Neste blog, vou passar fazer todo aquele trabalho que habitualmente tenho vindo a distribuir por vários blogs. Dar descanso aos velhos....

15
Abr 15

 

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           A vida é isto, precisamente: nascer e morrer. Desde que se nasceu não vale a pena ignorar que se caminha para a morte terrena. E que esta, chegado o momento que escolheu aparece, e põe fim ao que foi uma viagem sem prazo determinado. Assim aconteceu no passado dia 12, com a Srª. Preciosa Carreira Pedrosa que depois de 88 anos de vida activa e laboriosa  neste vale de lágrimas - mas que é maravilhoso dele gozar - foi esta tarde a sepultar no cemitério da Bajouca, após missa de corpo presente na igreja paroquial. Bajouquense muito estimada e querida a ti “Preciosa Portalagem”, como vulgarmente era conhecida, foi viúva de Joaquim Marques e mãe dilecta de Manuel, José Fernando, José Carlos, Olívio, Rui, Maria da Conceição, Maria dos Prazeres, Maria Laurinda e Isabel Pedrosa. A missa e o cortejo fúnebre foram testemunho dessa amizade e consideração que a comunidade bajouquense  tinha pela saudosa extinta. A toda a familia em luto, filhos, noras, genros, netos e bisnetos os meus sentidos pêsames, mormente ao filho José Carlos e esposa, e à Maria da Conceição e marido, por serem os que mais de perto conheço. Para a falecida paz à sua alma.

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 00:12

14
Abr 15

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          “Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso”, diz com muita sabedoria a nossa gente. Ao passar hoje o olhar pela página NetBila deparei com um artigo do meu ilustre co-provinciano, o poeta e prosador João de Deus Rodrigues que muito apreciei por me fazer recordar as antigas tradições do meu torrão natal, mas sobretudo por ver enriquecido o meu vocabulário com mais um termo para designar o Compasso ou Visita Pascal que pelos vistos, em Morais (Macedo de Cavaleiros), é conhecido por “ O Dia de tirar o folar”. É bem certo : “Aprender até morrer”. E aos anos que não tinha noticia de sermão de pregador feito do púlpito!

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          Mas outro motivo forte me fez apontar para o tema deste post, é que deste amigo e confrade muito estimado recebi recentemente esta simpática mensagem que transcrevo: “Viva, caro amigo Costa Pereira. Espero que esteja bem e que a Páscoa tinha sido bem passada em família. Eu passei a minha na terra da minha esposa, Pedrógão Grande, que o meu amigo também conhece. Lá, a Semana Santa é viva com muita fé, pela população, e muito bonita. Porque já vi que gosta destas coisas da Igreja, envio-lhe, com amizade e um abraço, estas fotos que tirei lá. Cumprimentos, João de Deus”.

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          Claro que gosto e por isso aqui estou eu arranjando pé para falar duma região que de facto conheço e dela faço divulgação no livro Nossa Senhora da Graça-Na Fé dos Mareantes. Pena não arranjar tempo para nos encontramos lá, até porque também eu vim conquistar a minha cara-metade no concelho de Leiria, capital do Distrito a que pertence Pedrógão Grande.

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          São terras de gente boa e por isso de muita fé, que não deixam ficar mal os nascidos no “paraíso terreal” que é Trás-os-Montes. Por isso cá viemos deixar amizade e descendência.

 

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13
Abr 15

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          Sabendo-me apreciador de tudo que sejam valores históricos e culturais, o distinto bajouquense Gilberto Santos, num dia destes, deu-me a ler um pequeno panfleto com uma descrição alusiva à Capela de Nossa Senhora da Conceição, mas sem saber explicar onde ficava situada; e pela leitura, também não ser fácil descobrir. Fui lá pelo nome Sabadim (de Abade), um clérigo, João Domingues, que em 1410 pedira para nela ser sepultado. Trata-se de uma pequena igreja de arquitectura românica-gótica que se supõe edificada nos finais do século XIV. Diz o panfleto que “ É o monumento mais antigo da vila “ – Arcos de Valdevez - ; e ainda, que: “Esta pequena capela funerária apresenta–se singela na especialidade e decoração, embora sejam de assinalar os elementos decorativos do arco da entrada principal (Gótico), bem como os escassos vestígios das pinturas do arco triunfal, provavelmente do Séc. XV/XVI”.

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           Ao longo dos séculos esta capela parece não ter sofrido alterações senão de um janelão barroco, aberto sobre o portal principal e suprimido durante os restauros da DGEMN, na década de 60. A invocação de Nossa Senhora da Conceição surge só em 1691, aquando da instituição da Confraria desse titulo. O altar em talha do século XVIII marca os últimos momentos evolutivos da capela que posteriormente, é votada ao total abandono até às obras de reabilitação. No século XIX e metade do seguinte o imóvel, que hoje é Monumento de Interesse Público, serviu, entre o mais, para garagem, sede dos bombeiros e armazém. Memórias tristes da Republica Portuguesa

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12
Abr 15

 

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          Ontem andei no Compasso que na Bajouca (Leiria) ocorreu no sábado seguinte ao Domingo da Ressurreição. Compasso que aqui se designa por Visita Pascal e que pela primeira vez fiz parte de um grupo encarregado de percorrer o lugar e dar a Cruz a beijar aos conterrâneos que franqueiem as portas para o fazer. Foram instituídas 18 equipas que distribuídas pelos diversos lugares da paróquia de Santo Aleixo tinham a sua missão cumprida por volta das 18h45 e de novo regressadas à igreja donde cada uma partiu às 15h30.

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          Calhou-me fazer parte equipa responsável por essa tarefa no lugar da Bajouca Centro e talvez por ser dos lugares mais a meu jeito por melhor conhecer tenha influenciado aqueles que amavelmente se lembraram de me incluir. Sabem que eu careço de fazer ginástica….

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          Aguentei e com o Dr. Gilberto Santos, a carregar com a Cruz; o filho, o jovem Henrique, com a campainha; o Paulo Ferreira, com a água benta; o Arménio Sarradela, com as amêndoas, e eu com as pagelas, formamos um bloco dos 18 que ajudaram à construção do todo, de mais uma visita pascal na capital do barro leiriense.

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          A tradicional cerimónia pascal encerrou com a missa vespertina de Domingo da Misericórdia presidida pelo Sr. Padre Melquiades, coadjuvado pelo Diácono João Paiva que de Lisboa veio propositadamente tomar parte nestas cerimónias. Após a Eucaristia que juntou a comunidade bajouquense em peso, até muitos filhos da diáspora ali notei, entre eles o Dr. David Domingues e sua esposa, residentes em Gaia.

          A jornada concluiu com um lanche partilhado no Salão Paroquial por toda a comunidade, onde não faltou animação e alegria como é timbre desta comunidade generosa e unida e as fotos e vídeo que seguem mostram:

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11
Abr 15

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           Este ano faltei à Vista Pascal no Lar Barão e no de São Brás, onde todos os anos costumo ir na companhia do Sr Padre Abel ou do Sr. Padre Melquades sempre que passo as festas na capital do barro leiriense. Fiquei-me apenas pelo Centro Dia da Bajouca, que foi na 4ª-feira, mas nem objectiva levei para ficar com uma recordação. Só depois delas acontecerem é que nos arrependemos de não fazer o que era melhor ter feito. Ontem fui a Carnide sem contar, e então me arrependi de não ter ido também na 3ª-feira, pois se assim, poderia ver ainda viva a Srª-.Maria das Neves Pedrosa que no Lar Barão faleceu com 87 anos, e foi na tarde de ontem a sepultar no cemitério da Bajouca, com missa de corpo presente pelas 17h30 na igreja paroquial.

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          A saudosa bajouquense era viúva e mãe de Manuel, David, Fernando, Arménio, José, Maria de Fátima e Maria de Céu das Neves Pedrosa de Almeida. Família muito estimada e querida na capital do barro leiriense o funeral da ti “Maria Henriqueta” constituiu uma manifestação de pesar assinalado com um cortejo fúnebre muito participado. A todos os familiares em luto, filhos, noras, genros, netos e bisnetos os meus sentidos pêsames .

 

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08
Abr 15

 

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Estevais (Mogadouro)

          Aquele “Paraíso terreal” que Torga enalteceu é como todos sabem um “alfobre” de génios nas mais diversas áreas do saber humano, que só por muita sorte se conseguem enumerar. Nessa sementeira consta um José Rentes de Carvalho que melhor passei a conhecer desde que descobri o site Tempo Contado e ali passei acompanhar alguns dos passos dados e contados por este ilustre transmontano que embora nascido em Vila Nova de Gaia é de sangue e formação mogadourense.

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          No Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte, consta que José Rentes de Carvalho: é de descendência transmontana, fez os estudos liceais no Porto, em Viana do Castelo e em Vila Real, tendo ainda frequentado as Faculdades de Letras e de Direito em Lisboa. E diz ainda, entre o mais, que por razões politicas foi obrigado a deixar Portugal e por isso viveu em Paris, Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, tendo nessas cidades trabalhado para os jornais O Correio Paulistano, O Estado de São Paulo, O Globo e a revista O Cruzeiro. Temos deste intelectual que em 1956 foi viver em Amesterdão, onde trabalhou como assessor do adido comercial da Embaixada do Brasil, e se licenciou na Universidade local, com a tese "o povo" na obra de Raul Brandão,  mais um dos co-comprovincianos  notáveis da diáspora.

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          Com um pé na Holanda e outro em Portugal este apreciado escritor revelou-se como romancista em 1968, com Montedor, tendo posteriormente publicado em Portugal mais dois romances (o Rebate, em 1971, e A Sétima Onda, 1984). Após a reforma, este insigne transmontano, nascido a 15 de Maio de 1930, continuou a carreira de jornalista e romancista, editando e colaborando em várias publicações portuguesas, brasileiras, belgas e holandesas. Em 1991 foi agraciado com o grau de grande comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Esta minha singela homenagem vem na sequência de um documentário que terça-feira, dia 07, a RTV2 passou a respeito dele e eu calhei de ver, graças a um alerta que pessoa a amiga me deu. São assim os trasmontanos!

 

 

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07
Abr 15

 

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          O Domingo de Páscoa passou, mas não o tempo pascal que só cinquenta dias depois é que  termina, em Domingo de Pentecostes (em grego =”pentecostes”). É um lapso de meia centena de dias que devia e deve ser vivido e celebrado como sendo um só dia. A Igreja recomenda que entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes esse tempo seja celebrado com alegria e júbilo como se se tratasse de um único dia festivo, como um grande domingo. São sete semanas que da Vigília Pascal ao Pentecostes delimitam este que é o tempo mais forte da liturgia Cristã, pois recorda a Páscoa (passagem) de Jesus Cristo, do Senhor, que passou da morte à vida, da sua existência definitiva e gloriosa. Na sequencia é também a páscoa da Igreja, da Sua Igreja, seu Corpo, que foi introduzida na Vida Nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do primeiro Pentecostes.

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           Precedida de 40 dias que são o período designado por Quaresma, a recordar os 40 dias passados no deserto por Jesus, esta termina com o Domingo de Ramos que dá inicio à Semana Santa, que logo na 5ª-feira começa com a cerimónia do Lava-pés, e na Sexta-feria Santa, com o Tríduo Pascal. O Domingo de Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus e sua primeira aparição entre os discípulos. O Pentecostes é a celebração cristã que comemora a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, e ocorre sete dias depois do dia da Ascensão do Senhor. Da Pascoa à Ascensão 40 dias vão. “ Isto porque Ele ficou quarenta dias após a ressurreição dando os últimos ensinamentos a seus discípulos, somando aos três dias em que ficou na sepultura somam quarenta e três dias, para os cinquenta dias que se completam da Páscoa até o último dia da grande festa de Pentecostes, sobram sete dias; e foram estes os dias em que os discípulos permaneceram no cenáculo até a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes”. A Páscoa continua, em tempo pascal.

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06
Abr 15

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          Jorge Joaquim Lage, filho de Eugénio Augusto Lage e de Quitéria das Dores, nasceu em Chelas, freguesia de Cabanelas, concelho de Mirandela, em 06/04/1948, embora o registo civil ateste a data de 25/06/1948. Fez a instrução primária na sua aldeia. Continuou os estudos no Colégio Marista dos Pousos – Leiria, onde concluiu o 5.º ano liceal em 1966. Em 1967, estudou no Colégio de Nossa Senhora da Boavista – Vila Real e concluiu o 6.º e 7.ºano liceal.Em 1969, tirou o Curso de Oficiais Milicianos (Escola Prática de Infantaria – Mafra) e, em 1973, o Curso de Promoção a Capitães (comandou uma subunidade na ex-Guiné Portuguesa – 1973/74), possuindo hoje a patente de Coronel do Exército.

          Licenciou-se em História, em 1977, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. E mais não digo deste ilustre trasmontano que da castanha é especialista e da cultura popular paladino de renome.

 

 

 

 

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05
Abr 15

 

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           A Páscoa é a festividade mais importante da religião Cristã, dado que no Domingo de Páscoa se celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. É uma data que acontece sempre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril. O altar ainda enfeitado com os vestígios da Vigília Pascal: O tumulo da Ressurreição, e a talha da Água Benta.

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         Este ano calhou a 05 de Abril, e às 10h30 deste Domingo, lá estava eu na igreja, apinhada de fieis, a participar na primeira missa depois da Ressurreição que se deu ontem, Sábado de Aleluia. Aqui já perto do meio dia e no momento do Deo Gratias. Neste Domingo e durante todo o resto do tempo pascal que vai para além da 5ª-feira da Ascensão, " Da Páscoa à Ascensão 40 dias vão", deixa de se recitar o Ângelus ao meio dia, e passa a rezar-se a Regina caeli que é assim: "R. Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia. R. Porque Aquele que merecestes trazer em vosso ventre, aleluia. V. Ressuscitou, como disse, aleluia. R. Rogai por nós a Deus, aleluia. V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, aleluia, R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia. "Oremos: Ó Deus que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos vos suplicamos, a graça de alcançarmos pela protecção da Virgem Maria, Sua Mãe, a gloria da vida eterna. Por Cristo Nosso Senhor. R. Amen".

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           Eucaristia muito participada, teve no grupo Luz Sem Tempo um brilhante animador das cerimónias como já é tradição ver nos actos solenes da comunidade paroquial bajouquense. 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 22:25

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          Não estava no programa para este dia, mas aconteceu. Um encontro casual no fim de almoço com o Sr. Padre Abel e logo vem o convite: " Vou a Fátima, se quiser ir às 14h30 esteja junto à Residência, e a Saudade também pode ir". - Assim aconteceu, e às 15h31 lá estávamos nós na capelinha aproveitando o tempo que o Sr. Padre Abel e Sr. Patrício nos deram para gastar enquanto eles foram gastar o deles na missão que lá os levou. Foi ir por vir, mas uma visita ao Altar do Mundo vale só por lá chegar.

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          Não podia ter motivo mais afeiçoado para viver melhor as cerimónias deste Sábado Santo ou de Aleluia do que esta visita ao Santuário de Fátima, onde a Mãe do Ressuscitado vai fazer 100 anos, em 2017, apareceu aos três pastorinhos.

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          Para não perder o balanço, por volta das 21h45 aí estou eu no patamar superior da igreja de Santo Aleixo da Bajouca pronto para assistir ao lucernário, momento em que o Vigário-paroquial, Sr. Padre Melquiades, abençoa o fogo e o círio onde constam gravadas as letras Alfa e Ómega, que querem dizer “ Deus é o principio e o fim de tudo”.

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          Segue-se a Liturgia da Palavra, depois a Baptismal e por fim a Eucarística que pôs fim à Semana Santa; e assim, com a entrada em Domingo da Ressurreição, dar gloria a Deus e cantar: aleluia, aleluia, o Senhor Ressuscitou!

           Inicio das cerimónias no adro com a bênção do fogo e do círio pascal, antes de entrar na igreja.

 

 

 

publicado por aquimetem, Falar disto e daquilo às 01:45

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