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Sabia-o homem de teatro, mas com franqueza desconhecia globalmente o arcabouço cultural e artístico deste leiriense que foi Miguel Franco. E não fora ser alertado por sua filha a conhecida pintora Maria João Franco continuava a ser para mim um vulgar artista que como tantos outros que passam pelos palcos. Mas não é assim! Miguel Franco além de homem de teatro foi também pai exemplar e deixou semente boa, daquela que certamente jamais seria a favor da eutanásia que os políticos que temos nesta 2ª-feira, 29 de Maio de 2018 se preparam para oficializar o direito de matar os indefesos, os que já só faz despesa e não podem manifestar-se na rua. E só pelo pavor dos cuidados paliativos que são caros, a gastar com esses doentes terminais, representar uma ameaça para as escandalosas mordomias de que parte dessa “deputagem” goza à custa do zé pagode. Por termo à vida destes seres humanos é mais fácil. Pena por ser os mesmos que condenam os touros de morte nas touradas e o abate de lobos e outros animais selvagens como eles. Bem andou o bispo do Porto, D. Manuel Linda, quando em entrevista que concedeu à Radio Renascença louvou a coerência do PCP que não sendo de índole católica se mostrou contra a eutanásia. Vai merecidamente ganhar votos nas próximas eleições em prejuízo dos adversários da morte serena e não provocada. Nunca pensei que o 25 de Abril fosse feito para feitos desta natureza, nem ver que um partido como o PSD e o PS alguma vez tivessem tal ousadia de ter à sua frente peças deste quilate. E muito menos ouvir de António Costa dizer que é em nome da liberdade que o PS quer a eutanásia aprovada. Não devem ter todos os socialistas pelos ajustes, mas é o seu chefe. No PSD também o Rio caminha para o mesmo charco, daí só o PCP ser o ganhador. Por outras razões deixo de fora o CDS. 

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Bem, o certo é que em Leiria está a decorrer o centenário do nascimento do notável actor, encenador e dramaturgo Miguel Franco, e teve inicio no dia 14 de Abril. Um documentário biográfico foi exibido e no qual além da filha esteve presente Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria; marcado para o dia 12 de Junho, está “0 Cerco”. Para 03 de Julho, “A Fuga”;  a 10 de Julho, “O Rei das Berlengas”;  no dia 17 de Julho, “ A Culpa”; no dia 24, “Manhã Submersa” e no dia 28 “Vidas”. Aqui deixo o cardápio deste centenário para louvar os leirienses notáveis e tantas vezes ignorados porque já deixaram de fazer falta. Hei-de voltar ao tema  lá mais para inicio ou fins de Agosto. O Teatro José Lúcio da Silva é onde se desenrola toda a meia parte das celebrações, mas depois outros espaços se vão abrir ao centenário.

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publicado às 16:41


...Na profissão em que eu falhei.

por aquimetem, em 29.05.18

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O Alvão que antes de inventarem aquele que identifica o Parque Natural desse nome, onde ficam situadas as Fisgas de Ermelo e Lamas de Olo, já eu o conhecia bem. Saí da minha aldeia, por Travassos, Covelo, Macieira, Lamas de Alvadia, Pinduradouro e chegamos a Goivães da Serra pelo fim da tarde. Era Inverno, mês de Janeiro. Deixou-me ao cuidado de um lavrador chamado Sr. Esteves e ali vivi uns tempos. Já nessa ocasião tinha apanhado o gosto da leitura, e Camilo Castelo Branco foi durante muitos anos o meu escritor preferido, de modo que fiquei seduzido por aquele planalto, onde na Lixa do Alvão Camilo recebeu lições do Padre António Azevedo, como relata em dedicatória no romance O Bem e o Mal. Foi-me confiada a guarda de um rebanho de 220 cabeças entre ovelhas e cabras, com dois cães especialistas em escorraçar os lobos. Entretive-me por lá até que se fartaram de aturar as minhas incursões por meio das pedras e descuido na guarda do rebanho, e o resultado foi devolver-me à procedência. Mas foi uma experiência que me marcou e recordo com saudade.

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Goivães da Serra era na altura o modelo do aldeamento serrano e do interior, com as casas feita de granito e cobertas de colmo ou lousa. Costumes recordo que foi a primeira vez que comi em comum a mesma ração da ceia, batatas cozidas no pote juntamente com talhadas de carne de porco que depois de cozidas são tiradas para um alguidar, no qual são depositadas. E noutro mais pequeno, ao lado, se deita uma ou duas colheres grandes de água da cozedura e despeja azeite que fica à tona. À volta da lareira se juntam todos e com garfo ou à mão toca a comer, cada um debulhando as batatas que come e comendo a talhada de carne que lhe cabe. Foi outra novidade para mim. Na altura esta freguesia era formada pelos lugares de Goivães da Serra, Pinduradouro e Povoação, e uma área de 15,37 km2 e apenas 133 habitantes, distante da sede do concelho, Vila Pouca de Aguiar, 10km. Extinta por lei de 2013 foi integrada numa recém criada área administrativa designada por Alvão composta por: Afonsim, Goivães da Serra, Lixa do Alvão e Santa Marta da Montanha; com sede em Afonsim. São assim os nossos políticos, sem respeito pela história de cada terra e lugar, a seu bel-prazer, quando lhes dá na gana atiram do seu apalaçado palácio de São Bento, alfacinha, para fora coisas destas e piores. Doutorice, em muitos casos, deformada que certamente resultaria melhor se tivessem sido aproveitada na profissão em que eu falhei.

PS. o brasão de Afonsim é de Sérgio Horta, a foto de Goivães tirei-a eu em visita de romagem no dia 9/8/2010.

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publicado às 15:52


I V CONGRESSO TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

por aquimetem, em 27.05.18

 

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Não tenho palavras para justificar a minha ausência no Pavilhão do Conhecimento do Parque das Nações, em Lisboa. Mas o facto é que não fui lá em nenhum dos 3 dias que lá decorreu o IV CONGRESSO TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO, promovido pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, sediada no Campo Pequeno, nº 50-3º Esq., e presidida pelo dinâmico transmontano Hirondino Isaías. 

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Foram três dias 25, 26 e 27 de Maio, precisamente aqueles em que me foi impossível assistir por motivos que a idade também já  começa a querer mandar naquilo que nos apetece fazer. O que me não impediu de em pensamento viver o evento com agrado e confiante no êxito esperado pela organização e na respetiva adesão dos transmontanos disponíveis para colaborar nestas louváveis iniciativas Com os governantes também noutro congresso partidário na Batalha (Leiria), por certo que se fez notar a presença de um ou outro dos ministeriais que sempre arrastaria atrás de si a comunicação social  que por norma só assim se vê neste género de  iniciativas culturais. 

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Porém valeu por todos a adesão do Sr. Presidente da Republica, sempre disponível para tapar os buracos onde os responsáveis diretos não são capazes de chegar. E para isso além da visita surge na ANTOLOGIA DE AUTORES TRANSMONTANOS, DURIENSES E DA BEIRA TRANSMONTANA, o Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa com a sua mensagem escrita dirigida a toda a gesta transmontana. Uma obra que integra 145 co-autores, entre eles 36 são do sexo feminino.  Aos principais obreiros Dr. Hirondino Isaías, Dr. Armando Palavras e outros, como o Coronel-Engenheiro Jorge Golias, as minhas sinceras felicitações. Bem hajam.

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publicado às 13:45

 

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A cidade de Leiria é sede de concelho e de distrito do mesmo nome e da diocese de Leiria/Fátima. Fica situada na província da Beira Litoral, e como município confronta com Pombal, Ourem, Batalha, Porto de Mós, Alcobaça, Marinha Grande e Oceano Atlântico. O seu dia municipal é a 22 do mês de Maria, e assinala a criação da diocese, em 1545. Os seus habitantes são designados por leirienses ou coliponenses. Teve foral de D. Afonso Henriques em 1142. No seu espaço concelhio fica a praia do Pedrogão e a lagoa da Ervedeira, ambas na freguesia do Coimbrão.

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Partilha com a vizinhos do famoso Pinhal de Leiria ou do Rei, agora ainda mais tragicamente famoso pelo incêndio florestal de 2017. De forma a reviver o dia da municipalidade tem vindo realizar-se a Feira de Maio, à qual costumo fazer sempre uma visita, foi o que fiz ontem, véspera do dia feriado.

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Organização exemplar leva os expositores e clientes a manter vivo o interesse por se deslocar ali, sobretudo os apreciadores da boa gastronomia. A tasquinha da Bajouca é um exemplo e lá fui eu jantar e reconfirmar que não é só na loiça que os bajouquenses são artistas. Depois o prazer que tenho de visitar a “rainha do Liz” em cujo santuário de Nossa Senhora da Encarnação me casei com uma filha da capital do barro leiriense, a Bajouca.

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Segundo Estrabão (historiador greco-romano) , “ os Lusitanos foram o povo que durante mais tempo resistiu a Roma”: 200 anos, foi quanto durou a resistência, tendo os lusitanos e os galegos, segundo o escritor romano Silius Itálicus (século I a.C) , constituído o grosso das tropas cartaginesas  que participaram na 2ª Guerra Púnica (de Cartago contra Roma, 218-211 a.C) sob o comando de Aníbal.

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Colipo era uma cidade desse tempo, que os romanos tinham por referência e não faltam pesquisadores que tentam localizar e confirmar vestígios até onde chegaram os seus tentáculos de domínio e implantação. A quinta de São Sebastião do Freixo, a 8km. a  sul de Leiria, no actual lugar de Andreus, povoação do Casal do Alho, onde começa a freguesia da Batalha é um dos sítios apontados. O local onde outrora existiu uma cidade designada por Colipo, fica no cimo de uma colina, “entre buracos de escavações semi-abandonadas, junto a um marco geodésico, a 243 m de altura”. Vem daqui a designação de coliponenses dado aos naturais de Leiria.

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publicado às 08:30


Bajouca Centro, o coração da Bajouca.

por aquimetem, em 21.05.18

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Hoje, dia 20 de Maio e domingo de Pentecostes houve festa da Primeira Comunhão na comunidade paroquial de Santo Aleixo da Bajouca, donde resultou mais um enchente na igreja e também o salão abriu para o almoço dos privilegiados, familiares e amigos.

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Foi festa grande e muito participada e animada por um grupo de cantoras femininas sob regência da Célita, e onde na eucaristia também o missionário Lino Pedrosa, filho do organista Gabriel , além de acolitar fez uma dissertação sobre a vida missionária que foi muito esclarecedora.

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E no fim de almoço,  surge a minha sobrinha Helena a  convidar para um cafezinho que fomos tomar à Guia e dali deu pé para um passeio até à Figueira da Foz. A ENnº109 foi o trajecto por onde circulamos ao encontro da primeira entrada na serra da Boa Viagem, uns 3 ou 4km depois de atravessar a ponte sobre o Mondego. Conhecedora da zona  levou -nos ao miradouro donde em dias de boa visibilidade se alcança ver a serra do Buçaco.

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Neste domingo não foi o caso, pois o nevoeiro cerrado a norte da serra impediu gozar desse espectacular panorama que a serra da Boa Viagem habitualmente oferece. Mas para mim valeu a pena porque suponho nunca ali tinha ido, apesar de muitas vezes já ter subido e percorrido parte da sedutora serra que como o Cabo Mondego são locais de visita obrigatória  a quem em passeio vai à Figueira.

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Quando descidos da serra, por Buarcos, ao longo da marginal se falou dos tempos em que frequentei a “rainha das praias portuguesas” e na cidade havia muita confusão. Contei então que era na praia do Cabedelo que nós íamos veranear, fazendo a viagem de barco. Iamos de manhã e regressávamos ao fim da tarde para dormir e jantar.

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Isto para dizer que já sou muito velho, dado que a minha sobrinha, na meia idade, e desde muito nova conhecedora da cidade, não sabia que houve transporte fluvial entre as duas margens da cidade. Falei-lhe da ponte antiga que era de sentido único e logo se lembrou de me ir mostrar as ruínas dos pilares a sul desse desaparecido imóvel que muitas vezes atravessei de carro. E até num restaurante que existia junto aos semáforos, ali cheguei a jantar.Foi mesmo para matar saudades. 

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Por volta das 17h00 estávamos de regresso à capital do barro leiriense e com as despedidas feitas. Aproveitei para ir visitar a ti Luzia do Virgílio Sousa quando recebo um telefonema a informar que às 17h15 alguém me vinha buscar a casa, e não era policia. Foi só atravessar a estrada perguntar do que é que se tratava. De novo era a Helena a fazer o frete de nos levar para a casa da Lígia Afonso que nesse dia fazia anos e convidou familiares e amigos a irem a sua casa para cantar os parabéns e beber um copo acompanhado com tremoços .

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Foi só meia verdade: vinho à farta, sim; tremoços nem vê-los. O bom presunto, queijo, paio, doces, café tudo isso vi com fartura, só os tremoços é que não.

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O Facebook já me tinha avisado que a Lígia fazia anos, e a seu tempo dei-lhe os parabéns, mas não contava ir lá ver tantos amigos comuns que nestas festas familiares se juntam. Foi mais uma. Aqui o ti Bernardino no aniversário da filha,  e o André com o pai no aniversário da mana Lígia. E a encerrar adianto: graças a uma generosa bajouquense houve festa no antigo lugar da Capela, hoje Bajouca Centro, o coração da Bajouca.

 

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publicado às 15:14

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Mais uma vez o Quartel Restaurante da Associação Humanitária dos BV do Dafundo, foi escolhido para confraternização dos ex-alunos da antiga Escola Primária Masculina, nº 61 do Altinho (Belém-Lisboa). Fazem-no duas vezes por ano e reúnem sempre cerca de duas dezenas de participantes desde que como convidado passei a também tomar parte no evento a convite do Dr. Manuel da Silva Pegado, um distinto advogado que teve escritório no Funchal. A concentração é feita habitualmente na Praça Afonso de Albuquerque, ou mais exactamente dito no inicio da Calçada da Ajuda. Lá fui ter ontem, dia 18 de Maio, por volta das 16h00, um pouco contrafeito pois tinha sido informado que desta vez o Dr. Pegado ia faltar e o mesmo estava previsto acontecer com o médico Dr. João Inácio que é quem nos costuma transportar.  

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Mas dos fracos não reza a história, e firme como um padrão dos bem seguros na terra, aguardei que fossem aparecendo quem de Belém me conduzisse até Linda-a-Velha. Entretanto surgiu o Tomé mais o filho, o Sérgio, o Serra, e quando menos se esperava aparece o Dr. João Inácio. A minha salvação. Já próximo das 19h00 ai arrancamos nós em direcção ao restaurante e encontro com os restantes participantes que directamente ali foram ter para às 20h00 em ponto entrar no acolhedor salão, já com mesa posta à nossa espera.

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Além do Dr. Pegado desta vez sentiu-se a falta dos amigos Zé da Renault, do Roger e do  Dinis, ambos por terras alemãs, onde têm familiares mas, em contrapartida apareceram outros para os substituir. Quem raramente falha é o Jaime; Nabeiro e o cunhado Cosmelli que vêm de Setúbal; os irmãos Pinto, os irmãos Violas e o Tomé. Que de facto é um grupo de amigos digno de admirar e recolher os exemplos que transmite a quem do evento recolhe e tem a honra de poder apreciar é uma grande verdade, e eu sou disso testemunha.

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Como também pude verificar que muitos já começam a sentir que as saídas e jantares à noite começam a precisar de ser ponderadas e por isso em vez de jantar é melhor optar por um almoço-convívio daqui em diante, e o próximo ficou marcado para 10 de Novembro

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Lá estarei se Deus deixar e conto com estes amigos e todos os mais que possam estar presentes. E que nunca me falte a companhia do Dr. João Inácio para me dar boleia.       

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publicado às 15:47


À Filipa que descanse em Deus

por aquimetem, em 13.05.18

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Foi hoje a sepultar uma jovem que cedo partiu deste mundo, mas durante o tempo que por cá andou deixou rasto da missão cumprida e nos mais diversos pontos que uma sociedade civilizada exige. Quer como filha dedicada, no serviço à comunidade, no escutismo, na música, escola e na paróquia, a Filipa Soares era um rosto destacado pela competência e responsabilidade. Nascida a 22 de Novembro de 1998, a saudosa jovem faleceu em Lisboa a 10 de Maio de 2018, ocorrendo o seu funeral na Bajouca (Leiria) pelas 15h00 do dia 13.

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A estudar em Lisboa, a morte surpreendeu-a inesperadamente no seu quarto e deixou surpresos todos os familiares e amigos que não contavam com tal desenlace. Mas a verdade é que aconteceu e a nossa prezada Filipa partiu para o além celeste, e baixou à terra no dia que tantas vezes em Fátima ajoelhou como devota que era da Virgem Santa Maria. Que por certo já a recebeu nos seus braços maternais. Humanamente foi uma perda física que deixou a comunidade bajouquense muito triste e os pais em lágrimas de dor pela falta de uma filha amorosa que muito amavam, mas como verdadeiros cristãos que são aceitam os desígnios vindos da lei que rege o ciclo da nossa passagem por este mundo.

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Ela agora vai ajudar ainda mais os pais e avós a empenharem-se no apoio às iniciativas de benemerência que a comunidade bajouquense promove habitualmente e que na qualidade de Amigos do Verbo Divino ( AMIVD), tanto os avós maternos, como os paternos estão na primeira linha, e a Filipa partilhava afincadamente. Ainda na ultima visita que fiz à Bajouca me foi levar a casa um pão da cozedura da avó Fernanda do Zé Ferreira Soares. Neste mês em que está a decorrer em Leiria, a Feira de Maio, também a Filipa estava integrada na mesma e era precisamente neste fim de semana que lhe estava destinado trabalhar na tasquinha que representa a Bajouca. Faltou. Em honra da falha neste fim de semana a tasquinha encerrou. Ora como por morrer uma andorinha não acaba a Primavera, nem a nossa Filipa desejava, aqui deixo algumas das mensagens que ao acaso recolhi: de Maria Lúcia Rodrigues – “ Os meus sinceros sentimentos pela perda da tua amiga. Sinto muito as minhas condolências a toda a família essencialmente aos pais pela perda da sua filhinha querida. A vida é um caminho que nós todos temos de percorrer . Força minha querida a amiga tu és uma pessoa muito forte que Deus te ajude. Um forte abraço”. – Está a dirigir-se à Sãozita do Virgilio Alberto, que foi quem primeiro anunciou na net o infausto acontecimento. A Sãozita  é catequista na paroquia de Santo Aleixo da Bajouca com o pai da Filipa, o Nelson Ferreira, daí também as boas e más noticias que acontecem de vez em quando virem à baila. Como foi agora o caso.

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Outro que vem do CNE-Agrupamento 1226 Bajouca e reza:“Há momentos na vida que a única coisa que nos alenta é a Fé. Querida Filipa, 13 anos de escutismo, horas incontáveis a dares de ti aos outros. Vamos guardar para sempre a tua alegria, o teu sorriso e o amor que metias no que fazias. Vais fazer-nos sempre falta, mas levar-te-emos sempre no coração. O nosso Agrupamento está profundamente triste e sem palavras”. Também a Sociedade Artística e Musical da Bajouca adiantou: “Hoje a notícia não é feliz. Perdemos uma grande música, a Filipa Soares. Juntou-se a nós com 12 anos, cresceu connosco, mas acima de tudo nunca perdeu o seu sorriso. Vamos sentir muito a sua falta. Paz à sua alma”. Por meu lado, ao dar em primeira mão a hora do seu funeral na net, registei: 

"12/5 às 11:46 ·Funeral da Filipa é amanhã, dia 13, às 15h00. Vai ser um banho de gente da Bajouca e não só a despedir-se de uma bajouquense que viveu pouco mas teve uma vida activa e produtiva, deixa rasto e aos jovens como ela uma lição de vida. Aos pais e avós além dos meus sentidos pêsames, os votos de muita coragem e fé redobrada".

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Não foi por acaso que a Bajouca ficou de luto e para receber as ultimas homenagens dos conterrâneos e amigos teve de se recorrer ao salão Paroquial, onde a urna esteve exposta desde que chegou até à hora da missa de corpo presente. Sobrinha do Padre Soares do Verbo Divino, a paroquiar em Almodôvar (Beja), a Filipa Ferreira Soares teve a despedir-se dela uma multidão imensa de amigos, que nem na igreja couberam todos. Se lá no assento Etéreo onde já te encontras foi possível Deus te deixar dar uma espreitadela para a Bajouca, nesta tarde do dia 13 de Maio, por certo que ficarias contente por ver que eras amada de verdade por todos com quem neste mundo terrestre te cruzaste. 

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Na celebração tivestes 11 sacerdotes a concelebrar e nem os teus colegas da Escola Superior de Educação de Lisboa deixaram que baixasses à terra sem se despedirem de ti e vieram em autocarro fazê-lo. Não há memoria de nenhum funeral na capital do barro leiriense, como este. Da minha parte os meus mais sentidos pêsames a toda a família mormente aos pais Nelson Ferreira e à Inês Soares.  À Filipa que descanse em Deus.  

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A primeira “romaria” de Maio de 2018.

por aquimetem, em 06.05.18

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Foi um dia muito bem aproveitado com celebração eucarística às 09h00 na igreja de NS do Amparo, em Benfica, e por volta das 10h00 aí vamos nós, pela Ponte Salazar, agora 25 de Abril, em direcção à Serra da Azoia, vizinha de Nossa Senhora do Cabo Espichel, em Sesimbra. No carro do Emanuel Cerejo fui levado, com mais o Carlos Alberto e o João M. Ferreira. O objectivo era fazer uma “ Romaria” mariana em honra de Nossa Senhora, pois que se estava no primeiro dia que Maio, consagrado a Maria, nossa Mãe Celestial.

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A primeira que deste género aconteceu foi a 2 de Maio de 1935, em terras de Castela, e deve-se a São Josemaria Escriva que com mais amigos seus a foi fazer a Nossa Senhora de Sonsoles. A partir dali o costume instalou-se e todos os anos no mês de Maio os fieis e amigos do Opus Dei visitam com maior frequência os santuários marianos que ficam /ou não, ao seu alcance

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No trajeto rezamos um terço, correspondente aos “mistérios gloriosos” , uma vez que é norma dos fieis do Opus Dei rezar, nestas “romarias”, o terço do dia, intervalado com o do dia anterior, e o do dia seguinte. O terço do dia, que no dia 1 correspondia aos “mistérios dolorosos”, foi rezado depois de almoço no interior do santuário mariano de Nossa Senhora de Cabo Espichel.

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Dá prazer tomar parte em convívios destes pois além da camaradagem ressai sempre algo de novidade, mesmo para os já entradotes nestas andanças, digo eu.

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Refiro-me a um vídeo que sobre São Josemaria Escriva ali foi passado, e uma palestra que dada pelo Dr. Fonseca Pires acerca da ultima encíclica do Papa Francisco cativou um grupo composto por mais de duas dezenas de participantes em diversos carros transportados.

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No fim do almoço foi um cafezinho no bar do clube da Serra da Azoia e passar por casa do Dr. Alfredo, o anfitrião que com amizade e generosidade sempre nos recebe neste e outros convívios que deste género se fazem. 

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Despedidas feitas dali ao santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua é um saltinho e dele fiz post mais desenvolvido no blog Ao Sabor do Tempo, com o titulo Cabo Espichel, a 03.12.10. 

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Com um terço já rezado na ida, outro no santuário e agora outro no regresso, quando por volta das 17h30 chegamos a Lisboa, pelo mesmo trajecto, estava feita  a primeira “romaria” de Maio de 2018.

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publicado às 16:45


As surpresas são uma constante

por aquimetem, em 05.05.18

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No Centro Cultural Regional de Vila Real vai ser inaugurada na segunda-feira, dia 07, uma exposição de Artes Decorativas de  Amália Raio, esposa de Fernando Vilela que se prolongará até ao próximo dia 11.  O evento inaugural ocorre às 18h00 e como de costume sedutor e a merecer os aplausos de quem conhece e admira os labores de Amália Raio. Apareçam que as surpresas são uma constante

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publicado às 21:14


E também eu por lá ando ligado...

por aquimetem, em 02.05.18

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A primeira vez que fui a “Bila Rial” era muito pequenito, ainda hoje sou, mas naquela ocasião além de pequeno era de tenra idade. Mas recordo-me muito bem de ter passado nas “moas” e dormir na pensão Cardoua, perto da ponte de ferro. O que motivou a viagem nunca cheguei a saber pois nunca me ocorreu perguntar a minha mãe qual a causa. Mais tarde voltei lá agora já com cerca de 14 anos, mas por caminho diferente. Parti de Fermil de Basto, um dia pela manhã, cedinho. Eram 07h00 quando junto à ponte do engenho, onde nasce o estradão de acesso à casa da Boavista e do Outeiro, as ouvi badalar na torre de Santa Maria de Veade.

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Os dias em Agosto além de grandes são também muito quentes e eu que gosto muito do Verão, já do pino do calor não sou grande apreciador. Mas naquele dia fui forçado a gostar pois tinha bem mais de meia centena de km para fazer e vencer o Marão por Pardelhas, alto do Velão - foi o cabo dos trabalhos para vencer este trajeto até ali, na várzea perdi a orientação -,  Campeã, Arrabães e por Parada de Cunhos entrar em Vila Real. Ali devo ter chegado por volta das 20 ou 21h00, pois que na estrada de acesso a Chaves, junto ao antigo quartel da GNR, logo à frente do também antigo quartel de Infantaria 13, havia muitos miúdos entretidos a brincar uns com os outros. Eu se não brinquei também, pelo menos partilhei das brincadeiras deles. E é curioso que passados anos pude reviver imagens dessa aventura com personagens com quem então me cruzei. O mundo é muito pequeno, e nós afinal também.

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O meu objectivo era encontrar quem me desse trabalho que eu gostasse de fazer, e assim foi. Em Lordelo morava o Sr. Gaspar, já idoso e que precisava de quem cuidasse de uma vaca leiteira, taurina, pensando-a, mungindo-a e transportando diariamente o leite ao deposito de recolha. Ali estive algum tempo e ali me encontrei por mais que uma vez com um filho do meu amo que em Mondim de Basto era soldado da GNR, o guarda Gaspar. Dali fui aprender uma profissão que em homenagem a quem ma proporcionou exercer abracei para toda a vida. Mas antes de  ir para Lordelo estive uns dias em Arrabães, na que chamam a “Cidade da Cobra”, e lá ouvi contar a história respeitante a essa lenda. Diz a mesma que antigamente foi vista uma cobra que habitava no leito do rio Sordo, e num Verão em que o rio secou a bicha sentiu sede e caminho fora veio beber a uma fonte existente a uns 300 metros, e contam que a cobra estando a beber na fonte ainda tinha o rabo dentro do Sordo. Que grande cobra!

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Lugar da freguesia de Torgueda, Arrabães tem Santa Apolónia por patrona que por regra festejam no seu dia litúrgico, 09 de Fevereiro. Com missa e procissão à volta do populoso e simpático lugar que na década 50 me acolheu por alguns dias, dos mais felizes registo. Na GNR de Vila Real era comandante o capitão Botelho da Costa, um filho de Torgueda, natural de Arrabães. E também eu por lá ando ligado.

 PS. das quatro fotos só a primeira, tirada de Fermil de Basto, é da minha lavra as referentes, sobre  Arrabões recolhias na net. 

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publicado às 16:00


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