratar os pontos mais nobres da festividade que eu agora divulgo em post, além do mais, também como reconhecimento a quem fez o favor de me dar noticias colhidas in loco.

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Festa que anualmente se celebra no Monte Farinha no ultimo domingo de Maio e que este ano, por coincidência, aconteceu no domingo em que se celebrou o Dia da Ascensão do Senhor ao Céu. À fotografa Cristina o meu muito obrigado pelas fotos.

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 16:53

13
Mai 17

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É certamente a festa mais antiga que se celebra no Monte Farinha, embora a romaria de São Tiago também seja antiga e sempre mais animada, até por que “pelo São Tiago apinta o bago”. Ainda conheci muito bem a celebração da festa, em 5ª-feira de Ascensão, e do ditado nunca mais me esqueci: “Da Páscoa à Ascensão 40 dias vão”. Deixou de se festejar no dia, por não ser feriado passando a festa para o domingo seguinte, era regra festejar-se na décima-quarta quinta-feira da Páscoa. Em Portugal essa dia tornou-se popular e também conhecido como “Festa da Espiga”.  

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Mas como festa cristã é designada por Festa da Ascensão, pois comemora a Ascensão de Jesus ao Céu. Tratasse de uma das festas ecuménicas, das que são comemoradas em todas as igrejas cristãs, a par da Semana da Paixão, a Páscoa e o Pentecostes. Agora com sua data fixada a 25 de Maio, a Quinta-feira da Ascensão do Senhor, este ano vai ser celebrada no Monte Farinha precisamente no domingo em que tem vindo a festejar-se ali esta festividade: ultimo domingo de Maio. Foi uma graça em ano do centenário das Aparições em Fátima. E aí temos nós as duas imagens. 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 18:59

21
Abr 17

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Não há forma de evitar os fogos florestais. Mal o tempo aqueça aí temos as matas em labareda. Uns por desleixe, outros por ignorância e muitos por mão criminosa, o certo é que todos os anos a cena se repete, e ninguém resolve pôr termo definitivo, começando pela área da criminologia.Esta se for exemplar, logo os desleixados e os ignorantes aproveitam algo da lição…Terra de gente pacata, não deve ser difícil a quem atento ao comportamento de um ou outro habitante apontar o dedo a alguém que goste de se armar em bombeiro.

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São fogos a mais, e sobretudo numa altura que o Verão ainda está longe e as matas muito viçosas. Certamente é por isso que os incendiários começam já por se treinar para o pino da época que há-de chegar. É estranho que no caso de Vila Chã um fogo florestal se dê por volta da 01h00 da madrugada, tratando-se de uma aldeia que nem tão-pouco é muito movimentada, visto não ser servida por estrada principal. Mas a verdade é que o incêndio se deu e repetiu, como li em noticia de 7 de Abril e dizia “ Este é o segundo incêndio em dois dias no concelho de Mondim de Basto”. Como combater os fogos também os incendiários tem de ser combatidos, se queremos um país apostado no turismo natural, e no caso de Mondim com o rio Tâmega, o Monte Farinha e as Fisgas de Ermelo como baluartes. São muitos os que se empregam, por conta própria ou de outros, nesta criminosa actividade que em nome da democracia se facilita alastramento.

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O fogo que no Marão se deu depois, e obrigou ao corte IP4 é prova desse alastramento e da vontade em queimar o resto deste país que carece de quem ponha travão na carreta descontrolada. Como os incendiários também os “brincalhões” que se entretêm a telefonar para PSP e a colocar objectos estranhos, com aspecto de explosivos, como aconteceu junto a um prédio no Bonfim-Porto, mereciam passar uns tempos a recuperar da doença nas matas florestais, sob regência ….de cavalo-marinho.

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 14:57

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