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Do Corgo até ao Cavado

por aquimetem, em 30.04.16

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 Rio a cima, vai se dar à terra do Menino Jesus da Cartolinha, Miranda do Douro, uma cidade portuguesa do distrito de Bragança, Região Norte e sub-região de Trás-os-Montes.Tem língua própria que se fala nas Terras de Miranda: o mirandês. O povo do Planalto Mirandês é piedoso e crente, a devoção ao seu “Menino Jesus surge quando já se tinha propagado o celebre caso do Menino de Milhão que repica os sinos e aclama o Rei D. João IV, no dia primeiro de Dezembro de 1640”. Não é portanto devoção original, mas que se trata de uma imagem bem esculpida dos finais do século XVII está demonstrado. No século XVIII, a imagem ainda não tinha cartolinha, alguém depois se lembrou de dotar a imagem com uma cartola nos finais do século XIX ou nos princípios do século XX. Venera-se na Se Catedral (séc. XVI) e é Monumento Nacional, digno de ver. O Menino Jesus da Cartolinha ali tem a sua festa à volta do dia de Reis, muito concorrida e em procissão levado em andor ao ombro por quatro meninos que se revezam. Enviado 22/10/72 pelo padre Guedes.

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Descendo paramos em Murça, onde a “porca” é seu ex-libris. Vila em franco desenvolvimento entre Vila Real e Mirandela. É uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Vila Real, à Região Norte, à sub-região do Douro e à antiga província de Trás-os-Montes e Alto Douro. Celebre pela “Porca de Murça” que mais não é que uma escultura celta representando uma das divindades desse povo, o javali/urso/porca. Esta se destaca por ser a mais bem conservada, em toda a região como por todo nordeste da Península Ibérica. Um concelho a visitar com tempo para isso. Mais um dos postais enviados pelo saudoso Pedre Guedes, em 15/11/71.

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 De volta a Vila Real, agora para lembrar uma velha memória que tenho na retina do Hotel Tocaio, vizinho deste amplo edifício dos CTT, jóias da cidade que deram fama à rainha do Corgo. Gente fidalga por ali passou e levou boa imagem dos vila-realense. Era um encanto para mim nos anos 50 olhar aqueles monumentais edifícios que na montanha não havia. Não só eu, ainda há pouco lia duma senhora que no Tocaio se hospedou, fazer as melhores referências. A Engenheira Ana Maria Nazaré Pereira que foi a primeira professora doutorada da UTAD, quando ali chegou em 1977. Esta alfacinha que foi do Restelo, recorda também que fazia sala na Pastelaria Gomes e... tricô. Como o hotel Tocaio, também a “taberna do Alemão”, outro marco da cidade, afundou e deixa mais pobre Vila Real.  Enviado pelo Padre Guedes, 12/VIII/68.

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 E de Vila Real, demos um salto do Corgo até ao Cávado para tomar um banho salutar, não no rio, mas nas termas de Caldelas que desde o tempo dos romanos são conhecidas naquela vila do concelho de Amares, a cerca de 15km da cidade de Braga. Na zona de transição do Baixo para o Alto Minho, esta estância termal é sitio de quem carece de  tratamento para o aparelho digestivo (especialmente intestinos) e o certo é que  anualmente desde Maio a Outubro são aos milhares os aquistas escolher esta pérola da natureza que se situa no “Coração do Minho”. Este postal foi-me deli enviado, em 18/V/1980, por um casal amigo, São e Urbano.

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 No concelho de Amares se situa também o famoso santuário de Nossa Senhora da Abadia, não muito afastado de São Bento da Porta Aberta, já em Terras de Bouro. São terras envolvidas pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês. Um espaço sedutor que abrande território de 22 freguesias distribuídas pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Este área protegida forma um conjunto com o parque natural espanhol da Baixa Limia-serra do Xurés, constituindo com este, desde 1997, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés. Este postal não tem data, devo tê-lo adquirido numa das visitas ali feitas.

 

 

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publicado às 22:42


Para zelar por nós

por aquimetem, em 26.04.16

 

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Eu creio que a resposta foi bem dada: “ Não recebemos lições de ninguém sobre consensos”, respondeu com razão, o líder da bancada do PSD, Luis Montenegro, aos jornalistas no final da sessão solene das comemorações do 25 de Abril. Concordando com o apelo do Sr. Presidente da Republica aos consensos partidários, no entanto ninguém informado da forma como o actual governo chegou ao poder, deixará de não dar razão ao governo derrubado quanto a esta sua atitude. Eu dou. Até porque sabido que durante o tempo em que o PSD/CDS foi governo, e pediu esse consenso aos partidos da oposição, não o conseguiu. Foi mais uma jornada de festa a recordar um evento ocorrido a 42 anos. Já falei dele e gastei muita tinta e papel, agora uso mais a internet, para poupar tinta… Dos meus heróis relacionados com o histórico acontecimento, muitos deles já partiram…., outros perdi-lhe o rasto. Um Jaime Neves e um Salgueiro Maia; e dos que a morte ainda não venceu, incluo um Manuel Monge e um Franco Charais, militares que sempre considerei. Nestas cerimónias que pecam por demasiado folclóricas, gostei da promessa feita pelo Sr. Presidente da Republica, em Santarém, de condecorar, a titulo póstumo, Salgueiro Maia, com O Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique. Neste não é banalizar as comendas, que se devem atribuir ao mérito de quem presta serviços relevantes à nação. Dos 42 anos do 25 de Abril, bem gostava de poder dizer melhor, mas sem mais retórica fico-me pela opinião de Inês Cardoso, e basta-me para encerrar a jornada: “Cerca de 4,5 milhões de portugueses nasceram - nascemos - depois da madrugada em que emergimos da noite e do silêncio. Mas continuamos à espera de dias inteiros e limpos. Sem memórias vividas de um dia 25 longo e frenético. Mas, pior, nem sempre despertos para uma liberdade eternamente incompleta. Enquanto mais de um quinto dos portugueses viver no limiar da pobreza. O desemprego atingir 622 mil pessoas e milhares de outras mantiverem vínculos laborais precários, desempenhando funções que não são devidamente remuneradas. Enquanto as ruas estiverem habitadas por gente sem rosto, sem abrigo e sem futuro. Ou o acesso à educação for diferenciado e limitado por razões financeira”. O mais que se passou neste 25 de Abril de 2016 foi: cada um opinar e fazer crer aos fieis seguidores que podem estar sossegados que lá os temos para zelar por nós….

 

 

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publicado às 16:48


Os anos fazem-nos destas partidas

por aquimetem, em 24.04.16

 

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Não sei ao certo o ano em que fui pela primeira vez a Lourdes, é uma vergonha mas esqueci-me. Tenho presente um postal que de lá dirigi a minha esposa e filhota, a 10/05/92, mas certamente não corresponde à primeira visita que fiz a este famoso santuário mariano.

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Mas recordo-me de ter pernoitado em Irura-Tolosa, no hotel Lasquibar, um espaço acolhedor que muito apreciei e passei parte da noite no bar, em ameno bate-papo com ferrenhos “bascos” que conheciam Portugal bem melhor do que eu. Irura é um município da provincia de Guipúzcoa, que fica entre Tolosa e São Sebastião.

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Quipúzcoa é uma provincia espanhola do País Basco, que tem por capital San Sebastián (em espanhol) ou Donostia (em basco) é uma provincia autonoma. A comunidade Guipúzcoa, limita com o departamento francês dos Pireneus Atlânticos. Aqui o parque de Alderdi-Eder e Ayuntamento.

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Atravessada a fronteira para o lado de França, vamos pelas margens do Gave, um pequeno rio francês, ao encontro de Lourdes, cidade situada no departamento dos Altos Piríneus, onde se situa um dos maiores centros de peregrinação do mundo cristão. Ali, como mais tarde em Fátima aos três pastorinhos, apareceu Nossa Senhora a Santa Bernadette Soubirous, em 1858.

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Deixamos Lourdes e vamos de regresso a Portugal, agora passando por Andorra, um Principado que tem por capital Andorra-a-Velha. Situado na cordilheira pirenaica, entre a Espanha e a França, este pequeno país europeu é o único onde oficialmente se fala o catalão. País muito prospero graças ao turismo e pelo seu estatuto de paraíso fiscal.

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 Saindo de Andorra entramos em território espanhol, Huesca, com destino a mais outro famoso santuário que fica na rota dos santuários marianos, aqui entre o Pilar e Lourdes.

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É do santuário de Torreciudad que se trata, um templo em honra da Virgem Maria e cuja construção foi impulsionada por São Josemaria Escrivá, um sacerdote catalão louco por Nossa Senhora que nos conduz ao seu amado Filho. Sobranceiro à represa de El Grado, entre as comarcas de la Ribagorza, Somontano e Sobrarbe, é cercado pelo Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido. Lugar de sonho para visitar e repousar em contemplação. Fala quem já experimentou por mais que uma vez.

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E continuando em peregrinação e passeio cultural, quem em Huesca tomar a estrada de Barcelona-Madrid, vai encontrar após cerca de 180 km, um paraíso escondido que só visto, e não contado, dele se pode fallar. Quem vier neste sentido, na Autovia A-2, sai ao km. 231 (Nuévalos-Monasterio de Piedra). Além do Mosteiro Cistercense (ano 1195), com visita guiada, o parque é uma verdadeira jóia da natureza, onde a flora e a fauna regional e ibérica se mostra e deixa admirar, regaladamente. Ir com tempo, porque pelo menos uma tarde é forçoso gastar. Fica a 229km. de Madrid, e a 105 km. de Saragoça. Nunca me canso de visitar aquele monumental espaço turístico .

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 Encerro este post com um postal enviado por um celoricense, António Teixeira Marinho, que mo endossou de Valladolid, em 08/04/71. Nunca mais soube deste amigo que foi colaborador do Noticias de Basto. Os anos fazem-nos destas partidas.

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publicado às 16:19


Coisas da nossa história

por aquimetem, em 21.04.16

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Foi me enviada da Ribeira Brava, em 04/ 08/1974, ainda o selo por avião custava 1$50. Bons tempos, não fora abrir a boca ter de ser com respeito e palavras medidas. Mas havia ordem e os corruptos eram corridos… Os ordenados eram pequenos, mas davam para poupar e também dar o seu passeio mais alargado como foi o caso deste meu amigo Martins que de lá mo enviou. As casas típicas madeirenses que representa começam a rarear, numa das recentes visitas feitas ao arquipélago, só em Santana é que as vi com certa implantação. Santana, povoação que dizem teve inicio por volta do ano de 1550, graças a minhotos de Braga idos do continente, por isso ainda hoje aos naturais de Santana é dado o alcunha de “bragados”.

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Da Madeira vou através deste postal cuja data desconheço evocar entre outras as que nele constam referenciadas: Quarteira, Praia Oura, Albufeira, Armação de Pêra, Praia da Rocha e Praia Dona Ana. Quarteira tem uma das mais concorridas praias algarvias com cerca de 2km de areal, perto fica Vilamoura que fala por si, e os turistas e veraneantes por Vilamoura. Também na gastronomia dá cartas. Outras das praias notáveis é Praia Oura a leste de Albufeira perto da zona de lazer e cercada de rochedos. A marina de Albufeira é outro atractivo da região. A oeste de Armação de Pêra fica situada a Praia da Cova Redonda, a Praia da Rocha, assim como na Costa d´Oiro de Lagos, a Praia Dona Ana. Um mundo de sol e areal desde Aljezur até à foz do Guadiana. Para quem gosta de praia

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 Mas o Algarve para além das praias tem um património cultural e artístico do mais alto calibre, onde a vertente religiosa marca pontos, como em Loulé acontece com Nossa Senhora da Piedade que tem o seu zelado Santuário no topo de um cerro sobranceiro à cidade do poeta António Aleixo. Templo católico edificado em 1553, ainda não muito o visitei, dele fiz o meu arrazoado e devo ter adquirido este postal. Ali se faz festa rija, em honra da Padroeira, na segunda-feira depois da oitava da Páscoa. O que foi ermida é desde meados do século XX um templo de grandes dimensões.

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De regresso…. passamos por Évora, e como é de nosso agrado, paramos junto à Igreja da Graça ou Convento de Nossa Senhora da Graça. Foi da ordem dos frades eremitas descalços de Santo Agostinho, gente santa que fez chegar o culto Graciano ao cimo do Monte Farinha, em Vilar de Ferreiros-Mondim de Basto. É um edifício em estilo renascentista, projectado pelo arquitecto Miguel Arruda, em 1511.

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,Se a igreja da Graça exige uma demorada e atenta visita, não lhe fica atrás a Capela dos Ossos, na Igreja do Convento de São Francisco, que como o Convento da Graça sofreu um rude golpe com os golpistas da época ao extinguirem as Ordens Religiosas, em 1834. Em quanto que o convento da Graça foi nacionalizado e transformado em quartel, o de São Francisco recebeu o que não roubaram daquele monumento dos “Meninos da Graça”. Mas é da capela dos Ossos que falamos agora, um dos mais conhecidos monumentos de Évora, está situado no interior da igreja de São Francisco, foi construído no século XVII por iniciativa dos monges que de acordo com as normativas do Concílio de Trento pretendiam transmitir a mensagem transitória da vida e contrariar as reforma religiosa de então. As paredes e os oito pilares estão decorados com ossos e crânios ligados por cimento. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte.
Ao Padre António de Ascensão Teles, que foi pároco, na igreja de São Francisco, entre 1845 e 1848 é atribuído este soneto:
Aonde vais, caminhante, acelerado?
Pára…não prossigas mais avante;
Negócio, não tens mais importante,
Do que este, à tua vista apresentado.

Recorda quantos desta vida tem passado,
Reflecte em que terás fim semelhante,
Que para meditar causa é bastante
Terem todos mais nisto parado.

Pondera, que influído d'essa sorte,
Entre negociações do mundo tantas,
Tão pouco consideras na morte;

Porém, se os olhos aqui levantas,
Pára…porque em negócio deste porte,
Quanto mais tu parares, mais adiantas. “

 

 

 

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publicado às 20:47


Mãos à obra, vem ai o Verão....

por aquimetem, em 21.04.16

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A Associação Bajouquense para o Desenvolvimento convida-vos a
participar na limpeza do Parque no próximo sábado dia 23 de Abril a partir das 8h30.

Tragam ferramentas de trabalho que possam ser úteis, especialmente roçadoras e enxadas.

Quem puder disponibilizar algum tractor contactar um elemento da ABAD.

O Parque do Pisão é de todos!
Contamos com a sua ajuda!

Há piquenique para todos os voluntários

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Contamos com a vossa presença!

Com os melhores cumprimentos,

P'la Direção
Fátima Fernandes

ABAD - Associação Bajouquense para o Desenvolvimento
Rua das Matas, nº 120
2425-196 Bajouca
Telefone: 911169260
http://www.bajouca.org/

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:04


Sair portas fora para regressar a Lisboa.

por aquimetem, em 18.04.16

 

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Ainda em tempo pascal cujo o epicentro - domingo da Ressurreição - passei em terras de Leiria, e prolonguei até mais tarde, para também em Fátima poder tomar parte na Peregrinação Nacional do Verbo Divino, que decorreu nos dias 09 e 10 do corrente mês, regressei à capital; comprometido com um retiro a fazer na terra de São João de Deus.

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É bom saber e ter presente que “O Cristianismo é a religião que tem por centro a Cruz de Cristo. Ao longo dos séculos a Igreja celebra permanentemente a Sua morte e Ressurreição na Eucaristia; e une-se ao mesmo Cristo para oferecer ao Pai o sacrifício voluntário do Filho. Jesus de Nazaré crucificado é o centro da história da salvação, que é a verdadeira história da humanidade: a história das relações entre Deus e o homem, desde a sua criação até ser acolhido na casa do céu que é a casa do Pai”. Assim descreve Juan Luis Lorda, em Para Ser Cristão, num resumido compendio sobre matéria doutrinal muito sugestivo e prático que aproveitei para ler em parte durante um fim de semana em terras do Alentejo. E trouxe para leitura de casa: PAPA FRANCISCO, A ALEGRIA DO AMOR

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Para companheira de quarto, ainda em tempo pascal, arranjaram-me uma maravilhosa Senhora com quem muito conversei nestas noites e pedi conselho. Falei-lhe de mim, das minhas amizades e da minha vida intima. É uma Amiga em quem se pode confiar, dá conselho e por Ela se vai ao Filho.

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Não há coisa mais consoladora para uma pessoa preocupada com a sua saúde física e mental que por norma as ocupações diárias levantam que viver uns dias afastado da barafunda com que a sociedade fustiga a vida corrente do cidadão, fazendo uma terapêutica repousante que dê sossego ao corpo e ao espírito. Foi o que fui fazer. Boa leitura e bons conselhos dados por gente sabia, que nos ajudam a sair dali com as baterias carregadas e com mais energia e forças para enfrentar os problemas do dia a dia.

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Também saber escolher o local para fazer essa desintoxicação de vícios e rotinas convém não descorar o critério, eu habituei-me ao Centro de Convívios Almansor, que pelo menos desde 2006, tenho registado em blog já ter frequentado quando em 08/10/06 anotei:“ Estou de regresso, e trago comigo uma carrada de novidades que em terras alentejanas recolhi, ao acaso, na terra de "João Cidade"; daquele que foi o mais notável montemorense de todos os tempos, e que o Papa Alexandre VIII canonizou, em 16 de Outubro de 1690. Refiro-me a São João de Deus, o fundador da Ordem Hospitaleira de seu nome, falecido em Granada (Espanha), a 8 de Março de 1550”.

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Lá voltei agora para repetir um feito que anualmente costumo concretizar. A chuva prendeu-me no interior do acolhedor e amplo imóvel, desde as 20h00 de quinta-feira até ás 11h00 de domingo, dia 17. E não fora o desejo de fazer uma visita a Nossa Senhora do Quito que numa ermidazinha da quinta se encontra, o mais certo era só sair portas fora para regressar a Lisboa. Foi às 16h00 conduzido pela generoso e seguro João M. Ferreira.

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publicado às 14:31


Mirando terras de Espanha

por aquimetem, em 17.04.16

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Deve ser dos mais antigos postais que tenho em arquivo, foi-me enviado em 1 de Setembro de 1959, por uma simpática muchacha, Inma Villar, ainda eu não tinha atravessado o Douro para fixar residência em Lisboa. Em mensagem curta dizia “ Te desco felices vacaciones y grandes ipnotizamientos”. Valencia é uma cidade muito importante, situada na costa mediterrânica de Espanha, famosa por eventos como o Grande Prémio da Europa de F1 e também pela sua gastronomia, onde a paelha ressai. O postal mostra a praça do Caudilho.

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Outra cidade notável de Espanha é Huelva, cidade que na primeira visita que fiz a Sevilha me cativou a simpatia. Mas já tudo mudou, como cá, também lá. Ao tempo, quando se entrava num café e pedia uma cerveja punham logo um pires com camarão para acompanhar. Assustei-me, quando isso aconteceu comigo, pois não tinha pedido marisco, e temia ter de pagar o que não pedi. Mas não, era de graça, quando Portugal até os tremoços pagava. Terra sedutora que tem no Mosteiro de Santa Maria de La Rábida, um ponto de referência, o Papa Beato João Paulo II visitou-o em 14 de Junho de 1993. Também Cristóvão Colombo ali esteve antes da sua partida à descoberta das Américas. Situa-se no município de Palos de Frontera, na província andaluza de Huelva. Postal enviado em 25/6/71.

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E voltamos a Badajoz, agora para mostrar a Ponte da Universidade, e cujo postal enviei para a minha cara-metade em 23 de Junho de 1973.

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Outro com o mesmo destino, mas enviado em 24 de Junho de 1972. Mostra a Praça de Cervantes. Muito bonita.

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Quando na estrada Madrid – Irún, a cerca de 300km, nos surge um espaço muito convidativo a paragem e apetrechado para repousar e acolher turistas, estamos junto ao Monumento do Pastor, que tanto a N-1, como AP-1 servem. Obra de Victor de los Rios, este monumento de montanha, construído em 1961, situa-se no município de Ameyugo, província de Burgos, comunidade autónoma de Castela e Leão. O postal não tem data, mas devo tê-lo adquirido poucos anos após a inauguração, no regresso duma peregrinação a Lourdes , na década de 60. Só me recordo de lá parar uma vez. Mas é um lugar digno de visita.

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Foi-me enviado em Setembro de 1970 por pessoa que hoje não consigo identificar, mas vale pelos seus 36 anos na minha posse. Quem mo mandou esteve num encontro missionário na Covilhã e no fim foi em passeio a Salamanca, como consta no respectivo texto. Divulga a famosa Casa das Conchas, emblemático edifício em estilo gótico decorado com conchas de Santiago, mandado construir no ano de 1593 por Rodrigo Maldonado, catedrático e reitor da universidade de Salamanca. É das cidades espanholas que muito admiro, ainda o ano passado lá estive, mas nunca entrei neste que é dos mais visitados e admirados da urbe, capital de município da província homónima, na comunidade autónoma de Castela e Leão. Mirando terras de Espanha

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publicado às 12:38


Ainda a procissão vai no adro…

por aquimetem, em 14.04.16

 

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 Vou estar um fim de semana afastado do teclado e da net, agora que me apetecia acompanhar o que por ai vai de novidades…. Mas vou contente pois dizem que o nosso Presidente da Republica, em Estrasburgo, se apresentou como “um europeísta incorrigível”. Mais um daqueles que continua “convicto do papel insubstituível” da União Europeia. Eu também. Recolhi que “Num discurso proferido em português - com três breves excepções, nas línguas oficiais da União Europeia: francês, alemão e inglês, a abrir e a fechar a sua intervenção -, o chefe de Estado sublinhou por diversas vezes a «relevância que a integração europeia assumiu no nascimento e na afirmação da democracia portuguesa”. Menos optimista fiquei foi com o noticia de que numa audição do ministro das Finanças sobre o Novo Banco vai ser à porta fechada, semelhante às do governador do Banco de Portugal e do presidente do Fundo de Resolução, disse que para impedir “ qualquer perturbação do processo”. Só me admiro é que no meio disto as vozes que por norma se revoltavam contra os secretismos governamentais agora se não levante e tenha de ser o PSD e o CDS-PP, apresentar, no parlamento, um requerimento para ouvir o ministro da Educação e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, na sequencia da demissão deste ultimo, por “profundo desacordo” com Tiago Brandão Rodrigues. Isto para não falar do que por aí corre afecto às Forças Armadas, e nos bastidores da política partidária, onde uma deputada do nível de Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças, vem exigir, com razão, que o PCP seja “consequente” com aquilo que diz defender , enviando o parecer parlamentar aprovado sobre a sua situação profissional para o Ministério Publico, esperando também as respectivas desculpas após o arquivamento do caso. Ainda a procissão vai no adro…

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Memórias....

por aquimetem, em 12.04.16

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Foi-me enviado em 4/10/72 de Badajoz, e dá-nos uma vista parcial do Rio Guadiana. Por esta ponte que liga as duas margens da cidade, que o rio separa, já por várias vezes sai e entrei, indo de Portugal por Elvas, onde depois de atravessar o Caia que faz fronteira de Portugal com Espanha, entramos em Badajoz. Cidade que visitei pela primeira vez quando em Portugal ainda era proibido vender Coca-Cola . Foi nos inícios da década de 60, e não nos fazia falta nenhuma porque “ tudo o que não há se escusa”. Cidade espanhola, sede de município raiano, situa-se na província homónima de que é capital, fazendo parte da comunidade autónoma da Estremadura e da comarca da Terra de Badajoz. Tem muito que visitar

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Mais antigo é um postal que recebi, em 14/10/64, de um antigo patrão que servi na Rua da Junqueira, e que tinha ido para Paris em busca da árvore das patacas. O Sr. Mário Costa que Deus haja, deixou-me encarregado do seu estabelecimento até que regressou de novo, a Portugal, nessa ocasião a "árvore...." já estava muito enfraquecida. De então, guardo este postal, quase a desfazer-se. Neste constam: Les bouquinistes, Notre-Dame , Mont-martre, Les Champs Elysées et La Tour Eiffel . Paris quem não sabe que é a capital de França, e uma das cidades mais populosas da Europa, banhada pelo rio Sena ?!.

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Da mesma altura deve ser um postal que recebi do duo Bea y Fril-s, "Berdini’s”, ilusionistas de Holanda, endossado ao Ilusionista Jaucop, então ainda com residência na Rua da Junqueira. Há quanto tempo! Deixei de ter essa direcção em 1968. Mais um postal que guardo, e dessa gente perdi o contacto. Rotterdam é a segunda maior cidade dos Países Baixos, e tem o maior porto marítimo da Europa.

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E de regresso volto a Paris para, em separado, dar destaque à Torre Eiffel (1887-1891), e recordar  o saudoso amigo que de lá o enviou em 29/7/80, o Sr. Padre Ângelo, o sacerdote beirão mais viajado que conheci. Memorias…..

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publicado às 20:02


Nunca digo que não…é feio.

por aquimetem, em 11.04.16

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 Como prometi na véspera, no domingo dia 10, lá voltei a Fátima para estar presente no encerramento da Peregrinação Nacional dos Amigos do Verbo Divino de 2016. Sempre que possível costumo associar-me a esta grande família cristã, por norma integrado no núcleo da Bajouca, no qual pontifica entre outros o casal Fernanda Capitão e José Ferreira Soares, generosos bajouquenses sempre disponíveis para servir a comunidade. Pelo menos desde  2008 que procuro acompanhar as actividades caritativas desta comunidade religiosa e missionária de leigos e clérigos, cujo fundador foi Arnaldo Jansser, e teve como primeiro missionário São José Freinademetz. Ao facto me referi, no blog Retaguarda, em 22 de Outubro desse mesmo ano.

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  A chuva que carregou forte e não constava no programa, impediu-me de respeitar o guião, e às 10h00 poder estar na capelinha a recitar o Terço com todos os participantes no activo...Fiquei no autocarro com o ti Silvino Afonso, até que abrandasse. Um baptizado pode fazer oração onde quer que se encontre, foi o que se fez.

Mas às 11h00 lá estávamos nós os dois, no Santuário, fazendo frente ao mau tempo para assistir à Missa solene e dominical que Nossa Senhora de Fátima nos permitiu partilhar.

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 Depois, foi o almoço, marcado para as 13h00, que teve lugar num dos parques do Santuário, nas traseiras do Centro Pastoral Paulo VI. Aqui se nota além deste casalinho de “banana em punho”, também na mesma fileira se enxerga parte daqueles que me ofertaram o “tintol” que ajudou à digestão dos torresmos e pão cozido pela Fernanda Capitão

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 Nestas andanças a partilha faz parte do convívio, e do relacionamento fraternal. E quando necessário, até quem não tem que partilhar, partilha com os que tem, e foi convidado a festejar... No convite que me foi feito para este evento assim aconteceu, e aqui, a senhora... do "barrete", além do convite, prometeu um garrafinha..., mas deixou o saca-rolhas em casa. Partidas de senhora... Mas há sempre uma alma caridosa nestes convívios.

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Almoço concluído, vamos a tomar lugar no anfiteatro do Centro Pastoral Paulo VI, que ficou abarrotar e cerca das 15h00 abriu para receber uma enorme multidão de Amigos do Verbo Divino.

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 Uma tarde cultural, animada e missionária, como sempre  a cargo dos animadores vindos das várias comunidades nacionais, onde em Portugal o Verbo Divino está mais implantado: Guimarães, Tortosendo, Lisboa, Almodôvar, Nisa, Fátima e Bajouca. 

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 Mais um verdadeiro sucesso, neste ano da Misericórdia. Pena não poder cumprimentar o meu distinto conterrâneo, o mondinense sr. padre Matos, que soube estar adoentado. Mas rezou-se por ele. 

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 Cerca das 17h00 encerrou a Peregrinação de 2016, e cada um dos muitos participantes partiu mais enriquecido e determinado a ser missionário e misericordioso, como pede o Papa Francisco, e o meu São Josemaria Escrivá também aconselha aos membros do Opus Dei.

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Ah! Faltou-me dizer que a Helena, guardou a garrafinha para ser gasta em sua casa e convidou além de mim e da tia Saudade as duas Marias da Gaspara e o ti Silvino. Tinha que ser e o David preparou o resto…Obrigado e contem sempre comigo que eu nunca digo que não…é feio.

 

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publicado às 16:51

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