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Parabéns a todos

por aquimetem, em 30.07.16

 

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Eis um casalinho em festa, no encerrar deste mês de Julho! No dia de Sant’Tiago foi o aniversário do Diogo; no dia 28, foram os pais que fizeram anos de casados; e hoje, dia 29, foi o casal com familiares e amigos a festejar com lauto jantar, como é seu timbre nestes eventos marcantes. É uma espécie de ensaio para os festejos de Santo Aleixo que em meados de Agosto decorrem na Bajouca e que no próximo ano têm a Lígia à cabeça do Conselho Económico da paróquia. Vai ter muito trabalho para fazer em prol da comunidade bajouquense e que lhe vai aumentar o muito que já tem como dona de casa e de gerente industrial. Mas quando se fazem as coisas por amor os obstáculo não incomodam.  

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E por falar em obstáculos aqui temos o Diogo, o aniversariante, a revelar a sua capacidade atletica e vocação desportiva que serve de aperitivo para amanhã ao lado dos pais ajudar e dar continuidade ao bom nome  da familia e prestigio à industria madeireira que tem na familia Afonsos conceituados dinamizadores. 

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Para festejar este ano tais eventos escolheram a Praia do Pedrogão, e como convidado mais uma vez assisti ao que se chama festança à maneira. Muita animação, amizade e alegria à volta de mesa farta e recheada, que o restaurante Santola soube confecionar e selecionar a gosto dos anfitriões. 

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Muito bem regadinho não com água do mar, mas de boas castas do Esporão alentejano, e não só. Bem. Com muitas jantaradas assim chego aos máximos nos pesos e alteres.

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 Que seja por muitos anos a fazerem festas destas, e que me calhe poder continuar a partilhar da felicidade destes parentes amigos pois é sinal que também ainda por cá ando, e acordo com o céu da boca quente. 

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 Neste dia, 29 de Julho, agradeço o convite e saúdo o Xico e Lígia Afonso, por mais um aniversário de casados, e o Diogo pelo seu XVº aniversário natalício.
Parabéns a todos.

  Em vídeo é outra coisa

 

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publicado às 01:48


De visita ao mosteiro de Monte Real

por aquimetem, em 27.07.16

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No passado domingo, dia 24, foi a Monte Real, assistir à Missa na casa das Clarissas e aproveitar para conhecer pessoalmente uma bajouquense freira de corpo e alma, dessa Ordem de clausura monástica que Santa Clara de Assis fundou, suponho que em 1212, a pedido de São Francisco cuja regra redigiu e o Papa Gregório IX aprovou.

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A Portugal chegaram as primeiras Irmãs Clarissas após o falecimento de Santa Clara, em 1254, instalando-se primeiramente em Lamego.

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Alguns séculos depois chegaram a Monte Real (Leiria) cujo mosteiro foi inaugurado a 19 de Março de 1972, e onde no domingo, além da Eucaristia, em que participei, tive a honra de conhecer a Irmã Regina e por ela ficar a saber que quem presidiu à celebração dessa Eucaristia dominical tinha sido o Sr. Padre Victor Mira, um sacerdote diocesano em Missão, por terras africanas, o qual muito admiro e é um dos meus amigos virtuais que fiquei a conhecer pessoalmente e com muita pena de perder a oportunidade de pela primeira vez o poder cumprimentar. Uma vergonha, não o ter reconhecido. Mas ele não toma a mal, não se vai à igreja para ver pessoas ou vestimentas

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Conheço este mosteiro quase desde a sua inauguração, a primeira vez que ouvi falar dele foi em meados da década de 70, altura em que a pedido do saudoso padre Guedes dei boleia a duas clarissas, irmãs de sangue, naturais de Atei. Depois disso em muitas outras ocasiões ali me tenho deslocado para na sua igreja assistir à missa sempre que não tenho outra mais próxima, aquando das minhas demoras por terras do Lis. Recordo que fizemos a viagem desde Vilar de Ferreiros até Monte Real sem ouvir uma palavra da boca daquelas almas, nem um lamento de quem carregou ao colo, com dois sacos de batatas ofertados e que no carro não tinham outro espaço para os depositar. Soube então que eram irmãs de um antigo criado da Abade Miranda, e que tinham ido ao funeral de um dos seus progenitores. Nesta altura ainda era recente a comunidade das Irmãs Clarissas de Monte Real, criada de raiz pela Madre Teresa, de Vide Entre Vinhais, freguesia de Celorico da Beira, extinta em 2013, da diocese da Guarda; Comunidade que também à pouco decidiu enviar as primeiras Irmãs Clarissas para Timor, onde já se encontram 4 Irmãs, prontas para concluir a construção do primeiro mosteiro em Timor. Contam com a generosidades dos cristãos e homens de boa vontade. Devo também dizer que tenho umas sobrinhas maravilhosas que me dão destas consolações, e desta vez foi a Saozita a conduzir-me.

 

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publicado às 10:37


Enxergado a muita distância

por aquimetem, em 25.07.16

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A obra deixada pelo saudosos D. Joaquim Gonçalves e Padre Correia Guedes, que foram respectivamente bispo da Diocese de Vila Real, e pároco de São Pedro de Vilar de Ferreiros ganhou o respeito e admiração de todos os devotos e romeiros de Nossa Senhora da Graça e do "Santinho", San'Tiago. E mereceu agora por parte das forças vivas do concelho esse mesmo reconhecimento expresso na iluminação publica do santuário e recinto à volta, com que acaba de ser dotado, dando assim satisfação a um desejo da Irmandade em ver o local mais acolhedor e  durante a noite mais seguro, mediante a iluminação da rede pública.

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Mas para além das citadas duas figuras que tanto se empenharam no desenvolvimento e enriquecimento do Santuário, o “Bispo e o Padre da Senhora da Graça”, construindo obra de embelezamento e apoio ao peregrino e romeiro, não se pode ignorar a generosa colaboração prestada pelo também saudoso Sr. Manuel Lopes cujas árvores que hoje dão sombra nos recintos à volta do santuário faz recordar o seu zelo e dedicação á causa deste Santuário. Como ele, um outro vilar-ferreirense, Mário Borges Lopes, ali se mantem activo e disponível servindo na Irmandade em colaboração com o actual pároco de Vilar de Ferreiros, Sr. Padre João Paulo.

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 Preciso é também ter em conta que os principais obreiros são os fieis e amigos deste “santo miradouro” que contribuem com as suas ofertas para que as obras se façam. O que não acontece se deixam dar ou pior se não reconhecem o labor e boa e séria administração dos bens da Irmandade, como tem acontecido. Por isso mereceu e é de louvar esta generosa golfada de carinho e zelo patrimonial vinda da parte da Câmara Municipal e do seu dedicado presidente, Humberto Cerqueira, e demais colaboradores seus. Trata-se de mais uma fonte de energia a valorizar o Santuário

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Após este melhoramento ficou mais rico o Monte Farinha e mais enobrecido o trono granítico de Nossa Senhora da Graça, que até de noite passou a ser enxergado a muita distância de Mondim. Factos que destaco e ilustro com a bouça e capela do fundo, vistas à luz duma caveira…..

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  “A Caveira do Ermitão
Segundo a tradição, essa tal caveira é a do primeiro ermitão que neste monte viveu e habitou um covil, perto da fonte vizinha da represa abundante de água cristalina que servia para lhe regar a bouça, ao lado onde se situa hoje a Capela do Fundo, na encosta voltada para Campos. Foi ele que junto a esta fonte (Fonte do Ermitão) construiu a primeira capela, que não foi certamente ao gosto da Senhora, porque de noite, dizem, abandonava-a para vir para o cimo do monte. Até que um dia surpreendida nos seus devaneios pela solicitude vigilante do ermitão, resultou uma nova edificação mais ao seu agrado no cume do Monte Farinha. Precisamente no coto deste santo lugar e miradouro inconfundível do norte de Portugal. Da identidade e quando tudo aconteceu a lenda só acrescenta mais: que certa noite, quando regressava ao seu tugúrio, o ermitão foi surpreendido por um bando de malfeitores que o assassinaram junto à vizinha Pedra Alta, na vertente para Atei, vindo depois a ser sepultado, com odor de santidade, à entrada da igreja paroquial de São Pedro de Vilar de Ferreiros. Lenda, mas é de supor haver alguma dose de realidade histórica, se se tiver em atenção o piedoso respeito que desde tempos muito recuados os peregrinos e romeiros que, de perto e longe, sobem ao Monte Farinha sempre manifestaram por esta enigmática caveira que depois de retirada há anos da casa das estampas, onde estava exposta, volta agora, a esta sala, mas como simples peça museológica, e a fazer memória conjuntamente com o folclore regional que no seu reportório alude a um ermitão deste santuário Mariano vitima de malfeitores:
Nossa Senhora da Graça,
que é do vosso ermitão?
- Ao cimo da Pedra Alta,
lhe fizeram a traição”.

 

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publicado às 17:21


Só visto, contado não diz nada

por aquimetem, em 18.07.16

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Segundo a lenda, Roma foi fundada em 753 a. C. por Rómulo e Remo, que foram criados por uma loba. Mas de concreto o que se dá por certo é que os povos antigos que viviam na região do Lácio, os latinos, eram camponeses indo-europeus vindos da Ásia e do centro da Europa que se fixaram nas proximidades de Roma, onde desenvolveram uma economia baseada na agricultura e nas actividades pastoris. A sociedade nessa altura era formada por patrícios (nobres proprietários) e plebeus ( comerciantes, artesãos, e pequenos proprietários). O sistema político era a monarquia; a cidade era governada por um rei. Eram politeístas, venerando deuses como os gregos, mas com nomes diferentes. No aspecto religioso assim foi até ao reinado do imperador Constantino.

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A partir de Constantino os cristão deixam as catatumbas da Via Apia,  e a Igreja Católica passou a ter liberdade de pregar o Evangelho. Surgem as primeiras basílicas papais, com a de São João de Latrão à cabeceira. É a catedral da diocese de Roma e a Sé Episcopal oficial do Bispo de Roma, o Papa. Ela tem por isso o titulo de "igreja-mãe" ecuménica para os católicos romanos. Está situada dentro dos limites da cidade eterna, mas fora dos limites do Vaticano, no entanto como outros edifícios vizinhos, caso da igreja da Vera Cruz, gozam de direitos extraterritoriais, como propriedades da Santa Sé, pelo tratado de Latrão, de 1929. Como Latrão, outra importante basílica romana é Santa Maria Maior, a primeira igreja do Ocidente dedicada ao culto mariano.

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Aquando da unificação da península, a Itália absorveu os Estados Pontifícios e logo 1870 as tropas do rei Victor Manuel II, entram em Roma e incorporam o cidade ao Novo Estado. Tentou então o rei reparar a ocupação com o compromisso de manter o Papa como chefe de estado num bairro de Roma onde a ficava a sede da Igreja, Latrão, mas o Papa recusou-se e considerou-se prisioneiro do poder laico. Essa disputa entre o Estado e a Igreja, chamada Questão Romana, só teve fim em 11 de Fevereiro de 1929, entre Pio XI e Benito Mussolini que aceitou a proposta antes negada ao Papa Pio IX. Hoje o Vaticano é uma cidade-Estado governado pelo Bispo de Rama, o Papa. É território soberano da Santa Sé e local de residência do Santo Padre, referido como Palácio Apostólico. Só visto, contado não diz nada

 

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publicado às 20:56


Fica assim.

por aquimetem, em 18.07.16

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Na 4ª-feira, dia 13, fez anos o meu estimado "repórter fotográfico", que aqui se vê junto da avó, minha conterrânea.

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Para assinalar o evento, correspondente a 32 primaveras, os pais convidaram a avó do aniversariante, além dum tio e padrinho, mais um casal de penduras sempre pronto para festejar momentos destes.

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 Uma tarde bem passada que a mana do jovem em festa, guardou para abrir o apetite, uma interessante colecção de terços. Coisa digna de ver, e que franqueou a mostra em honra de seu irmão. Como seus pais, também estes dois manos  merecem os meus parabéns. Só agora reparei que me esqueci de identificar os figurantes. Fica assim.

 

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publicado às 10:01


Em tempo de férias até dá jeito.

por aquimetem, em 17.07.16

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Hoje já ninguém sabe se na viagem, no local de trabalho ou em sua casa tem a vida segura, o recente massacre de Nice e o golpe falhado da Turquia, são exemplo a ter em conta. Mas em contrapartida os portugueses podem se dar por felizes, além de Campeões Europeus de Futebol, primeiros em Atletismo, e agora Campeões Europeus de Hóquei em Patins é caso para não esquecer e festejar de forma exuberante. Se maneira melhor não houver para desenvolver a industria medalhística seja esta fomentada pelo Sr. PR que não tem tido mãos a medir a medalhar os nossos atletas campeões. Eu vou para ferias uns dias e não sei se por lá terei oportunidade de acompanhar o rodar do nosso quotidiano, mas na medida do possível vou fazer por isso. Comigo levo o que neste 17 de Julho já me deu para reflectir: 84 mortos, em Nice, pelo menos 265 na Turquia, e com um António Costa nos bastidores à espera que a conjuntura europeia dê uma ajuda. Se não der também se dispensa, o Zé tem cinto com buracos para apertar, e em tempo de férias até dá jeito.

 

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publicado às 15:07

 

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Foi através de Barroso da Fonte que soube da morte do Padre António Cardoso, sacerdote zeloso da missão e jornalista distinto que se notabilizou como director do Jornal “ A Voz de Trás-os-Montes”. Natural de Celeirós (Sabrosa), onde nasceu a 31/03/1922, o Padre António Maria Cardoso, faleceu a 11/07/16, no Lar de Santo António, Araucária, em Vila Real. Ordenado sacerdote em 23/12/944, pelo Bispo D. António Valente da Fonseca, foi professor, capelão militar e considerado um dos grandes pregadores da diocese. Tinha nele um verdadeiro amigo, e sempre que passava por Vila Real ia visitar. A ultima vez que o fiz recebi dele uma lição. Estava hospedado no Hotel Miracorgo, e como veio a-propósito citar o nome, pronunciei “mira côrgo” e logo o meu saudoso amigo interferiu: - aqui, em Vila Real, não se diz  “Côrgo”, mas "Córgo". Pena tive de ser preciso um Barroso da Fonte me enviar um artigo seu para receber tão triste novidade. Estes transmontanos! Foi assim, por Barroso da Fonte:
"Faleceu dia 11 e foi sepultado no dia seguinte. Completara 94 anos em 31 de Março. Veio ao mundo em Celeirós do Douro, concelho de Sabrosa. Foi ordenado pelo Bispo D. António Valente da Fonseca e celebrou a primeira Missa,em 31-12-1944. Mais tarde fez o Bacharelato na Faculdade de Letras de Lisboa e efectivou como Professor na Escola Secundária de S. Pedro, em Vila Real. Foi um dos mais conhecidos pregadores do seu tempo, ficando célebres os sermões que fez, em 1954, durante a visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, na sua peregrinação pelo distrito de Vila Real. Leccionou no Seminário de Santa Clara, no Colégio da Boavista, no Liceu de Vila Real, no Liceu Mousinho de Albuquerque, em Moçambique, onde foi Capelão militar, na Escola Secundária de Sabrosa e na Preparatória de Diogo Cão. Foi pároco de Provesende e de S. Cristóvão, Gouvães e Celeirós do Douro. Assistente religioso da UTAD. Foi presidente de Lions Clube de VR, colaborou com a Cruz Vermelha Portuguesa, Cofundador do Movimento 10 de Junho e cofundador da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar, da qual foi capelão nacional. Foi igualmente sócio Fundador e dirigente do Gabinete de Imprensa de Guimarães, do Instituto Português da Imprensa Regional e da Associação Portuguesa da Imprensa Regional. Colaborou em diversos programas das rádio Alto-Douro, na Rádio Clube de Moçambique, na Rádio Universidade do Marão e foi o substituto do Padre Henrique Maria dos Santos, como Diretor deste Jornal. Foi com ele que a Voz de Trás-os-Montes deu o salto qualitativo que ainda hoje prossegue, para ser um dos mais conhecidos, influentes e disputados Semanários do País. Escreveu mais de uma dúzia de livros e, pelo que foi, como Padre, como docente, como orador e purista da Língua Portuguesa, bem merece da sociedade Portuguesa uma justa homenagem. Vila Real que tem mostrado grande sensibilidade em perpetuar a memória dos seus mais ilustres filhos, certamente irá perpetuá-lo na sua toponímia, assim como Sabrosa e Celeirós do Douro.
O padre António Maria Cardoso deixou uma vaga difícil de preencher no clero diocesano de Vila Real, no tocante à pregação. Dotado de palavra fácil, com uma diversidade verbal rica, fluente, sóbria e numa tonalidade de voz impressionante, fascinava quem o ouvia e quase inspirou «o ponto» que os pivôs televisivos e até políticos de proa usam hoje para os seus comícios ou recados mais ríspidos para com os adversários.
A dicção favorecia-o, o gesto bem treinado, reforçava a harmonia do discurso e tudo, naquele bem falante, era agradável de ouvir. Falava-se num Padre Luís Castelo Branco, parente de Camilo como possível mestre de António Maria Cardoso. Pessoalmente fui influenciado na ânsia de imitar o Padre Cardoso, já que não conheci o Padre Luís. Mas este pedagogo, professor, jornalista e dirigente associativo, ficará na retina de muitos jovens da minha idade que passámos pelo mesmo seminário e tivemos a sorte de o conhecer por muitos e bons anos. Homens como António Maria Cardoso nascem de século a século. E é também por isso que aqui deixo a este notável Transmontano a minha profunda gratidão".

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publicado às 21:49


Roma Imperial

por aquimetem, em 11.07.16

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 Durante séculos o Fórum Romano (praça) foi o centro da vida publica dos romanos. Localizado no centro de Roma, ali se realizavam as cerimonias triunfais, as eleições, se faziam os discursos públicos, os processos criminais, os confrontos entre gladiadores, era popularmente conhecido por Fórum Magno, e o centro dos assuntos comerciais. Considerado o coração de Roma Antiga e o ponto de encontro mais famoso do mundo, em toda a história, está localizado num pequeno vale entre o monte Palatino e o monte Capitólio. Resume-se a uma longa ruína de fragmentos arquitectónicos e lugar de escavações arqueológicas intermitente de elevada atracção turística.

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Outro dos grandes atractivos romanos é o anfiteatro Flaviano, o Colosso ou Coliseu que no inicio da Idade Média deixou de ser utilizada para entretenimento, passando mais tarde a ser usado como habitação, oficina,forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão. Obra iniciada por Vespasiano de 68 a 79 d. C, foi inaugurado mais tarde por Tito, por volta 79 a 81 d. C. Imóvel colossal que inicialmente poderia sustentar no seu interior cerca de 50.000 espectadores, em três andares. No reinado de Alexandre Severo e Gordiano III foi ampliado para um quarto andar, podendo então albergar 90. 000 espectadores. Foi concluído por Domiciano, por volta de 81 a 96 d.C. Ainda que em ruínas, devido a terramotos e pilhagens é uma das “Sete maravilhas do mundo moderno”.

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 Ao lado do Colosso ou Coliseu fica o Arco de Constantino, foi construído para comemorar a vitória de Constantino na Batalha de Milvio, em 312 d. C. Foi inaugurado em 25 de Julho de 315. Assim como na Coluna de Trajano, também no arco triunfal de Constantino foi totalmente esculpido, narrando os gestos heróicos da vitória contra Massenzio. Ao tempo o Império Romano estava dividido, Maxêncio era o imperador de Roma e Constantino era o imperador da Gália, Bretanha e Hispânia. O Senado Romano resolveu construir o arco na colina do Palatino, precisamente no local onde eram realizados os desfiles triunfais da Roma antiga. Durante as guerras civis além de derrotar os imperadores Magêncio e Licínio, também lutou com êxito contra os francos e alamanos, os visigodos e sármatas. Filho de Santa Helena, se se converteu ou não ao cristianismo só Deus sabe, mas que foi no seu reinado que os cristãos passaram a ter liberdade de manifestar a sua fé publicamente é um facto, como também o de mandar educar os seus filhos à luz da fé cristã.

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 Um outro importante monumento romano é a Fontana di Trevi, descoberta no ano 19 a. C., a cerca de 22 km. da urbe, e que deu origem um dos mais antigos aquedutos que abasteciam a cidade eterna. Serviu a cidade por mais de 400 anos, e também levada por pequeno aqueduto serviu os banhos de Marco Vipsânio Agripa. A fonte de Trevi (trevo) surge devido à tradição romana de construir uma fonte no fim do aqueduto que trás a água desde a nascente. Esta tradição foi reabilitada com o Renascimento, no século XV, graças ao Papa Nicolau V que determinou fosse restaurado o aqueduto da Água Virgem, construindo no seu termo um receptáculo para receber a água, com projecto do arquitecto humanista Leon Batista Alberti. Corrigindo assim um dos atentados dos invasores godos em Roma que destruíram todos os aquedutos durante as Guerras Góticas, o que obrigou os romanos na Idade Media a terem de se abastecer de água em poços poluídos e da impura água do Tibre, onde desaguavam os esgotos da cidade. A designação de Acqua Vergine ( água virgem) deve-se ao fato da descoberta da nascente, estar relacionada com uma jovem que teria indicado uma fonte aos soldados do famoso general Agripa que estavam sequiosos e em homenagem a esse acontecimento se deu o nome à água que alimenta a Fonte de Trevi.

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publicado às 20:55


Aos vitoriosos 23 campeões.

por aquimetem, em 11.07.16

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Pela primeira vez Portugal ganhou o Campeonato da Europa da UEFA, juntando-se a outras seis nações que já conquistaram a Taça Henri Delaunay. H. Delaunay foi dirigente futebolista e árbitro francês famoso assim como jogador da equipe parisiense Étoile des Deux Lacs.

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 Em 2004 o campeonato decorreu em Portugal, e como agora também fomos até à final, onde no estádio da Luz fomos batidos pela Grécia. Desta vez vingamo-nos e no estádio de Sant-Denis, batemos a França por 1-0, e assim se conquistou o primeiro título de selecções sénior, graças a um golo marcado por Édar na segunda parte do prolongamento.

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Há mais de 40 anos que Portugal não ganhava à França, por isso esta vitória tem um sabor redobrado que torna a carreira de Fernando Santos, como seleccionador, num verdadeiro marco histórico que jamais se apagará da memória dos seus concidadãos.

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Mas como ele também os seus pupilos acreditaram e com muita fé e determinação se uniram, a modos de formar uma só peça, afim de materializar o projecto arquitectado pelo Eng. Fernando Santos desde que tomou o cargo de seleccionador português. É com os seleccionados e os nossos imigrantes, mormente os radicados em França, o herói desta vitoriosa conquista futebolística.

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 Entramos na fila dos que apenas só ganharam uma vez e que são: União Soviética, em 1960; Itália, em 1968; Checoslováquia, 1976; Holanda, em 1988; Dinamarca, 1992; Grécia, em 2004, e Portugal, em 2016. Todos os restantes já visaram. 

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Foi uma loucura o que se viveu após o apito final do árbitro que tudo fez para estragar a festa dos portugueses; aquela infracção do adversário sobre Cristiano Ronaldo, obrigando-o a abandonar o relvado aos 25 minutos de jogo, sem nem um amarelo mostrar, foi mesmo de quem estava inclinada para a vitória da França.Ou não, mister Mark Clattenburg ?

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Mas tudo foi ultrapassado e o prémio acabou por nos calhar. As lágrimas de Cristiano produziram bons frutos.

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No meio disto tudo ressai ainda, o acompanhamento que os mais altos magistrados da Nação deram pessoalmente ao evento, com deslocações in loco às "arenas" onde os combates se deram. Aqui, não aplaudo muito, por ter sido à conta do pagode que dizem empobrecido, mas quando há bola o dinheiro aparece. Não sei o que os nossos credores internacionais pensaram a respeito desta euforia governamental.... Mas tudo bem, uma vez que o duelo até foi hoje, dia 11, celebrado com uma merecida condecoração individual aos vitoriosos 23 campeões.

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publicado às 17:35


E os nossos....

por aquimetem, em 09.07.16

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Como em Portugal, também fora do país há invejosos interessados no cargo que Durão Barroso foi convidado a ocupar. É um cargo apetitoso, pois trata-se da presidência do Goldaman Sachs, que muitos desejavam ocupar mas que não é para qualquer dos politiqueiros que por ai circulam a esmo, e ninguém os quer. Até da França foram vários os líderes políticos a considerar que existe um conflito de interesses;  e que daí exigem a revisão das regras para evitar o recrutamento de antigos comissários europeus. Tadinhos....,tão honestos...estes “xuxas” francesinhos, e os nossos....

 

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publicado às 22:37

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