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O povo é pacifico e de má memoria.

por aquimetem, em 28.10.17

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Assenta bem no meu sistema de transmitir noticias para quem me lê e cuja formula mantenho   acerca de sessenta anos e que George Orwell, citado por Ray Kerrison no New Yok Post, como em Tempo Caminhado, de 18 do corrente li, retrata:  "Jornalismo é publicar o que algum não quer ver publicado. Tudo o mais são relações publicas ".

O ter jornais que defendem, ou pelo menos não denunciam uma situações gritantes que como o caso "Marquês" ou mantém um governo que governa sem ganhar eleições não pode considerar-se estar a ser servido por jornalistas empenhados na profissão que desempenham. São mais jornalistas corruptos e comentadores comprados. Diria em defesa de um governo medíocre. Um governo que foi preciso um puxão de orelhas do PR para vir a publico pedir desculpa aos portugueses, em especial as famílias de mais de 100 vitimas mortais que perderam a vida este ano nos incêndios que por incuria dos políticos que temos perderam a vida. Mas só o fez nestes termos arrogantes :  "Se me querem ouvir pedir desculpas, eu peço desculpa". Mais fundo viu o jurista Nuno Botelho quando comentou: " É  aí­ que, acho, impende uma espada a António Costa que necessariamente o vai levar a actuar. - Este "levar a atuar " refere-se ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.  E adianta: que  "se quebrou a relação de confiança entre o estado e os cidadãos. Se pensarmos bem os actos terroristas, este ano, na Europa fizeram menos mortos que Pedrogão e o último domingo juntos". Pois, mas nesta altura ainda não existe na oposição que mereca a inteira confiança do eleitorado. Há-de aparecer, e bem falta faz.

Uma das artimanhas de António Costa tem sido descarregar as responsabilidades da governação para cima dos titulares das pastas ministeriais e das instituiçóes, como que ele, a fazer de primeiro-ministro, não tenha culpas nos erros que acontecem e dão de Portugal a pior imagem. O facto é que à  volta dos fogos e das mortes que provocaram foram criados mais uns postos de trabalho para os amigos da confiança de António Costa. Demite-se a Constância, entra o Cabrita, e atrás dele mais uns tantos camaradas em ascensão. O povo é pacifico e de má memoria.

 

 

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publicado às 21:52


Autárquicas em foco…

por aquimetem, em 01.10.17

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O povo é quem mais ordenha... - e os políticos são os que aproveitam o leite... E no tocante a autárquicas, está feito. Bem ou mal, as opções foram tomadas e durante 4 anos tem de se aguentar os eleitos que ganharam e fazemos votos que não defraudem a confiança de quem neles votou. Orgulho-me de não ser vira casacas, nunca fui, nem quero ser. Mas aceito e até dou razão a muitos que nestas eleições, em algumas terras depositaram a sua confiança noutra cor que não a do seu partido. Pesou a escolha de candidatos, o mau empenho de anteriores autarcas, mas sobretudo as promessas de quem tem mais poder na mão. Bom é que agora o eleitorado que os escolheu se não deixe iludir e muito menos ludibriar. O que creio vamos ter sorte até às próximas legislativas, depois se verá.

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Para adiantar serviço engendrei antecipadamente a introdução ao que previa viesse  a acontecer hoje, dia 1 de Outubro de 2017. Tal e qual, os resultados confirmam o que supunha sucedesse e por isso os meus parabéns a quem venceu, e também aos que não recolheram os votos desejados. Agora juntem-se todos e vamos a trabalhar por um país carecido de gente laboriosa e honrada que na política sirva amorosamente Portugal e os seus concidadãos. Não se sirvam do cargo para se servirem; de corruptos já basta e de fingidos também.

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 Os resultados demonstram a opção, e como no futebol também na politica se joga... Umas vezes se ganha outras se perde.  Quando não acontece empatar, como em dia de eleições sucedeu hoje em Alvalade, onde o Dragão veio empantar com o Sporting.  

 

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publicado às 23:14


Basta a do Estado

por aquimetem, em 31.07.17

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Não me importo saber se tem mais ou menos veracidade a noticia divulgada pois nesta matéria tive sempre em conta o adagio popular: Quem conta um conto aumenta-lhe um ponto. Dá-me gosto é pegar na noticia e a meu modo  fazer-lhe o  enredo e pô-la a circular. A mais recente que mereceu o meu apreço foi a  que vi na Sapo de 24 de Julho  a noticiar: acção solidaria de fotojornalistas que resultou na angariação de mais de cinco mil euros para aos bombeiros de Castanheira de Pera; dito com mais rigor 5.286 euros, segundo o fotojornalista António Cotrim.

Esta iniciativa designada por Uma imagem solidária,  decorreu no Museu das Telecomunicações, em Lisboa, e reuniu fotografias cedidas por fotojornalistas e outros profissionais da fotografia de Portugal, Macau, Luxemburgo, Ucrânia, Alemanha, França e Brasil. São actos dignos do maior louvor e que merecem ser exaltados. Agora, uma vez que as verbas já foram recebidas importa deposita-las no destino com que foram generosamente solicitadas, pois é ali que fazem muita falta, e para demora nos apoios basta a do Estado

 

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publicado às 09:09


Projectos Criados à Pressa ...

por aquimetem, em 24.07.17

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Não é por mero acaso que o Governo impôs a “lei da rolha” com disse o Dr. Passos Coelho, no que se refere a noticias sobre fogos florestais. Em ano de eleições autárquicas , não vem a calhar deixar que se mexa muito com problemas que possam pôr em causa a má gestão governamental nesta área tão melindrosa, e que foi  coroada por umas férias de António Costa gozadas luxuosamente em terras de Espanha, enquanto a floresta ardia. 

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O objectivo de condicionar a dita informação já se está a ver, esconder a realidade da tragédia aos portugueses, como esclarece o jornal Expresso do passado dia 22 assim: “ Afinal foram 65 as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande”.

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Agora percebi o porquê de há um 15 dias um amigo meu me ter dito: “64 fora o resto”. Que a tragédia não sirva para trampolim, mas que se saiba a verdade e conheça que gente nos governa. Mas que também as generosas ofertas de dinheiro e bens alimentares não sirvam para pagar votos, nem alimentar comissões e projectos criados à pressa ...

 

 

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publicado às 14:31


Já fez um mês...

por aquimetem, em 21.07.17

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Já fez um mês que se deu a tragedia de Pedrogão Grande e dos concelhos limítrofes, até aqui ainda não faltaram palmadinhas nas costas e de promessas que se vai dar resposta rápida ao drama de quem ficou sem familiares, haveres, emprego e empregadores. Mas finalmente viu-se agora o Sr. PR passar das palmadinhas às palavra diretas que não tem tido coragem dizer . Foi preciso ir ao México para de lá reconhecer que “Todos nós, que assumimos poderes públicos, temos de reconhecer com humildade que aquilo que é uma das funções [do Estado], que é a segurança das populações, não foi possível garantir cabalmente”. Como também concordo com o seu apelo no sentido de que nesta campanha eleitoral se fizesse “ um pacto eleitoral naquelas áreas para que se esqueça a campanha ou para que não se use esta tragédia até Outubro”. Pior é o reparo que fez Passos Coelho acusando o Governo de impor a “lei da rolha” aos serviços de proteção civil, acerca dos fogos. Citou: "Esse é o tempo que vivemos hoje, o tempo da demagogia política e é o tempo em que a política primeira, preferida, da maioria e do Governo é a da comunicação. Não vá a comunicação falhar, tivemos hoje notícia, provavelmente a última, de que a lei da rolha se deverá observar em matéria de serviços de protecção civil". Quem te avisa teu amigo é.

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Tudo isso estaria conforme se não fosse as famílias de 64 vitimas mortais, um mês depois da tragédia continuarem à espera das ajudas do governo que temos. Se não fosse a Cáritas e a solidariedade do povo português, estavam bem aviados,  à espera que o tempo salvase a situação.

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É verdade, não fora a generosidade do povo já tinham todos morrido à fome. A carta que transcrevo é bem elucidativa:

Venho, por este meio, na qualidade de irmã da Sara Elisa Dinis Costa (mãe do menor de 7 anos, X), falecida no incêndio de Pedrógão Grande, questionar onde é que estão as ajudas tão apregoadas. Agradou-me o facto de ter recebido uma mensagem do Excelentíssimo Presidente da República, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, no funeral, mas por outro lado choca-me não ter sido contactada por ninguém com responsabilidades mandatado para o auxílio das vítimas. Também gostaria de saber qual o destino das doações recentemente efetuadas à ‘causa’ das vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande. Uma vida não tem preço e associado a esse facto há imensos custos inerentes a uma vida que se perde, bem como às vidas que ficam (não me estou somente a referir ao trauma com que o meu sobrinho, filho da minha falecida irmã, ficou, desde o conhecimento da morte da sua mãe mas também o trauma com que quer eu quer o meu marido ficámos).Fui eu que tive de me mexer para que ele tivesse tido apoio — fui eu que fui ao meu médico nos HUC, na cirurgia Cardiotorácica de Coimbra, pedir apoio psicológico, fui eu que arranjei um psicólogo para o meu sobrinho, ligando para o 112, e sou eu que estou ainda a gerir o seu trauma, uma vez que as consultas do psicólogo são caras. Temos uma maneira de não pagar tanto, mas que nos sobrecarrega a nível emocional... E entretanto, daqui a uns dias, faz precisamente um mês desde que a tragédia aconteceu e temos de nos levantar todos os dias.Também não entendo como ainda ninguém se propôs a pagar os funerais das vítimas, que foi o primeiro custo directo que se teve desta fatídica tragédia, uma vez que as doações em género efectuadas (graças à extrema solidariedade do povo português) serviram (e acredito que continuam a servir) perfeitamente para cobrir os custos mais urgentes.Vou contar um pouco acerca da situação da minha família:O filho da minha irmã, está connosco há cerca de 2 anos e meio, uma vez que a minha irmã não tinha condições psicológicas para tomar conta dele, tal como acontece com o seu pai. A minha irmã era estudante e nunca trabalhou ‘en continuum’ (sem descontos para a Segurança Social) e o seu pai, divorciado da sua mãe, tem problemas de dependências e possui trabalhos ocasionais. Desde o acordo de promoção e protecção que temos arcado com todas as custas da subsistência, educação, saúde e lazer, e aquando da solicitação do apadrinhamento civil do menor por mim e pelo meu marido estava, nesse contrato, o acordo de ambos os pais procederem ao pagamento de 75€/mês, para despesas dele. O apadrinhamento civil ainda não se encontra homologado pelo tribunal. Já nos foi apresentada a conta do funeral e, sendo um gasto extraordinário e não expectável, não temos como o pagar e a única ajuda seriam os 200 e poucos euros da Segurança Social.Não sou uma pessoa rica, apesar de os meus pais nos terem deixado bens, bens esses que não conseguimos vender ou tirar rendimento deles (alguns destruídos e danificados pelo fogo) e que são dispendiosos de manter. Encontro-me actualmente desempregada, sendo que os únicos rendimentos da minha família são os do trabalho do meu marido e do meu subsídio de desemprego desde Junho do presente ano (embora ainda não tenha recebido qualquer prestação de desemprego). Possuo uma incapacidade devido a problemas cardíacos e de AVC (de 61%), que não comprometem um normal ritmo de trabalho, desde que não haja trabalhos extraordinários ou em que se necessite de fazer deslocamentos que acresçam ao horário de trabalho (o que não acontece nas obras, trabalho que efectuei durante cerca de 10 anos).Todos os que nos conhecem (nomeadamente todos os da aldeia de Vila Facaia, da Vila de Castanheira de Pera e bancos) sabem que gostamos de cumprir com as nossas obrigações e felizmente conseguimos pagar praticamente todas as dívidas que o meu pai deixou aquando da sua morte (em 2013), e pretendemos também fazê-lo com as dívidas da minha irmã, pelo que não gostamos de ficar a dever nada a ninguém — estamos a dever o nosso apartamento ao banco, sendo essa a nossa única dívida. Possuímos somente uma pequena poupança, fruto do nosso árduo trabalho, e que já está destinada.Felizmente o meu marido aufere mais que 1,5xIAS, mas, devido a tal facto, o X não irá ter direito ao subsídio de orfandade e muito menos ao subsídio de morte (uma vez que a mãe não fez descontos).Por fim, pretendo dizer que as dívidas que as Santas Casas da Misericórdia espalhadas pelo país têm é real e o seu conhecimento é de âmbito nacional, pelo que solicito uma descrição pormenorizada da canalização dos fundos que está a ser executada, bem como de todos os orçamentos escolhidos, face aos solicitados.Como cidadã inconformada por esta morte, e como vítima desta tragédia, tenho direito em saber pormenores da canalização destas verbas, uma vez que tenho a cargo um menor que sofre todos os dias a perda da sua mãe.
E que estuda (e gasta inúmeros bens escolares); E que lê imenso (porque já sabe ler desde os seus 4 anos);E toma banho todos os dias;E que pertence a um clube de xadrez (do qual é campeão do 1º e 2º anos do ensino básico), pago (e cujo valor não entra no IRS);E que gasta luz e aquecimento, quando necessário, e cuja roupa é lavada todos os dias;E que tem AECS (pagas, e cujo valor não entra no IRS);E que come (ainda que gostássemos que comesse mais);E que vai à piscina 2 vezes por semana, porque é importante para o seu desenvolvimento global e harmonioso, bem como para a sua destreza física; E que usa roupas (muitas, porque os seus 7 anos não são estáticos e, como se trata de uma criança extremamente saudável, rasga umas calças a cada 15 dias);E que rompe em média umas sapatilhas por mês (em meses bons, pois ainda prefere a trotinete — em que pode travar com os pés - à bicicleta de rodinhas);E que vai a festas de anos (por ser um miúdo popular, vai ‘a todas’ e deve contribuir com um presente);E que precisa de ter actividades lúdicas e educacionais — muitas, porque se trata de uma criança deveras inteligente que necessita de resposta às suas perguntas e precisa que a sua inteligência seja estimulada; E que usa óculos (possui 8 graus de hipermetropia num olho e 7 graus da mesma incapacidade no outro, o que constitui óculos muito grossos - tentamos diminuir ao máximo o seu peso, tornando-se extremamente caros) que têm de ser mudados uma vez por ano (e tem de ter dois, porque dada a sua actividade e extrema ‘reguilice’ tem uns para brincar e outros para estudar);E que precisa ser deslocado, de carro, de autocarro, de comboio; E que rasga os joelhos (quando as calças estão rasgadas ou se usa calções) ou parte a cabeça ou apanha gastroenterites (e espero que se fique por aqui...).Agradeço uma resposta célere a este e-mail, pois possuo uma dívida de mais de €1300 para pagar, pelo funeral, fora gastos com psicólogos, transportes e burocracia para tratar de diversos assuntos que este fatídico incêndio provocou. Agradeço igualmente que me seja informado quem irá pagar a mensalidade que a minha irmã, mãe do X, iria ficar responsável de fazer, após a homologação do apadrinhamento civil, pois a lei não prevê tal pagamento.Não pretendo que o X sofra mais ou que seja estigmatizado pela morte da mãe. Ele está ainda a processar esta morte terrível, ainda dorme comigo e com o meu marido e chora todas as manhãs e todas as noites, quer antes de dormir, quer com pesadelos. Mais informo que criámos uma conta para o meu sobrinho, para que nós tenhamos possibilidade de o dotar de todas as ferramentas para que ele possa crescer. Almejamos que tenha, no futuro, a possibilidade de desenvolver a sua inteligência num curso superior, ou algo mais, pois acreditamos que ele tem todo o potencial para desenvolver a sua genialidade. Esta sua conta foi aberta com 175,50€ que o X tinha num porquinho mealheiro, de algumas ofertas que lhe foram dando entretanto (aniversários, ofertas de familiares e de um casal muito sensato e com bastantes conhecimentos, que o X gosta muito, e a quem faz muitas perguntas) e que, com esforço, conseguimos não mexer. A consulta dos movimentos desta conta (com as devidas justificações de levantamentos ) estará à disposição para os beneméritos que aqui depositem o seu contributo. Grata pela atenção dispensada ao presente e-mail,
Atenciosamente,
Ana Costa”

 

 

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publicado às 21:07


O Fogo

por aquimetem, em 21.06.17

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Como citei em “Portugal, minha terra” do passado dia 18, um dos amigos que tenho afetos à martirizada região que o fogo tornou tristemente famosa, é o distinto poeta e prosador João de Deus Rodrigues de quem hoje recebi esta mensagem e o respetivo poema a que faz referencia e eu com muito respeito e dor face aos acontecimentos transcrevo:
“… cheguei ontem de Pedrógão Grande /Mosteiro, onde estou casado vai fazer 50 anos, e lá vivi, pessoalmente, o drama do incêndio que devastou, pessoas, casas, animais e a floresta, e se aplica este poema, escrito há mais de vinte anos.
Poderá parecer imprudente, numa altura em que os fogos destroem parte do País, vir eu com um poema sobre o fogo. Pensei nisso, mas, mesmo assim, acho que é bom pensar no fogo e no que diz o poema”. -Já o conhecia e voltei a ler agora… É muito actual

O fogo.

No início,
No concílio do Poder,
Ordenaram-te os deuses:
Vai, leva luz às trevas,
E dá sentido à claridade,
Porque o Universo é teu.

Partiste como um raio,
E veio contigo o poder,
O ímpeto destruidor.

E espalhaste chamas
Pelo mundo,
E a beleza da tua cor.

Mas também,
Felicidade e sofrimento,
E muitas lágrimas e dor!

In livro “Passagens e Afectos” (alterado) – Tartaruga Editora

 

 

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publicado às 11:51


Guardião das origens

por aquimetem, em 18.05.15

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          Está ai o próximo dia 29, e na Livraria Ferin, situada na Rua Nova do Almada, 70 ( à Baixa Chiado), vai estar o poeta e prosador transmontano João de Deus Rodrigues no lançamento de mais uma obra sua. Esta intitulada Memórias e Divagações que será apresentada por Olindo das Santos Geraldes. É prefaciada por A.M. Pires Cabral e as ilustrações são de Luís Manuel Pereira. João de Deus Rodrigues é um transmontano nascido no concelho de Macedo de Cavaleiros e por casamento ligado a terras de Pedrógão Grande. Vive em Lisboa desde 1961 e é aposentado do Ministério do Exercito. Dado à cultura, tem diversos trabalhos publicados, e em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Nacional Fernão de Magalhães Gonçalves. É sócio da Academia de Letras de Trás-os-Montes e da Sociedade Portuguesa de Autores e da Associação Portuguesa de Poetas.

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          Acerca dele, relatei neste blog, não há muito tempo, o seguinte : “Com vários títulos publicados e premiados, do autor de “Passagens e Afectos”, comentou, em “Jornal dos Poetas e Trovadores”, a Profª. Júlia Serra (critica literária):“Este livro, na sua simplicidade, reúne reminiscências de poetas de todos tempos: desde Antero de Quental, Augusto Gil, Cesário Verde, até Sophia de Mello e, como não podia deixar esquecido, seu conterrâneo Torga. De uns, o poeta colheu o colorido, de outros, o jeito de fazer versos, de outros, a inspiração, e de Torga a veia telúrica que fez de Trás-os-Montes uma terra singular”.

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          Presto-lhe a minha homenagem e no dia 29 de Maio pelas 18h30, lá estarei na Livraria Ferim para lhe manifestar a minha admiração e dar os parabéns ao notável guardião das origens, suas e minhas, de verdadeiro transmontano.  

 

 

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Amizade e descendência

por aquimetem, em 14.04.15

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          “Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso”, diz com muita sabedoria a nossa gente. Ao passar hoje o olhar pela página NetBila deparei com um artigo do meu ilustre co-provinciano, o poeta e prosador João de Deus Rodrigues que muito apreciei por me fazer recordar as antigas tradições do meu torrão natal, mas sobretudo por ver enriquecido o meu vocabulário com mais um termo para designar o Compasso ou Visita Pascal que pelos vistos, em Morais (Macedo de Cavaleiros), é conhecido por “ O Dia de tirar o folar”. É bem certo : “Aprender até morrer”. E aos anos que não tinha noticia de sermão de pregador feito do púlpito!

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          Mas outro motivo forte me fez apontar para o tema deste post, é que deste amigo e confrade muito estimado recebi recentemente esta simpática mensagem que transcrevo: “Viva, caro amigo Costa Pereira. Espero que esteja bem e que a Páscoa tinha sido bem passada em família. Eu passei a minha na terra da minha esposa, Pedrógão Grande, que o meu amigo também conhece. Lá, a Semana Santa é viva com muita fé, pela população, e muito bonita. Porque já vi que gosta destas coisas da Igreja, envio-lhe, com amizade e um abraço, estas fotos que tirei lá. Cumprimentos, João de Deus”.

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          Claro que gosto e por isso aqui estou eu arranjando pé para falar duma região que de facto conheço e dela faço divulgação no livro Nossa Senhora da Graça-Na Fé dos Mareantes. Pena não arranjar tempo para nos encontramos lá, até porque também eu vim conquistar a minha cara-metade no concelho de Leiria, capital do Distrito a que pertence Pedrógão Grande.

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          São terras de gente boa e por isso de muita fé, que não deixam ficar mal os nascidos no “paraíso terreal” que é Trás-os-Montes. Por isso cá viemos deixar amizade e descendência.

 

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publicado às 12:07


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