Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

14
Jul 15

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Barroso da Fonte

Por troca com os jornais que desapareceram como as andorinhas em Setembro, os blogues vieram facilitar o acesso à informação comunitária que alimenta o espírito. É a cultura que faz bem e não ocupa lugar. Não terá sido em vão que Santana Lopes, quando foi Secretário de Estado dessa pasta, transferiu a Delegação do Norte, do Porto, para Vila Real, onde continua.

Quem está atento ao crepitar de ações que são do foro da cultura, conclui que não é por acaso que funciona em Vila Real o Grémio Literário; em Bragança a Academia de Letras; em Chaves, o Grupo Cultural Aquae Flaviae e o Fórum Galaico Transmontano; em S. Martinho de Anta, o Espaço Miguel Torga. Estes alguns exemplos vivos, para já nem se falar na oficialização da Língua Mirandesa, da UTAD; do Politécnico de Bragança e das Escolas de Ensino Superior: Jean Piaget de Mirandela e de Macedo de Cavaleiros. Fruto desse incremento cultural são as obras literárias e científicas que se vêm editando um pouco por toda a região Transmontana. Desde há anos, publica-se o NetBila, a partir de Vila Real que, diariamente, privilegia notícias da área dos autores, dos livros e das artes, em geral. Depois chegaram: o Tempo Caminhado, (bem ilustrado) aquimetem, farrapos de memória, diário atual, etc.

Aplaudem-se os jornais sobreviventes e os relevantes serviços que vêm prestando. E, do mesmo modo, se felicitam os responsáveis pelos muitos e ativos blogs que abrem esses privilegiados espaços para noticiar as muitas obras que vão aparecendo e que confirmam a boa forma dos criativos Transmontanos.

Esta dinâmica individual e coletiva contrasta com a incapacidade política que menospreza os criativos periféricos em benefício dos urbanos, de onde emergem os laureados de todos os prémios, medalhas e medalhões. Um exemplo recente deste imutável miserabilismo, leu-se no JN de 8 do corrente, pela mão do insuspeito doutor Alexandre Parafita, escritor de referência nacional. Ei-lo:

«Confrontada com a exclusão, reincidente, no apoio à sua atividade por parte da Secretaria de Estado da Cultura, a companhia transmontana de teatro Filandorra anunciou que vai chamar à "barra" dos tribunais aqueles que assumem, institucionalmente, tal decisão. A ideia é que justifiquem, sob tutela judicial, aquilo a que chama de "crime cultural", resultado de um concurso anacrónico, que mais parece um jogo de sorte ou azar, uma espécie de "raspadinha", em que os critérios são decididos unilateralmente, desvirtuando todo um trabalho resistente no interior do país. E, havendo crime, a reincidência torna-o mais grave. Há um ano, celebrando o Dia Mundial do Teatro, os atores da companhia, revoltados com idêntica exclusão dos apoios governamentais, e receando terem de fechar portas, saíram para a rua a vender bilhetes, a um euro para os seus espetáculos. Um gesto simbólico, denunciador dos olhares de indiferença com que o Estado olha para o interior cultural, que colheu grande solidariedade pública. Agora resolvem ir para tribunal. Certamente, no momento do arremesso de subterfúgios legais pelos putativos réus, há de perceber-se que um processo desta natureza está talhado para dar em nada. Contudo, alguma coisa de substancial já se fica a saber e aí o juízo público é infalível: 29 anos a formar públicos para o teatro no interior do país valem zero, ou quase zero, para a Secretaria de Estado da Cultura; levar o teatro a todos os públicos, em escolas, jardins de infância, universidades, lares de idosos, terreiros das aldeias, igrejas e mosteiros, cine-teatros... pouco mais que isso. E o que valem os reencontros dos escritores com os públicos, chamando as crianças e os jovens para o mundo mágico dos livros? E pôr as populações dos meios rurais a interagir com obras e autores emblemáticos como Raul Brandão, Tcheckov, Lorca, Molière, Torga, Garrett, Gil Vicente, Goldoni, Brecht, José Luís Peixoto, Saramago, Shakespeare... o que vale, afinal? Que o teatro vive de ficções, bem se sabe. Mas é perverso que tenha de sobreviver no seio de uma realidade cruel, a da indiferença de quem governa a cultura, onde, no lusco-fusco dos palcos vazios, agoniza uma mentalidade neoliberal dominada pela fealdade do seu próprio absurdo».

Quarenta anos depois do propalado obscurantismo da «província» só mudaram as moscas. Em carta de Torga a Nemésio, após o II congresso Transmontano, em 1941, em Vidago, o autor dos Bichos escreveu: aqui «onde a desgraça foi tanta que estive à beira de beijar a mão a não sei que viscondessa»...

Os sítios são os mesmos, as viscondessas já não se satisfazem com o beija-mão e a política tresanda...   António Costa, afirmou na TVI, em 9 do corrente que mais importante que a auto-estrada de Vila Real ao Porto, é a estrada de Vila Real à Fronteira. Bonita imagem pré eleitoral que todos os políticos balbuciam mas nenhum degusta. Oxalá me engane!

Barroso da Fonte

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 15:19

26
Mar 15

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          Pessoa amiga mandou-me uma mensagem na terça-feira, dia 24, a segredar: “o Dr. Barroso da Fonte vem amanhã a Lisboa, para assistir à apresentação de um livro de Carneiro Chaves. Vem e vai de comboio no mesmo dia”. Logo procurei averiguar a hora e o local onde pudesse ver e dar um abraço ao amigo e barrosão ilustre. Procurei entrar no site da Âncora Editora que de pronto me deu a noticia desejada: apresentação do livro A Última Estação do IMPÉRIO, de António Chaves, com a participação do Dr. João Barroso da Fonte, pelas 15h00, no IASFA-Cooperativa Militar, Rua de São José, 24, Lisboa.

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          Como é de calcular aquela hora lá estava eu naquele selecto espaço, já meu conhecido, aguardando que o distinto transmontano que tem Guimarães por segunda terra berço aparecesse e lhe dar um amistoso abraço. Também para mim não foi o melhor dia, às 17h00 tinha forçosamente que abandonar a tertúlia e por isso sem hipóteses de fazer companhia ao prezado amigo uns momentos mais.Mas valeu a pena esta minha deslocação ao centro da capital, onde para além do abraço que dei ao Dr. Barroso da Fonte, fiquei a conhecer pessoalmente o Dr. António Carneiro Chaves, e o Coronel Golias, outro daqueles nomes que honram a região transmontana e Portugal

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          No livro que tem a colaboração de Barroso da Fonte, António Chaves faz uma descrição histórica, séria e imparcial do que foi guerra colonial em Angola, onde estes dois notáveis barrosões foram militares. Trata-se de um trabalho digno de ser conhecido e divulgado pois nos dá uma visão mais clara do que foi a chamada descolonização portuguesa. António Chaves é um barrosão fervoroso que nasceu na aldeia de Negrões, concelho de Montalegre, a 20/11/1943. É licenciado em Economia, e obteve o grau de mestrado em Economia Europeia no Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas. Durante a sua permanência na Bélgica foi correspondente da RTP e do jornal O Público.

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          Autor de diversos trabalhos da sua especialidade, e muitos divulgados em jornais, o Dr. António Chaves foi docente do ensino superior na área de Gestão e Marketing Internacional durante mais de duas décadas e trabalhou como consultor com as mais destacadas empresas de serviços na área de gestão e formação de gestores, directores e quadros superiores de empresas. Forma com Bento da Cruz, Barroso da Fonte e o Padre Lourenço Fontes um dos mais notáveis padrões da intelectualidade transmontana e em particular das figuras nascidas na região de Barroso.

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           Integrado no PROGRAMA FIM-IMPÉRIO que tem a chancela da Âncora Editora, este livro foi mais um exemplar dos que estão em mira e procuram fazer a história recente e passada do que foi o Portugal Imperial até ao 25 de Abril de 1974. Destaco aqui, louvo e  admiro, o dinamismo do administrador desta Editora, o Dr. António Baptista Lopes, pelo apoio que presta aos seus clientes, autores, acompanhando-os em momentos nobres como este. Nem todas as editoras tem homens destes, e por isso nem todas tem os êxitos da Âncora.

 

 

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 16:28

17
Fev 15

 

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Dr. Barroso da Fonte

          Falar muito daquilo que já muitos falaram, é melhor regrar a língua ou abreviar a escrita para não sair asneira. Barroso da Fonte é desses favorecidos que pelo seu mérito como homem de letras e cidadão irrepreensível se tornou figura publica e propagada. Transmontano barrosão, nascido no lugar de Codeçoso, freguesia de Meixedo, Montalegre, a 19 de Fevereiro de 1939, Barroso da Fonte é daqueles portugueses que subindo a pulso alcançou o pódio da estabilidade moral e social que distingue os homens de bem. Conheci-o pessoalmente em Lisboa, por ocasião do lançamento de uma das suas produções “D. Afonso Henriques - Um Rei polémico”, em 2010. Do nome e como admirador seu, há muitos anos que me é familiar, e acompanho na sua fértil e fecunda actividade intelectual, que tem no "Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses" e no jornal Poetas & Trovadores, a sua criativa chancela fundacional. Naquele dia, juntaram-se três notáveis barrosões na capital, para festejar um mesmo evento aniversariante: Bento da Cruz, Padre Fontes e Barroso da Fonte; cada um com sua obra pela Ancora Editora, lançada.

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No convívio na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, com o Dr. Guilhermino Pires ladeado pelo Dr. Bento da Cruz, Padre Fontes e do Dr. Barroso da Fonte.

          Foi no Centro Comercial Colombo ( FNAC) e um dia depois a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro fez questão de se associar ao evento com uma tarde cultural em honra destes três notáveis barrosões. Assisti e devo à mondinense Maria da Graça Matos, sempre atenta aos eventos culturais que mexam com transmontanos, ser quem naquela ocasião me alertou para esse acontecimento que relatei em Portugal, minha terra, a 12/03/10; e como então, repito agora: “Não vai gostar, mas como a sei mulher que a quem como ela amar e defender a terra onde ambos nascemos é capaz de perdoar este meu atrevimento, eis-me a revelar o nome daquela "minha conterrânea  Mg que para ver e conhecer gente transmontana que em verso ou prosa honre as letras lusas não há igual!". Merece bem este referencia que não me escapou, pois sem o seu alerta, hoje não tinha presente a data em que o nosso comum amigo Dr. Barroso da Fonte faz anos. Desde aquela data para além do contacto, também nunca mais me esqueceu do “dies natalis” deste talentoso jornalista, escritor e poeta transmontano, radicado em Guimarães, que hoje saúdo fraternalmente com votos de muitos e muitos mais 19 de Fevereiro. Parabéns.

 

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 16:46

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