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É certamente a festa mais antiga que se celebra no Monte Farinha, embora a romaria de São Tiago também seja antiga e sempre mais animada, até por que “pelo São Tiago apinta o bago”. Ainda conheci muito bem a celebração da festa, em 5ª-feira de Ascensão, e do ditado nunca mais me esqueci: “Da Páscoa à Ascensão 40 dias vão”. Deixou de se festejar no dia, por não ser feriado passando a festa para o domingo seguinte, era regra festejar-se na décima-quarta quinta-feira da Páscoa. Em Portugal essa dia tornou-se popular e também conhecido como “Festa da Espiga”.  

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Mas como festa cristã é designada por Festa da Ascensão, pois comemora a Ascensão de Jesus ao Céu. Tratasse de uma das festas ecuménicas, das que são comemoradas em todas as igrejas cristãs, a par da Semana da Paixão, a Páscoa e o Pentecostes. Agora com sua data fixada a 25 de Maio, a Quinta-feira da Ascensão do Senhor, este ano vai ser celebrada no Monte Farinha precisamente no domingo em que tem vindo a festejar-se ali esta festividade: ultimo domingo de Maio. Foi uma graça em ano do centenário das Aparições em Fátima. E aí temos nós as duas imagens. 

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publicado às 18:59


Dia de São José e Dia do Pai

por aquimetem, em 17.03.17

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É credível que a origem do Dia do Pai tenha o mesmo objectivo ao Dia da Mãe, criar datas para fortalecer a unidade familiar e manter viva a chama da gratidão por aqueles que nos deram a vida. A respeito do Dia do Pai, li que em 1909, em Washington, EUA, Sonora Louise Smart Dodd, filha de um veterano da guerra civil, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a ideia de celebrar o Dia dos Pais. De forma a também homenagear o seu que viu a esposa falecer em 1898 ao dar à luz o sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e os outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson, ao invés de John Bruce Dodd. O importante e certo é que os pais têm também o seu dia festivo e com São José por patrono, pois calha no dia dele.

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Como em Portugal, também em Espanha e Itália a festividade decorre anualmente na mesma data, 19 de Março. Mas não em todos os países, na Rússia o dia dos pais é comemorado a 23 de Fevereiro; na Alemanha, em dia da Ascensão do Senhor; e na Austrália, no segundo domingo de Setembro. Em Portugal é no dia de São José, que filhos abraçam e presenteiam os papás, e que alegria tê-los vivos junto de nós, ou então se já partiram…que tenham a graça, de junto do Pai Celeste, também poderem rogar por nós e nós por eles. Foi graças a um punhado de generosos Josés que na década de 40 de século anterior, nasceu em Lisboa o Grupo Onomástico "Os Josés de Portugal" e a data despertou as atenções de toda a "família josesiana" que com núcleos espalhados por todo o país se tornaram populares pelos convívios e actos de benemerência. Também em Mondim de Basto o Dia de São José há muito é festejado, na freguesia de Vilar de Ferreiros, ou mais propriamente dito, na capela de São José do Fojo. Foi uma iniciativa do saudoso abade Correia Guedes, que o Sr. Padre João Paulo não quer deixar morrer. Por isso no próximo domingo, dia 19, quem for visitar as Fisgas, tem Missa, no Fojo, às 15h00, e pode levar merenda que tem lá parque. É  Dia do Pai.

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publicado às 12:04


Que sejam os Bombeiros a fazê-la

por aquimetem, em 14.08.16

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O primeiro grande fogo que deflagrou em Mondim de Basto desde que me conheço ocorreu à volta de setenta anos (70) e destruiu todo o pinhal da serrania dos montes farinha, inclusive a Pirâmide Verde. Durou dias, e numa altura em que escasseava trabalho, os poucos testões que a Floresta dava a quem durante dia e noite combatesse as chamas, que desceram até às Richeiras , fazia jeito em casa. Foi nessa altura que ainda rapazito descobri um “incendiário” meu conterrâneo. Tinha ido levar o almoço a um dos apagadores voluntários que ali combatia, era o saudoso António Cardoso, de Vilar, e esperei por ele nas Richeiras de Cima, junto ao inicio do Caminho Novo da Senhora da Graça, onde estava montado o comando das operações sob direção do saudoso mestre Teixeira. Enquanto esperava pela chegada e que comesse para regressar com a louça a casa, deu-me para me afastar um pouco do local ,e como o fogo ali já tinha sido dominado, progredi na caminhada. Foi então que vi certa pessoa muito à cautela, lançar uma pinha acesa para o meio do mato. Nunca revelei a visão desse acontecimento, e só muito mais tarde é que procurei entender aquele criminoso ato por parte de uma pessoa que sempre me pareceu normal. Era a luta pela sobrevivência que estava ativa; outros são os motivos e diversos que hoje atuam na mente dos incendiários, e que destruindo o país servem as muitas industrias que vivem à custa deste ladrão que queima e mata sem que ninguém o trave, pois tem políticos e gente poderosa a viver regalados à custa dele. Não fora assim há muito que os bombeiros e as autoridades policiais estavam bem apetrechadas e chegada a época de Verão toda a gente no terreno, inclusive os militares. Poupava-se muito dinheiro ao País, e aos cidadãos prejuízos e desgostos trágicos. E não venham lá com as matas por limpar, no concelho de Mondim de Basto, onde ardeu, a zona é Florestal, e no meu tempo no Fojo estavam cerca de 40 trabalhadores diariamente, aptos para limpar e apagar focos de incendio. Quase certo, que desta vez Cavernelhe não ardia, e poupava-se uma deslocação do Presidente da Câmara e dos meios televisivos andarem a ver fogos pela montanha de Mondim. Lembrei-me também de que com a Lei dos Baldios, que veio entregar as matas aos Conselhos Diretivos, não sendo contra isso, o facto é que o que estes “dirigentes” locais querem é dinheiro para obras, mas a defesa da Floresta, que sejam os Bombeiros a fazê-la……

 

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Santuários marianos

por aquimetem, em 27.06.16

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Há muitos anos que no mês de Maio costume fazer uma “romaria” ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel com um grupo de amigos também devotos de Nossa Senhora. Fica situado no concelho de Sesimbra, distrito de Setúbal. Com mais de 600 anos, a igreja deste santuário foi iniciado em 1701 e sagrada em 1707. A devoção surge à volta de uma imagem encontrada em cima de um rochedo e mereceu dos crentes dotar o sítio com uma pequena ermida que deu origem ao famoso santuário que hoje é. Só uma visita ao local dá do local a imagem autêntica. E da vizinha e sedutora Arrábida, vamos em demanda da capital do Minho, para falar do Sameiro. Foi numa dessas viagens que adquiri este postal, não sei quando.

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 Começou por um simples monumento em honra da Imaculada Conceição, em 1854, logo a iniciativa do Padre Martinho António Pereira da Silva ganha o carinho do povo português de modo que em Junho de 1870 começa a construção de uma capela perto daquele monumento. Não é preciso adiantar mais, a não ser que em 1964 o Papa Paulo VI elevou o Santuário à categoria de Basílica , e em 15 de Maio de 1982 teve a visita de São João Paulo II. O qual lhe concedeu a Rosa de Ouro, em 2004. – Este postal foi-me enviado pelo saudoso pintor sacro Sebastião Pinto da Silva, pelo Natal de 1986.

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 Continuando no Minho vamos de Braga por Guimarães e Fafe, onde pela EN 206, depois de em São Gens atravessar a Pica,  atingir o planalto  e entrar na Lameira, já do concelho de Celorico de Basto. Ali, ainda antes de perder de vista o vale de Ave, para penetrar no vale do Tâmega, uma placa indicativa, à nossa direita, aponta a direção do vizinho alto do Viso, onde uma imagem de culto mariano com aquele titulo atrai muitos devotos. O culto é antigo, e consta na lenda das “Sete Santas Irmãs” que o povo conta também, com santa ignorância. São elas: NS da Graça, NS dos Remédios, NS das Neves, NS das Graças, NS da Ourada, NS do Porto e Nossa Senhora do Viso. Situada a 856 metros de altitude, esta ermida além do espectacular miradouro, oferece aos visitantes uma zona de lazer excelente, onde sossegadamente o forasteiro pode reflectir descansar e gozar do panorama que o Monte do Viso deixa ver. Tem festa grande no 2º domingo de Setembro, que o Arciprestado de Celorico costuma aproveitar para fazer a sua peregrinação anual. Uma das preces mais repetidas ali é esta: “ Nossa Senhora do Viso dai-nos juízo até à hora da morte”. – Este postal foi-me enviado pelo saudoso Padre Guedes, em 13/VI/1970.

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 E já nas margens do lado esquerdo do Tâmega, em terras do concelho de Mondim de Basto, em Tras-os-Montes,  temos o Monte Farinha assim descrito: 

Do Santuário de Nossa Senhora da Graça já está tudo dito e sabido face à divulgação que lhe tem sido dada, e com justo merecimento, pois além do trono que é da sua padroeira, é também o mais sublime miradouro da região de Basto e no género o mais belo de Portugal. À volta deste santuário e do relevo paisagístico onde se situa sou desde há muitos anos zeloso divulgador dos seus encantos e denunciador do que de nefasto possa denegrir aquela pirâmide verde que Nossa Senhora da Graça coroa. Deste vez não recomendo nenhum dos blogs que abrem por aquimetem, mas antes citando IGOGO que sem dizer muito, diz tudo. Este postal com o altar de NS da Graça, foi-me enviado da aldeia de Vilarinho, em 08/09/1980, pelo meu conterrâneo José Francisco Borges Lopes.

 

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publicado às 23:12


Um diamante lapidado com gosto e muita arte

por aquimetem, em 10.06.16

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 Veio-me ter à mão mais uma daquelas peças moldadas a tinta de imprensa que só o Ginho com a sua capacidade e engenho sabe materializar, e que me trouxe da montanha, onde tenho as minhas raízes, uma perfeita imagem histórica, etnográfica e paisagística, com o titulo: Mondim de Basto.

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 Enriquecida com imerecida dedicatória, uma ilustrada monografia da vila e do concelho a quem D. Manuel I deu carta de foral e manteve até tarde terras regalengas, este guião turístico leva-nos a usar da perspicácia para quando no terreno entender a linguagem das pedras, dos carreiros e atalhos, dos rios e fontes, da arquitectura urbanística e dos montes e vales, deste concelho escondido da vista, mas que no coração palpita. Começa bem, com:
“Um cibo de terra roubado,/A um mar de pinheiros sem fim, /Um Monte e um Rio ao lado,/E lá no meio – Mondim !!!”.

Das “origens” às “histórias & lendas” e dos “factos” aos “ romanos”, nos dá, Luís Jales de Oliveira, em álbum muito bem ilustrado com imagens, prosa e poesia exemplificativa do que de Mondim de Basto só um mondinense do seu calibre á capaz.

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 Temos assim em verso e prosa, ilustrado com imagens, todo um desfilar da história de um concelho rural da região de Basto, que por ficar na margem esquerda do Tâmega e nas faldas do Marão, - onde pontifica o Rio, mas também o Monte Farinha e as Fisgas de Ermelo - é território transmontano, na zona de transição com o Minho, por Celorico e Cabeceiras de Basto (Braga) .

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Repetindo o convite com que o autor, Luís Jales de Oliveira, faz ao leitor, transcrevo: “ Dizia o povo que quem bebesse da água do Barrio ficaria enfeitiçado e jamais haveria de partir. Venha beber da nossa identidade e deixe-se enfeitiçar por Mondim”. Muitas vezes lá bebi, mas, por aldoes da vida, resisti ao feitiço...

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Uma forma original para encerrar este atraente cardápio turístico, com um convite ao leitor do livro a se deter na ementa e escolher a seu gosto. Tem muito por onde, e diversificado. Do património cultural ao construído, do desporto profissional ao amadorismo e de lazer, não falta em Mondim. Sem pretensões de historiador fecundo, mas muito sabedor do que escreve, o Ginho, desce pela mão dos entendidos às remotas origens históricas da nossa terra, mais para varrer poeira que ao longo de séculos se acumulou, para desviando-a facilitar as gerações futuras e actuais a conhecer o que agora Mondim ainda tem de maravilhoso para mostrar. Leva-nos serra fora, desde o "castroeyro" à " cruz do Jugal", e pela cumeada até às grutas de Campanhó. E ao Ermelo, para nos mostrar as Fisgas.

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A vila, a montanha e as suas aldeias, os ribeiros e ribeiras, a fauna e flora do Alvão, as festas e romarias, a música, o folclore, as tradições, os artistas da pedra, da madeira e do ferro, são motivos a juntar a uma gastronomia, onde impera o “verdasco” de muita qualidade, a famosa carne maronesa, o pão cozido nos fornos a lenha, e moído nos típicos moinhos de rodízio, depois de cultivado pelo lavrador nos campos e lameiros de entre Tâmega e Lamas de Ôlo. Mais um diamante lapidado com gosto e muita arte por Luís Jales Oliveira.

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Rainha dos Apóstolos

por aquimetem, em 24.05.16

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(Estas imagens mostram a estação do Caminho de Ferro, extinto em 1991; os Paços do Concelho; o Jardim Municipal, e ao fundo o Monte Farinha)

Vila rural muito antiga e a quem D. Manuel I deu foral, é sede de um concelho famoso, graças ao Monte Farinha , ao Tâmega e às Fisgas de Ermelo. Situado na região de Basto e servido pela EN 304, entre Gandarela e a Campeã; e a EN312, entre Mondim e Boticas, em termos paisagísticos é do mais belo que Portugal continental tem para ver. Oxalá não seja o homem a estragar a beleza com que o Criador dotou este recanto de solo transmontano e bem maronês que no triângulo Tâmega, Senhora da Graça e Fisgas tem o bastante para captar visitantes pois uns se encarregam de convidar outros. Depois para descaracterizar a paisagem e o ambiente já chega a profanação das Fisgas que espantou de lá a águia do Marão, que ali ainda conheci a nidificar; ou então as "pedreiras" que tão mau aspecto dão da terra ao forasteiro. Mas ainda pior é a intenção de destruir os encantos do leito do Tâmega com uma badalada barragem. É um município que limita com Ribeira de Pena, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Amarante e Vila Real, distrito e diocese a que pertence.

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Postal que me foi enviado em 16/01/71, pelo meu saudoso conterrâneo Urbano Gonçalves Ferreira, que trocou Vilar de Ferreiros por Vila Real, mas que muito amava a sua, e minha, terra.

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É esta a imagem antiga de Nossa Senhora da Graça, foi tirada para um programa televisivo do saudoso Hermano Saraiva, quando já tinha sido retirada do altar. Consta em postal que me foi enviado por um também saudoso conterrâneo, residente em Lisboa, José Gonçalves Ferreira

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 Imagem muito venerada e que veio substituir a antiga, que segundo alguns autores é do Século XIII, tem festa grande no primeiro domingo de Setembro, mas também no ultimo domingo de Maio, festa da Ascensão do Senhor, sai em procissão e é fervorosamente aclamada. O mesmo acontece no dia de Santiago (25 de Julho) cuja festa é partilhada com a Rainha dos Apóstolos.

 

 

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Ganhou uma ecopista......

por aquimetem, em 17.05.16

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Guimarães é das nossas mais importantes cidades históricas, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade. Do topónimo, inicialmente Vimaranes, supõem-se relacionado com Vímara Peres, dos meados do séc. IX, que fez deste sitio o principal centro governativo do Condado Portucalense que tinha conquistado para o Reino de Galiza, onde veio a falecer. As sua ruas e monumentos exalam história e seduzem o visitante. No seu castelo é tradição bem fundamentada ter nascido D. Afonso Henriques, o Fundador, por isso à cidade se dá a designação de “ Cidade-berço”, pois foi ali que nasceu o nosso primeiro Rei, e na batalha de São Mamede, nasce Portugal. Construído no século X pela Condessa Mumadona, que para proteger a comunidade cristã dos ataques dos mouros ao seu mosteiro, também carecia de fortificações, só dois séculos depois os pais de D. Afonso Henriques ampliaram o castelo, dando-lhe a aparecia que mais ou menos tem hoje. Quando por volta de 1960, nele entrei e subi às suas torres senti dó, perante a ruína e total desprezo por esta pérola da história de Portugal.

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No Largo da Republica do Brasil, também conhecido por Campo da Feira, um amplo espaço ajardinado tem como motivo de especial atracção um dos apreciados monumentos da cidade: a igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos. A sua origem remonta ao séc. XVI, na construção ali de uma pequena ermida. Em 1785 essa ermida dá lugar à nova igreja, então concluída. Templo barroco, onde acrescentaram duas torres na frontaria um século depois, além da escadaria e a balaustrada. O culto a Nossa Senhora da Consolação determina a erecção canónica da Irmandade em 1594, por Frei Agostinho de Jesus. Em 1878,é agraciada pelo Rei D. Luís I, com o titulo de Real Irmandade. É também conhecida por igreja de São Guálter. Um monumento do séc. XVII, que como igreja é a mais sedutora da cidade, atraí a atenção dos visitantes pela beleza das suas torres similares, do séc. XIX e do seu acesso ajardinado que vem do centro da cidade. Do séc. XIX é ainda a Casa do Despacho e a capela do Senhor dos Passos. Postal enviado em 21/4/75 pelo meu saudoso cunhado “Pereirita”.

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  São Torcato é uma vila rural dos arrabaldes da cidade vimaranense, famoso pelo santuário consagrado ao seu patrono, um dos primeiros evangelizadores da Península Ibérica, no séc. VIII. Situada na margem esquerda do rio Selho, este lugar de romagem é com outros, como a Penha e a igreja de Nossa Senhora da Oliveira, pontos de referência para visitar na “Cidade-berço”. O edifício dos finais do séc. XIX é de granito, com elementos de inspirado “gótica, românica e clássica”. As obras em acabamento, são de canteiros formados na Escola de Cantaria da Irmandade de São Torcato. No seu interior deparamos com o corpo incorrupto de São Torcato, que é motivo de fé, admiração e curiosidade dos muitos devotos e estudiosos que ao bem-aventurado se consagram. Conhecida pelo seu folclore, em São Torcato se realiza desde 1852, no 1º Domingo de Julho, umas das maiores e mais animadas romarias do Minho. Das muitas curiosidades esta preferida de Amaro das Neves, merece transcrição, conta:
Por volta de 1637, uma delegação da Colegiada de Guimarães foi à sepultura de S. Torcato, abriu o túmulo e verificou que o corpo continuava inteiro. Mas apenas até àquele momento. É que o mestre-escola da Colegiada, Rui Gomes Golias, fundador do morgado das Lamelas, sentiu o apelo irresistível de arrancar, com os dentes, o osso de um dos tornozelos de S. Torcato. Levou-o para a capela da sua casa (hoje o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães), onde ficou até à morte do cónego, altura em que as sobrinhas o entregaram à colegiada. Em Dezembro de 1662, uma procissão fez a trasladação da relíquia da Capela das Lamelas para a colegiada e, hoje, o calcanhar pode ser admirado no Museu Alberto Sampaio”. Ao saudoso padre Guedes devo este postal, enviado, em 3/3/72.

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Esta é a ponte centenária que os “amigos” de Mondim e da região de Basto se batem para destruir, a troco de uma “banheira” que a ser construída mata por completo este pedaço de beleza natural e elo que liga aqui o Minho a Trás-os-Montes. Ponte sobre o Tâmega, que nasce na serra de São Mamede, Espanha, o histórico e sagrado Tameobrigos penetra por Portugal dentro, para em Entre os Rios, tombar no Douro. Construída no reinado de D. Maria I, em 1882, para assinalar o centenário da sua construção, em 1982,a Câmara Municipal de Mondim de Basto, mandou editar uma medalha comemorativa. É pana que por interesses de ocasião se deixe destruir o património quer histórico, quer natural, e andarmos preocupados com  arranjar meios artificiais para cativar turistas. Olhem se alguém se lembrou de defender a Linha do Tâmega, desactivada a 01 de Janeiro de 1990 !!!. Mas daí, resultou: o povo de Basto, a troco de um comboio, ganhar uma Ecopista….Este postal não tem data, mas é uma edição do fotografo mondinense Carlos Costa.

 

 

 

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publicado às 23:02


O Pascoal de Molares

por aquimetem, em 25.03.16

 

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Nasceu este nosso saudoso amigo na freguesia de Molares, concelho de Celorico de Basto, a 17 de Maio de 1922, tendo falecido no hospital de Arnoia, a 13 de Abril de 1981 e sepultado no cemitério de Britelo, no dia seguinte.
Foi empregado da Caves do Campo, na sua terra–natal; e de funcionário da Casa do Povo de Fermil de Basto. Mais tarde desempenhou o cargo de fiscal de obras, na barragem da Venda Nova, tendo acabado por se dedicar ao ensino oficial na qualidade de Regente Escolar, missão que desempenhou em São Mamede de Coronado (Santo Tirso) e em Guilhufe (Penafiel).
Desiludido com a remuneração atribuída ao professorado primário de então, resolveu regressar ao seu concelho que muito amava, deixando, entretanto, muitos amigos e admiradores por toda a parte aonde passou.
Tendo casado, no Porto, com D. Maria Eugénia Rodrigues Lopes fixou residência no lugar de Carril, Celorico de Basto, depois de ter vivido algum tempo em Molares.
Com uma vocação extraordinária para a poesia e prosa são inúmeros os trabalhos dispersos que José Lopes deixou publicados por jornais e revistas do País e cuja recolha e reunião em volume no todo ou em parte é uma divida que Celorico de Basto tem para com este seu filho que poeta nasceu e poeta morreu….
Autor com António Senra - outro poeta da região - da letra da Marcha de Vilar de Ferreiros e de um poema consagrado ao Grupo Folclórico e Recreativo de Vilarinho, publicado no nº 3 dessa associação, o “Pascoal de Molares”, José Lopes, jamais será esquecido do povo que "tendo o Marão por encosto e da Virgem o grácil rosto no alto Monte Farinha". A minha homenagem de saudosa memória por ocasião dos trinta e cinco anos do seu passamento.

 

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Também foi dos que acreditou no 25 de Abril, como manifestou por imagem…e versos com que me presenteou pelo Natal de 1974. Hoje duvido que tivesse a mesmo sentimento, uma vez que tudo se mantem como dantes, ou pior.

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Mas vamos aos versos:
Boas Festas de Natal
Ao Amigo Costa P’reira
São meus votos sem igual
Pela festa que se abeira !
Neste postal ilustrado
Pelo seu significado
Vê-se a virtude altruísta:
Um democrata aguerrido
Mostra o código temido
Ao seu amigo fascista!
Haja paz, haja concórdia
Também haja misericórdia
Nesta festa de Natal.
Pois Deus também perdoou
Àquele que o matou
E nunca a ninguém quis mal !
José Lopes

 

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publicado às 17:25


Imagens antigas

por aquimetem, em 04.03.16

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O Monte Farinha ou Alto de Nossa Senhora da Graça é o ex-libris, não só de Mondim, mas de toda a região de Basto. Com os seus quase mil metros de altitude, este especto paisagístico em forma de pirâmide é além de um espaço sagrado e de peregrinação, como vem desde há muitos anos a servir de palco para certas modalidades desportivas, com destaque para o ciclismo, parapentes, e também provas motorizadas. Com o Tâmega e as Fisgas de Ermelo, constitui o principal atrativo turístico do concelho de Mondim de Basto. Por isso assenta bem aqui o significado da expressão ex-libris, empregue a terras de Basto.

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São quatro postais com a sua história, o da vista parcial de Mondim de Basto foi-me enviado de Celorico de Basto pelo saudoso amigo Sr. Albano Borges, do Noticias de Basto, a 05 de Dezembro de 1973, com uma mensagem de parabéns para o dia seguinte, o do meu aniversário.

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Os outros três fazem parte de uma coleção que guardo de postais recebidos na minha troca de correspondência com saudoso Padre Guedes após iniciar o seu múnus paroquial na freguesia de Vilar de Ferreiros.

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Este foi me remetido a 20 de Abril de 1968. Dizia então: “os meus afazeres paroquiais não me permitem responder prontamente; mas no entanto eu concordo com a proposta acerca dos livros ”, e adiantava : “ Brevemente eu escreverei com mais espaço”. É em homenagem a este saudoso sacerdote, o “Padre da Senhora da Graça”, que divulgo estas imagens antigas.

 

 

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publicado às 22:12

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Nestes últimos anos, o mês de Janeiro tem-me dado fortes desgostos. Foi há dois anos, com a noticia que recordo em Falar disto e daquilo, de 13/12/14, deste modo: “No primeiro dia de Ano Novo, 1 de Janeiro, deste 2014, ia da Bajouca para Minde quando nas proximidades de Leiria o meu telemóvel deu sinal que alguém me queria falar. Atendi e não demorou que viesse a triste noticia: Faleceu o senhor D. Joaquim Gonçalves!”.

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Este ano também, logo pela manhã, em Domingo de Reis, recebo a triste noticia que de pronto divulguei no Facebook, às 11h16: “ Está de pesado luto o concelho de Mondim de Basto, mormente a freguesia de Vilar de Ferreiros que ele paroquiou durante meio século. Acaba de falecer o Sr. Padre Guedes, o padre da Senhora da Graça”.

Mas não fica por aqui, em 2015 foi uma cunhada que também a 02 de Janeiro deixou o Casal dos Afonsos (Bajouca-Leiria) e que muito a estimava. Dela divulguei logo no dia 03, em Falar disto e daquilo, a noticia: “Foi hoje a sepultar no cemitério da Bajouca, a bajouquense senhora D. Beatriz dos Prazeres Pedrosa, viúva de José Afonso e mãe de Maria José, João, José Carlos, Maria dos Anjos, Raul, Maria Helena, Irene, Maria dos Prazeres, Jorge, Maria da Conceição, e ainda de Isabel e Francisco Pedrosa Afonso, já falecidos”.

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Isto para documentar que de facto tenho razão ao me queixar do mês de Janeiro, pois que neste aspecto tem sido muito rude para comigo. E se desço mais atrás, ao ano de 1968, ali vou dar com a perda de outro grande amigo e insigne conterrâneo meu, o Abade Miranda, padre Manuel António de Morais Miranda, de quem o autor de A Ermida do Monte Farinha, o Dr. Primo Casal Pelayo, na página 103, escreveu : ” Esperava eu de Deus a alegria de lhe poder entregar pessoalmente um volume desta monografia. A dura doença que o atormentou já, o não permitiu, pois que o quis ceifar naquele fatídico dia 09 de Janeiro, pelas 14 horas e trinta minutos “. Já todas estas almas partiram à minha frente, mas deixaram parte de si no meu coração, motivo porque as recordo com saudade neste Janeiro de 2016.

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Mais ainda porque estou recordando um Abade Miranda, que foi origem do meu empenho na defesa dos direitos de Vilar de Ferreiros na Senhora da Graça; de um Dr. Primo Pelayo que generosamente defendeu essa causa; de um bispo, como D. Joaquim que mereceu o cognome de “O Bispo da Senhora da Graça”; e de um sacerdote, como o padre Manuel Guedes, que auxiliado pelo saudoso Sr. Manuel Lopes - e pelo ainda muito activo Mário Borges Lopes- na paroquia e no Santuário de NS da Graça deixou obra de realce. Nomes a perpetuar e por isso de gravar, senão em ouro, que pelos menos seja em bronze do utilizado nas sineiras das grandes catedrais. Assim o merece quem em vida zelou e generosamente serviu aquele famoso santuário e em particular a freguesia de Vilar de Ferreiros. São estes alguns dos verdadeiros amigos do Monte Farinha que o Janeiro ceifou.

 

 

 

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publicado às 21:54


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