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De São Sebastião a Pádua

por aquimetem, em 29.06.16

 

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 Daqueles passeios bonitos que dei em tempos idos, São Sebastião fez parte do meu roteiro, e do que nunca mais perdi da retina foi a imagem da praia de La Concha, e do funicular de Igueldo. Cidade espanhola situada no Pais Basco, tem no Festival Internacional de Cinema e na festa de São Tomé dois importantes atractivos que obrigam a parar, mesmo quem de passagem pela sua fronteira vai de viagem pela Europa.

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Nem sempre aconteceu comigo, que tem sido só mesmo de passagem para almoçar e seguir caminho, com bagar apenas por duas ou três ocasiões. Uma delas foi em viagem para Itália, com demora em Lordes, Nimes, Nice e no Mónaco. Nimes além da sua importância histórica, onde a romanização ficou bem patente no seu coliseu, conta ainda com a fama que lhe advém do seu Costieres de Nimes Virgile, vinho de renome francês. E antes de entrar na Itália foi outra demorada visita a Nice e ao Principado do Mónaco. Do Mónaco cuja capital é Monte Carlo, encantou-me a Catedral, os jardins, a marina, e a vida social que se faz ali, sobretudo fora e dentro do Casino, luxo de alta roda! E tanta gente sem pão

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Depois, deixando a França, foi continuar a viagem com destino a Milão. Nunca na minha vida por tantos túneis tinha passado, uns noventa e três tenho presente que contei, até chegar ao planalto de que o rio Pó é veia arterial. Capital da região da Lombarda, a comuna milanesa é das mais importantes da Itália, quer em comercio, industria, arte, musica, desporto, literatura e arte, conhecida mundialmente é também por capital do design. Dos monumentos a não perder de visitar é a Catedral e o Teatro alla Scala.

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A etapa a seguir foi com destino a Veneza, com quatro noites no hotel, para visitar a região. O que mais gostei foi de Pádua, porque Veneza é sedutora e passeio de barco em que viagem até à Praça de São Marcos, encantadora, mas, há sempre um mas, as melgas são atrevidas e picam que se farta. Foi lá que pela primeira vez provei piza, e não fiquei cliente.
Pádua sim! Por alguma razão lá viveu e morreu Santo António de Lisboa, que os italianos dizem de Pádua. A uns 25 km de Veneza, a bonita cidade italiana sede de uma antiga e prestigiosa universidade são muitos os testemunhos do seu passado histórico, cultural e artístico como é timbre desta região do Vêneto, a nordeste do país. Hoje famosa por em virtude da ali ter vivido e falecido Santo António, em 1231. É festejado pelos paduanos como festa del Santo.

 

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publicado às 23:43


À altura da sua santidade

por aquimetem, em 28.06.16

 

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Na igreja de Fátima teve lugar a Missa de acção de graças em louvor de São Josemaria Escrivá, que no dia 26  teve o seu dia natalis, mas por ser domingo só ontem 2ª-feira se realizou.

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Presidiu o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente; participando também o Núncio Apostólico em Portugal (embaixador da Santa Sé), D. Rino Passigato. Na homilia o Sr, Cardeal Patriarca pôs em destaque o empenho do Opus Dei, como parcela da própria Igreja, no cuidar da formação e transmissão da doutrina evangélica aos filhos de Deus, nos meios e locais, onde os seus membros, fieis normais e correntes, trabalham.

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Como sempre uma eucaristia muito participada, e reveladora da força espiritual que anima os membros do Opus Dei, bem como dos demais amigos e devotos de São Josemaria. No final da Eucaristia a Vigário Regional em Portugal, Mons. José Rafael Espírito Santo agradeceu a presença de todos os participantes, e em particular daqueles que se disponibilizaram para que São Josemaria Escrivá tivesse um dia de festa à altura da sua santidade. E teve.

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À semelhança de Lisboa, também noutras terras e dioceses foi  celebrada Missa com a mesma intensão, como por exemplo: Benedita, Braga, Coimbra, Estoril, Évora, Faro, Funchal, Lamego, Porto, Setúbal , Vila Real e Viseu. Também em Luanda, às 18h00 locais, presidida pelo núncio apostólico em Angola e São Tomé, D. Petar Antun Rajic.

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publicado às 14:40


Santuários marianos

por aquimetem, em 27.06.16

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Há muitos anos que no mês de Maio costume fazer uma “romaria” ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel com um grupo de amigos também devotos de Nossa Senhora. Fica situado no concelho de Sesimbra, distrito de Setúbal. Com mais de 600 anos, a igreja deste santuário foi iniciado em 1701 e sagrada em 1707. A devoção surge à volta de uma imagem encontrada em cima de um rochedo e mereceu dos crentes dotar o sítio com uma pequena ermida que deu origem ao famoso santuário que hoje é. Só uma visita ao local dá do local a imagem autêntica. E da vizinha e sedutora Arrábida, vamos em demanda da capital do Minho, para falar do Sameiro. Foi numa dessas viagens que adquiri este postal, não sei quando.

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 Começou por um simples monumento em honra da Imaculada Conceição, em 1854, logo a iniciativa do Padre Martinho António Pereira da Silva ganha o carinho do povo português de modo que em Junho de 1870 começa a construção de uma capela perto daquele monumento. Não é preciso adiantar mais, a não ser que em 1964 o Papa Paulo VI elevou o Santuário à categoria de Basílica , e em 15 de Maio de 1982 teve a visita de São João Paulo II. O qual lhe concedeu a Rosa de Ouro, em 2004. – Este postal foi-me enviado pelo saudoso pintor sacro Sebastião Pinto da Silva, pelo Natal de 1986.

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 Continuando no Minho vamos de Braga por Guimarães e Fafe, onde pela EN 206, depois de em São Gens atravessar a Pica,  atingir o planalto  e entrar na Lameira, já do concelho de Celorico de Basto. Ali, ainda antes de perder de vista o vale de Ave, para penetrar no vale do Tâmega, uma placa indicativa, à nossa direita, aponta a direção do vizinho alto do Viso, onde uma imagem de culto mariano com aquele titulo atrai muitos devotos. O culto é antigo, e consta na lenda das “Sete Santas Irmãs” que o povo conta também, com santa ignorância. São elas: NS da Graça, NS dos Remédios, NS das Neves, NS das Graças, NS da Ourada, NS do Porto e Nossa Senhora do Viso. Situada a 856 metros de altitude, esta ermida além do espectacular miradouro, oferece aos visitantes uma zona de lazer excelente, onde sossegadamente o forasteiro pode reflectir descansar e gozar do panorama que o Monte do Viso deixa ver. Tem festa grande no 2º domingo de Setembro, que o Arciprestado de Celorico costuma aproveitar para fazer a sua peregrinação anual. Uma das preces mais repetidas ali é esta: “ Nossa Senhora do Viso dai-nos juízo até à hora da morte”. – Este postal foi-me enviado pelo saudoso Padre Guedes, em 13/VI/1970.

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 E já nas margens do lado esquerdo do Tâmega, em terras do concelho de Mondim de Basto, em Tras-os-Montes,  temos o Monte Farinha assim descrito: 

Do Santuário de Nossa Senhora da Graça já está tudo dito e sabido face à divulgação que lhe tem sido dada, e com justo merecimento, pois além do trono que é da sua padroeira, é também o mais sublime miradouro da região de Basto e no género o mais belo de Portugal. À volta deste santuário e do relevo paisagístico onde se situa sou desde há muitos anos zeloso divulgador dos seus encantos e denunciador do que de nefasto possa denegrir aquela pirâmide verde que Nossa Senhora da Graça coroa. Deste vez não recomendo nenhum dos blogs que abrem por aquimetem, mas antes citando IGOGO que sem dizer muito, diz tudo. Este postal com o altar de NS da Graça, foi-me enviado da aldeia de Vilarinho, em 08/09/1980, pelo meu conterrâneo José Francisco Borges Lopes.

 

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publicado às 23:12


Gente alegre e laboriosa

por aquimetem, em 25.06.16

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 A igreja da Bajouca vista do Casal dos Afonsos 

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Em terras de Santo Aleixo, este ano só no próprio dia é que São João foi festejado com direito a fogueira, a véspera era dia de trabalho e os bajouquenses não brincam em serviço. Pena tive de não poder assistir e dar também um pulo por cima da labareda como é tradição nesta quadra das festas populares. Aqui o anfitrião mais o mano Silvino agarrado às canadianas.

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Por volta das 19h00 a Bajouca Centro encaminhou-se para a rua da Fonte, parou no barracão do ti Bernardino Afonso disposta a festejar o São João. Apostos, os obreiros da festança, com as sardinhas, as febras, pão e vinho e respectivos grelhadores a jeito deram inicio à função.

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Muitas bocas e também bom apetite não faltaram ali. É no entanto o prazer de conviver que dá valor e significado a convívios destes, e que na comunidade bajouquense são modelo a seguir.

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Ali não há rico nem pobre, há pessoas que se querem e estimam, sabendo cada um ocupar o seu lugar. Sinto-me bem, ligado a esta gente alegre e  laboriosa. Fresquinha e boa!

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 Foi até ao romper do dia 25, que já não era dia de São João, mas outro dia….Para o ano há mais, e se Deus deixar prometo não fazer como este ano. Olha as febras!

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publicado às 15:31


Chamada à santidade

por aquimetem, em 22.06.16

 

 

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Mais uma vez a igreja de NS de Fátima, na Av. de Berna, vai ser pequena para receber os fieis e amigos do Opus Dei, que na próxima 2ª-feira, dia 27, ali se juntam para participar na Eucaristia de acção de graças em louvor de São Josemaria Escrivá, pelas 19h00. Preside D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, além do mais como que prova de conhecimento pela generosidade e missão exclusivamente espiritual do Opus Dei, patente nos frutos apostólicos produzidos ao serviço da Igreja, desde que foi fundado, em 1928, até ser instituído como Prelatura pessoal da Igreja Católica, em 1982. O Dia de São Josemaria Escrivá é a 26 de Junho, mas como este ano calhou ao domingo, e ao domingo, a Igreja não festeja os santos, por ser o Dia do Senhor, passou para segunda-feira. 

Esta instituição da Igreja Católica tem como função principal formar os fieis da prelatura com boa e sã doutrina evangélica por modo a que cada um a pratique e desenvolva no lugar que tem na Igreja e no mundo, promovendo à sua volta um ambiente de paz e alegria que desperte em todos uma chamada universal à santidade.

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publicado às 23:46


Um dos adornos arquitectónicos de Sintra

por aquimetem, em 22.06.16

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 Neste postal, que por acaso até me foi enviado de Lisboa para a Praia do Pedrógão, em 02/08/ 82, onde estava de férias, podemos apreciar três dos mais importantes monumentos públicos da capital que são também dos mais visitados e admirados da urbe lisbonense. Temos em grande destaque o Padrão dos Descobrimentos, obra do arquitecto Cottinelli e do escultor Leopoldo de Almeida, que numa primeira fase foi erguido em 1940 e integrado na Exposição do Mundo Português; e finalmente é reconstruído em 1960 para assinalar os 500 anos da morte do Infante D. Henrique. Outro importante monumento é a Torre de Belém, o mais expressivo de Lisboa, que vizinho do Padrão, se situa também na margem direita do Tejo, onde outrora existiu a praia de Belém. A escassos metros fica o monumental mosteiro dos Jerónimos ou Mosteiro de Santa Maria de Belém, que foi da Ordem de São Jerónimo. Obra do século XVI, e como a Torre de Belém ícones da arquitectura do reinado de D. Manuel I.

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Mas não se fica por aqui esta freguesia da zona ocidental de Lisboa, outro dos seus atractivos turísticos é o Museu dos Coches que até há pouco esteve situado no antigo picadeiro do Palácio de Belém e agora mudou para edifício próprio, construído de raiz no espaço que foi as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, a minha casa de trabalho durante muitos anos. Foi inaugurado, em 23 de Maio de 1904 por iniciativa da rainha D. Amélia, esposa do Rei D. Carlos I.  Este postal não tem data, mas já tem uns anos bons.

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Deixamos Belém com o seu muito que tem para visitar , do mais famoso ao mais singelo - como o Chão Salgado - e tomando a direcção da foz do Tejo até Cascais, para daqui a caminho do Guincho, fazer uma visita à Boca do Inferno. Mais concretamente, a Boca do Inferno situa-se na costa Oeste da vila de Cascais, e o nome de “Boca do Inferno” é atribuído por analogia morfológica e ao efeito assustador que as ondas ali se fazem notar. Local de lazer e onde se pode gozar de uma paisagem maravilhosa, só se recomenda cuidado porque a falésia é desprotegida. E o mar gosta dos atrevidos. Sempre que passo por ali, não dispenso uma paragem demorada. Postal que me foi enviado em 27/03/72, por uma pessoa amiga de Travassos-Bilhó (M. de Basto)

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 Um pouco à frente da Boca do Inferno fica a ventosa praia do Guincho e não muito afastado temos o Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa. Não constando no programa desta visita, seguimos por Malveira da Serra, direitos à Lagoa Azul com destino a São Pedro de Penaferrim, ao encontro do Palácio da Pena, e este postal que recebi em 22/09/72, mostra um pormenor seu. Localizado na vila de Sintra, o Palácio Nacional da Pena, vulgarmente designado por Palácio da Pena ou Castelo da Pena, este histórico imóvel representa uma das principais referências do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo, distinguindo-se como o primeiro palácio nesse estilo em toda a Europa. É o monumento mais visitado de Portugal, e um dos adornos arquitectónicos de Sintra  

 

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publicado às 21:57


Lá deixei o meu jardim

por aquimetem, em 20.06.16

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Um fim de semana à maneira foi este que passei na capital do barro leiriense. Cheguei logo após o dia de Santo António, é já na 5ª-feira fui convidado a ir lanchar ao Pedrógão, depois outro convite e no sábado mais um lanche agora no Olival da igreja da Bajouca.

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 Além do convívio são e alegre, que caracteriza os bajouquenses, é sobretudo saudável este relacionamento fraterno que nos leva a mudar de ambiente, tão precioso para quem vive na cidade. Depois porque aqui estando-se na aldeia as pessoas têm à mão tudo quanto  precisam para se abastecerem, desde minimercados até às farmácias, e de cafés a bombas de gasolina. Transportes públicos é que nem tanto, mas os clientes também não são muitos, toda a gente tem o seu carro.

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 E tem mais os bajouquenses um gosto muito semelhante ao meu, o de passear e conhecer terras e costumes alheios aos da sua aldeia. No domingo, dia 19 lá foi uma excursão com as crianças da Catequese até Viseu, para na cidade de Viriato darem também a saber aos mais jovens algo da nossa história que nos é contada pelas Cavalhadas de Vildemoinhos.

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 Trata-se de uma celebração tradicionalmente portuguesa com origem nos torneios medievais, onde os aristocratas exibiam em espectáculos públicos a sua destreza e valentia, e por norma envolve temas do período da Reconquista cristã.  

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Não fui, porque na 2ª-feira Lisboa esperava por mim; daí que lá deixei o meu jardim

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publicado às 14:32

 

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Ontem houve festa no Olival da igreja da Bajouca, fui o encerramento da Catequese. Com missa às 17h00 celebrada pelo Sr. Padre Baptista contou com a colaboração do grupo musical Luz Sem Tempo que abrilhantou e deu realce a um coro constituído pelas crianças do 1ºano de Catequese. Foi bonito de ver e de louvar a Deus.

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No fim da Eucaristia, os pais, as crianças e os catequistas juntaram-se, no olival paroquial, em animado convívio à volta de um apetitoso lanche partilhado que o grupo musical dinamizou e pôs toda a gente alegre e em pé de dança.

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Sem descendência integrada no festivo evento pesou a muita amizade que devo à comunidade, e que valeu um convite de pessoa amiga para também partilhar neste fraterno convívio bajouquense

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E muitos foram os participantes a darem vida à festividade que terminei com um cafezinho no Sousa, da Bajouca Centro. Se jantei? – Com lanches destes ninguém na Bajouca janta, também eu não. Pena tive de hoje, domingo, dia 19, não poder tomar parte no passeio a Viseu, e assim, também a 100% , partilhar neste encerrar do ano da catequese de 2016. Além de perder uma boa ocasião de assistir às Cavalhadas de Vildemoinhos que a modos das festas populares animam as ruas de Viseu nesta ocasião. 

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Que ali estive não posso esconder e uma das bajouquenses que mais do seu tempo disponível coloca generosamente ao serviço do bem comum, é a Fernanda Capitão, e sempre de cara alegre. Que me desculpe, mas as verdades são para se dizer.

 O vídeo mostra melhor o que foi a  tarde de deste ultimo sábado, na paroquia de Santo Aleixo da Bajouca.

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publicado às 23:19


Visitar para poder falar

por aquimetem, em 18.06.16

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Vou começar por este postal que me foi enviado de Braga, em 14/7/86”, pelo saudoso pintor bracarense Sebastião Pinto da Silva, e cuja ilustração quero aproveitar para prestar homenagem às cores alegres e garridas do “traje à moda do Minho”. Indumentária regional que dantes se circunscrevia a Viana do Castelo, mas logo cativou o gosto de todo o rapaz e rapariga minhota. Não podia Barcelos ficar indiferente a essa particularidade que tanto caracteriza as terras do Baixo e Alto Minho, e que com a lenda do Galo, tanto notabilizam o folclore e a etnografia portuguesa. Desta faz parte  o inocente galego que condenaram à forca dela se livrou, porque já no cadafalso advertiu “ é tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcar”. Assim aconteceu, graças a um milagre que atribuiu a São Tiago e a Nossa Senhora. Motivos  de nomeada que dão fama à terra que tem na Festa das Cruzes ( 3 de Maio)  o seu mais importante cartaz festivo e um dos principais do norte de Portugal.

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Minho arriba , como se dizia na região de Basto, vamos por Valença atravessar o rio Minho que faz fronteira de Portugal com a Espanha, e logo entramos e Tui. É um município raiano da comarca do baixo Minho espanhol, província de Pontevedra, comunidade autónoma da Galiza. Junto ao rio Minho, é a principal fronteira por caminho de ferro e auto-estrada, entre a Galiza e Portugal (Valença do Minho). Foi a primeira terra de Espanha que visitei há mais de meio século, e recordo que era aqui que se gastavam as ultimas pesetas, em moeda, que sobravam da viagem. Do seu abundante e rico património ressai a Catedral de Tui que durante o domínio visigodo foi uma das sedes episcopais do reino da Galécia. Foi depois capital de uma das sete províncias do antigo Reino da Galiza até 1833. Sou admirador desta terra que deve o nome aos romanos e é mencionada por Estrabão e Ptolemeu. Postal sem data, mas já tem idade….

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Este simpático município que integra a área metropolitana de Vigo, fica na província de Pontevedra, comunidade autónoma da Galiza. Importante zona turística, Baiona limita com o Atlântico, Nigrán, Oia, Gondomar e Timiho. Este postal foi-me enviado de Vigo, pelo saudoso Arménio Tavares, em 07/09/79. À data ainda no sedutor Passeio Elduayen, se podiam estacionar os carros, agora não. Pormenor do passeio e do cais. Dista de Vigo uns 20k.

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 E vamos-nos Galiza fora, alheios aos “Caminhos de Santiago” , até Compostela para, na catedral, dar um abraço ao Apostolo. Cidade sede de município, capital da comunidade autónoma da Galiza, pertence à província da Corunha e da comarca de Santiago. Cidade mundialmente famosa por conservar o corpo de um dos apóstolos de Jesus Cristo. Ali acorrem romeiros de todo o mundo, o que faz da cidade um dos mais importantes locais de peregrinação, só igualado por Roma e Jerusalém. Foi isso que me levou a visitar, pela primeira vez, terras da Galiza-Espanha. Fiquei seduzido, e sempre que posso repito. Todo o seu centro histórico (cidade velha) é Património Mundial da UNESCO, desde 1985; também em 1993, o Caminho de Santiago foi incluído na lista que já estava classificado como primeiro itinerário cultural europeu pelo Conselho da Europa, em 1987. Em 2000 foi capital europeia da cultura, uma das primeiras. Em conclusão: Nada como visitar para poder falar

 

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publicado às 20:58


Um gaio no meu quintal

por aquimetem, em 18.06.16

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Como adiantei em post anterior, a aldeia é um manancial de surpresas sempre que se esteja atento ao que a natureza constantemente pousa diante dos nossos olhos. Foi o sabugueiro e agora foi uma ave dos bosques que parou em frente da minha janela, mas nem tempo me deu para lhe tirar uma foto: era um gaio. Não é pássaro que goste muito de se mostrar, talvez por se aperceber que o ser humano até das suas penas bonitas gosta para pôr no chapéu ou na lapela do casaco. Que é ave bonita, não há duvida, por isso dever estar protegida na lei da caça.

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Visto que não  se deixou  fotografar, fui apanha-lo à net. e aproveitei um convite do Leonel que com a mãe nos veio desafiar a sair de casa e lá fomos juntos lanchar ao Pedrógão e ver a praia. O mar estava uma maravilha e sereno como se quer durante a época alta de veraneio. Ainda pouca gente, por isso também as maquinas estão activas no embelezamento das artérias, colocando tapete novo de asfalto, desde a rotunda das Cáritas até à do Campismo. Está a ficar bonito e bem merece esta praia que é a única do concelho de Leiria .

 O vídeo mostra melhor

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publicado às 11:50

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