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Do Caramulo a terras de Basto

por aquimetem, em 31.03.16

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Freguesia do concelho de Tondela, Distrito e Diocese de Viseu, Campo de Besteiros é uma antiga paroquia que nos tempos medievais era designada “de santa Ovaya in termino de Balistares”. Sediada no sopé sul da serra do Caramulo, a freguesia projecta-se pela encosta até aos limites divisórios com a do Guardão, a que pertence aquela localidade, famosa pelos seus sanatórios, e Museu do Automóvel. Desta zona que por mais do que uma vez já visitei, pesando para tal o facto do meu progenitor ter falecido e ficar sepultado no cemitério do Caramulo. E também por em Campo de Besteiros ter por amigo o generoso Dr. João Almiro, fundador dos Laboratórios Almiro, ou Labestal Farma - Produtos Farmacêuticos, Lda. Terras digna de ser visitada, digna de especial demora a capela de Nossa Senhora do Campo, classificada como imóvel de interesse público. Postal recebido sem data

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Pinhão é uma freguesia do concelho de concelho de Sabrosa que foi das primeiras do distrito de Vila Real a ter iluminação publica, e a primeira a ter telefone público, correio e água canalizada. Localizada no coração da Região Demarcada do Douro, esta linda povoação duriense, tornada freguesia em 1933, vive essencialmente do turismo pois muitos são os visitantes que apreciam a sua gastronomia, costumes e tradições, as adegas e os socalcos das vinhas da região. Enviado pelo Padre Guedes, mas sem data, ainda eu morava no Lumiar, já lá vão uns bons anos

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Na EN.312-1 que de Mondim sai em direção a Lamas de Olo, passando por Vilar de Ferreiros temos no Bilhó a aldeia típica do Bobal, que no seu combativo filho Joaquim de Carvalho tem acérrimo defensor. Como o Bobal, também a vizinha aldeia da Anta merece ser referenciada pois consta em obras de Camilo, como por exemplo Doze Casamentos Felizes e Memórias do Cárcere. Aos povoadores de Ermelo e Bilhó concedeu carta de foral D. Sancho I, em Abril de 1196. Tem feira mensal de Gado, a 27. Outro postal enviado sem data.

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É com o Monte Farinha e as Fisgas de Ermelo um dos principais atractivos turísticos do concelho de Mondim de Basto. Também aqui a servir de linha divisória entre Trás-os-Montes e o Minho, o Rio Tâmega é a sedução dos jovens e dos mais idosos que sobretudo no Verão tem nele o melhor regalo para a pratica de natação e saudável lazer que as margens do Tâmega oferecem. Ali descem da montanha e de terras vizinhas de Basto forasteiros que escolhem este trecho vizinho da Ponte de Mondim, imóvel de 1882, para se banharem no rio, rio ao qual o poeta Jales de Oliveira já consagrou uma sua obra. Matar este rio é matar a beleza natural de Mondim. Mais outro sem data.

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Com a sua feira bimensal, os oito (8) e os dezanove (19), e a famosa e concorrida “Feira Anual” de “19 de Abril”, Fermil é uma das mais belas povoações da região de Basto. Após notória decadência comercial que sofreu, devido ao impedimento da venda e compra de animais de trabalho e abate, tudo indica que o pior vai passar. Quem o sugere é o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, que não escondendo essa decadência, ao mesmo tempo recorda e louva o labor dos actuais fermilenses, quando diz: “fizeram um trabalho digno permitindo uma alavancagem de uma feira que começava a perder-se. Esta moldura humana é sinal de que o trabalho foi bem feito. Continuaremos a trabalhar em parceria para voltar a dar a este certame os momentos áureos vividos em tempos, ”. E eu que bem os senti e vi in loco, na padaria do meu padrinho Esmeraldo Alves de Carvalho, ao pé da “feira dos porcos”, a “feira de baixo” como também se dizia. Hoje a terra do Barão de Fermil, agora Vila de Fermil, continua a ser, para mim, aquele “ Meu Fermil amado doce, abençoado....” da letra do seu hino. Este sim, foi enviado de Vilar pelo Padre Guedes, em 7/5/71. E aqui temos mais um passeio em postal por terras de Portugal, desta vez  do Caramulo a  terras de Basto

 

 

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publicado às 22:00


Está tudo dito

por aquimetem, em 31.03.16

 

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Curioso. Quase que vi os primeiros banhistas do Pedrógão iniciar a transformação deste pedaço da orla em praia, até então, ignorado a sul da “rotunda das Pedras”, e aonde nunca tinha posto pé . Ao Parque de Campismo se deve o aparecimento deste acréscimo ao já por si extenso areal da famosa praia leiriense

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Foi ontem, dia 29, um convite para lanchar na “casa-caracol” que o casal “Neto e Silva” tem para fins de semana ou deslocações mais prolongadas gozar momentos regalados, levou-me a conhecer este recatado areal do Pedrógão que não imaginava tão extenso, nem tão bem cuidado e zelado como está.

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Agora compreendi e está explicada a razão porque os campistas na época de Verão só se vêm com mais frequência a norte das “Pedras” durante a parte de manhã, para vir ao mercado e aos correios; e de tarde muito menos. Não ficam por certo acampados no Parque, não.

  Não sei se ficarão lá muito satisfeitos com esta minha revelação, e digo-vos porquê: foi uma descoberta que fiz de mais um atractivo para quem vá de veraneio à praia que Aquilino Ribeiro imortalizou em Batalha Sem Fim. Está tudo dito

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publicado às 18:23

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Ontem foi dia de festa em casa amiga, o “Xico da Ligia”, fez anos, e a sorte deu-lhe um domingo para ajudar à celebração dos “sessenta” certinhos !!!

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Também como recompensa pelo labor da cozinheira de serviço… diário, nada como uma ocasião destas para lhe dar folga e procurar fora da Bajouca Centro, um espaço confortável, onde um lauto almoço em família selasse o festivo evento; foi essa a opção do simpático casal.

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Conceituados industriais de madeiras, que têm na Madeilifra, Lda, a marca do prestigio bem patente, este casal, prima pela generosidade e disponibilidade que na comunidade bajouquense, e não só, revela sempre que as circunstâncias o requerem.

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Pela muita estima e amizade familiar que nos une, aqui registo o feito, que realço com um retrato de família que conservo, onde consta a filhota Luísa, o aniversariante, abraçando a filha e a esposa, e o ti Bernardino Afonso ao lado da filha e do neto Diogo. Por muitos aos mais….caríssimo. Parabéns !!!

 

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publicado às 16:59


Vigília Pascal

por aquimetem, em 27.03.16

 

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 A Vigília Pascal inicia-se com a saudação do presidente, diante da igreja, com fogo aceso. Assim começaram ontem as cerimónias de Sábado Santo, na igreja paroquial de Santo Aleixo da Bajouca. Como é timbre dos bajouquenses raro será a família que não tenha um dos seus membros integrado no apoio às diversas iniciativas promovidas pela comunidade civil ou religiosa, e vê-se no associativismo local, mas sobretudo quando os momentos importantes, como este, mais são solicitados.  

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 Com inicio às 22h30, a comunidade paroquial concentrou-se no adro junto da fogueira, onde o Sr. Padre Baptista principiou as cerimónias da Vigília com a bênção e acender do círio pascal. Neste ritual que evoca a ressurreição de Jesus o círio pascal é abençoado, antes do presidente da celebração inscrever a primeira letra do alfabeto grego (alfa e ómega) e inserir cinco grãos de incenso, em memória das cinco chagas da crucificação de Cristo. A liturgia da luz consiste, pois, na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal.

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Seguiu-se a liturgia da Palavra com sete leituras do Antigo Testamento, que recordam “as maravilhas de Deus na história da salvação” e duas do Novo Testamento: o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos (Marcos, Mateus e Lucas), e a leitura apostólica sobre o Baptismo cristão.

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A Vigília terminou com a liturgia Eucarística e entrega da cruz a cada um dos encarregados de no próximo dia 02/04, fazer a Visita Pascal ou Compasso nos respectivos lugares que lhe foram confiados.

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publicado às 22:32


Apetitoso almoço.

por aquimetem, em 26.03.16

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 Lá voltei uma vez mais à Eira, a convite do nosso Ten-Coronel Afonso, bajouquense da mais fina raça e que o amor à terra deixa transparecer  em obras.  Sem vaidade e muita dedicação solidária, sempre que possível aí o temos  a  participar activamente em actos solenes e festivos como agora  nas cerimónias pascais; deixando a sua  terra adoptiva, e lá vem ele com toda a família atrás, até às suas origens, afim de com a sua competência musical e  instrumental animar, ao órgão, as cerimónias pascais.

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E mais do que isso, fazer aos tios um convite para em Sábado Santo almoçar com ele em família. E que almoço, preparado pela Gabriela, com todos os requisitos!!!! Não digo o que foi, mas digo que repeti.

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 A “pinga” foi do “João Poeta” , pois como sabe que os anfitriões não gastam, há que se precaver. Foi um “Monte Velho” que ficou em depósito.... para outra ocasião; e que eu sabia existir para animar a malta. O meu muito obrigado pelo apetitoso almoço.

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publicado às 16:38


Mais uma etapa, a 2ª do Tríduo Pascal.

por aquimetem, em 25.03.16

 

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Começou ontem, quinta-feira, o Tríduo Pascal, com a cerimónia de “lava-pés”, a recordar o exemplo que Jesus deu ao fazê-lo aos seus apóstolos na ultima ceia que teve com eles pela festa da Páscoa.No fim de lavar os pés aos seus discípulos disse lhes: “Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”. É com este exemplo que Jesus se despende dos discípulos antes de Judas o entregar para, crucificado, morrer por todos nós. 

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Para tomar parte nestas cerimónias, mais uma vez vim até à capital do barro leiriense, onde sempre que posso gasto os meus tempos de lazer. Este ano sem a presença amiga do Sr. Padre Abel, presidiu à cerimónia Sr. Padre Baptista, administrador paroquial da Santo Aleixo da Bajouca.

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 É com aquele  exemplo que Jesus se despende dos discípulos antes de Judas o entregar para, crucificado, morrer por todos nós. Hoje, Sexta-feira Santa, a Igreja assiná-la esse doloroso acto, com a aclamação do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 18, 1-19, 42, que narra, entre o mais, que: “naquele tempo Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 

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Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: A quem procurais? – A Jesus, o nazareno. – Sou eu. – Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retiram”. E a narrativa continua até ao “ Tudo Está consumado “ e o “ inclinar da cabeça e entregar o espírito”. Foi hoje  que com Via Sacra às 19h30  teve inicio a cerimónia da  morte e Paixão de Jesus Cristo, presidida pelo Sr. Padre Melquiades, e na qual toda a comunidade bajouquense fervorosamente participou. Mais uma etapa, a 2ª do Tríduo Pascal.

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publicado às 23:14


O Pascoal de Molares

por aquimetem, em 25.03.16

 

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Nasceu este nosso saudoso amigo na freguesia de Molares, concelho de Celorico de Basto, a 17 de Maio de 1922, tendo falecido no hospital de Arnoia, a 13 de Abril de 1981 e sepultado no cemitério de Britelo, no dia seguinte.
Foi empregado da Caves do Campo, na sua terra–natal; e de funcionário da Casa do Povo de Fermil de Basto. Mais tarde desempenhou o cargo de fiscal de obras, na barragem da Venda Nova, tendo acabado por se dedicar ao ensino oficial na qualidade de Regente Escolar, missão que desempenhou em São Mamede de Coronado (Santo Tirso) e em Guilhufe (Penafiel).
Desiludido com a remuneração atribuída ao professorado primário de então, resolveu regressar ao seu concelho que muito amava, deixando, entretanto, muitos amigos e admiradores por toda a parte aonde passou.
Tendo casado, no Porto, com D. Maria Eugénia Rodrigues Lopes fixou residência no lugar de Carril, Celorico de Basto, depois de ter vivido algum tempo em Molares.
Com uma vocação extraordinária para a poesia e prosa são inúmeros os trabalhos dispersos que José Lopes deixou publicados por jornais e revistas do País e cuja recolha e reunião em volume no todo ou em parte é uma divida que Celorico de Basto tem para com este seu filho que poeta nasceu e poeta morreu….
Autor com António Senra - outro poeta da região - da letra da Marcha de Vilar de Ferreiros e de um poema consagrado ao Grupo Folclórico e Recreativo de Vilarinho, publicado no nº 3 dessa associação, o “Pascoal de Molares”, José Lopes, jamais será esquecido do povo que "tendo o Marão por encosto e da Virgem o grácil rosto no alto Monte Farinha". A minha homenagem de saudosa memória por ocasião dos trinta e cinco anos do seu passamento.

 

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Também foi dos que acreditou no 25 de Abril, como manifestou por imagem…e versos com que me presenteou pelo Natal de 1974. Hoje duvido que tivesse a mesmo sentimento, uma vez que tudo se mantem como dantes, ou pior.

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Mas vamos aos versos:
Boas Festas de Natal
Ao Amigo Costa P’reira
São meus votos sem igual
Pela festa que se abeira !
Neste postal ilustrado
Pelo seu significado
Vê-se a virtude altruísta:
Um democrata aguerrido
Mostra o código temido
Ao seu amigo fascista!
Haja paz, haja concórdia
Também haja misericórdia
Nesta festa de Natal.
Pois Deus também perdoou
Àquele que o matou
E nunca a ninguém quis mal !
José Lopes

 

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publicado às 17:25


Santa Páscoa!

por aquimetem, em 24.03.16

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 A todas as minhas amigas e amigos, leitores dos meus arrazoados, desejo uma Semana Santa muito festiva, a culminar com um Domingo da Ressurreição que sirva de meta para um resto do Ano da Misericórdia vivido como nos pede o Papa Francisco e o mundo muito carece. Santa Páscoa!

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publicado às 23:10


De burro até ao galo de Barcelos

por aquimetem, em 23.03.16

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 Este foi mais um dos que da minha terra me enviou o saudoso “Padre da Senhora da Graça” , em 03/02/ 70. Por certo que foi a brincar comigo, por causa de quê não sei. Mas no conteúdo consta “ Depois de ter recebido uma “tourada” também virá a propósito este….”. Os sacerdotes além do respeito que merecem, carecem também de quem os acarinhe e ajude na sua missão.  

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Não tem data, mas em 10 de Junho de 1972, com o titulo “Abertura”, publiquei no Noticias de Basto, uma noticia em que dizia: “Não vou de forma alguma historiar as terras visitadas nesta digressão de interesse cultural e enriquecimento do meu “livro de ouro” das gratas recordações, mas sim, destacar o bairrismo do grupo em que fui integrado como convidado nessa digressão . Como é belo e grandioso o espírito colectivo daquela gente das margens da Ribeira do Ocreza! E que grande lição de carinho e dedicação á terra-berço recebe todo aquele que contacte com elementos da colónia da Foz do Cobrão, em Lisboa!....”. Eu creio que a posse deste meu postal se reporta a essa ocasião.

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A uns 3km do centro da vila da Lousã, fica o seu castelo, também citado como castelo de Arouce. Do lado oposto fica o Santuário de NS da Piedade. Composto por quatro capelas, sendo a primeira, a partir do praia fluvial, consagrada a de São João Evangelista ; a seguir, a de NS da Agonia; outra, do Senhor dos Aflitos e por ultimo no cimo do monte a de Nossa Senhora da Piedade. Vila sede de concelho, do Distrito de Coimbra, goza de um património histórico e paisagístico digno de ser visto e admirado. Ao meu amigo, o poeta António Meixedo, devo o envio deste postal, em 06/08/84.

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 Sede de concelho, de distrito e de diocese, Aveiro é uma cidade em franco desenvolvimento económico que tem na sua Universidade um dos principais esteios desse sucedimento. Conhecida pela “Veneza portuguesa” , devido à Ria e aos seus canais, esta sedutora cidade também recebeu a designação de Nova Bragança, logo após a condenação ao cadafalso do conde de Aveiro, voltando ao mesmo nome logo que subiu ao poder D. Maria I. É sem dúvida uma encantadora e interessante cidade do centro e litoral português à qual D. José I deu o titulo em 1759. Postal enviado em 8/8/79, pelo meu sobrinho Licínio Pereira, em passeio de bicicleta em direcção ao Minho. 

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Cidade desde 1928, Barcelos é sede de um extenso concelho do Distrito de Braga e das terras mais importantes da região Norte e sub-região do Cávado. Na olaria regional que tem no “Galo de Barcelos” a identidade e marca qualificativa do artesanato da região, é na sua feira semanal de todas as quintas-feiras que o turista ou apreciador de regionalismos tem ocasião de melhor satisfazer os gostos, na terra que reclama para si o titulo de “ Capital do Artesanato” português. É o que se chama cantar de galo…Que quem discorda prove o contrário. Postal, enviado da Rechã (Famalicão) a 8/8/85, pelo meu amigo Dr. João Santos.

 

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publicado às 10:18


Terras e pontes que já atravessei

por aquimetem, em 21.03.16

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Começo pela terra-berço de D. Nuno Álvares Pereira, Cernache do Bonjardim, uma freguesia do concelho da Sertã , muito importante pelo seu património histórico, onde se destaca o Seminário das Missões que está inserido numa quinta onde nasceu o condestável. Neste postal que recebi dos meus padrinhos de casamento, o saudoso Rui de Sá (Saiur) e D. Gisela, filha dilecta da Sertã, em 9/9/1984; monstra o templo de Santa Maria Madalena e uma panorâmica da vila de Cernache vista da Serra Santa.

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Banhada pelo Mondego, o maior rio português, Coimbra é universalmente famosa pela sua Universidade, fundada em 1290, por D. Dinis. Mas também pelo seu potencial histórico e cultural, além do seu encanto paisagístico. Cidade sede de concelho e capital de Distrito foi ainda capita da antiga província da Beira Litoral, e é também a maior cidade da região Centro. Este postal foi enviado de Arganil , em 14/2/1971.

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 Esta é uma das pontes rodoviárias que ligam a cidade Invicta com as terras a sul do Douro, só que esta tem o mérito de ser a primeira que foi construída depois da de D. Luís I. Foi inaugurada em 22 de Junho de 1963. Tanto o projecto, como a direcção são obra do Prof.. Eng.º Edgar Cardoso, por isso é uma ponte inteiramente portuguesa, creio que até o ferro e o cimento eram produção nacional. Conservo na retina o espectacular momento a que também assisti do fecho do cimbre. Demorou horas mas vi subir lentamente parte dessa armação do arco, e dei por bem empregue a deslocação que fiz ao Porto nessa ocasião integrado num grupo de curiosos como eu, ido de terras do Coronado. Hoje para além da Arrábida e do Freixo, ainda à pouco fui a terras de Basto e cheguei lá sem passar em nenhuma destas pontes, mas o certo é que atravessei o Douro, e que fui ter à A4; e que saí depois de Valongo. Mas sem saber por onde passei. Este postal foi-me enviado do Porto, em 7/2/84, por um casal meu amigo.

 

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 Este postal que dá uma vista aérea da Porte da Arrábida, foi-me enviado de Vila Real pelo saudoso Padre Guedes, em 9/7/1968.

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Cidade que recebeu foral de D. Dinis, nasceu numa elevado local da margem direita do rio Corgo, onde se situa o cemitério de São Dinis e ainda hoje é designado por Vila Velha. Cresceu no sentido de sul para norte até primeiro atingir a área do Pioledo, e depois se alargou até onde chega agora. Cidade em franco desenvolvimento que da Timpeira a Parada de Cunhos, para lá do Cabril,  e de Mateus a Lordelo dá cartas em todo o Trás-os-Montes e Alto Douro de que foi capital de província. Que esse alargamento não se ficou pela margem direita do Corgo prova-o bem a construção da Ponte Metálica, de 1904, que veio substituir outra mais antiga, a que chamavam de Santa Margarida, e era a única que até aí ligava a “Bila” com a parte sul da urbe. Pesou ainda, porque mais tarde apareceu a Linha do Corgo, hoje desactivada, sendo desse lado da cidade que foi construída a estação. Mais um postal, enviado de Vilar de Ferreiros, pelo Padre Guedes em 17/V/68. Posso dizer que além do mais são terras e pontes que já atravessei.

 

 

 

 

 

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publicado às 13:39

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