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Foi um regalo

por aquimetem, em 30.07.15

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Não errei quando disse que no dia 28, do ainda mês de Julho, a Bajouca Cento ia estar em festa rija, ainda que muito familiar. Assim foi. Logo ao outro dia alguém que assistiu à Missa de Acção de Graças por esse evento se me dizia encantada com os cânticos que abrilhantaram a Eucaristia. Eucaristia a que presidiu o Padre Jacinto Gonçalves, pároco dos Milagres, coadjuvado pelo vigário paroquial de Bajouca Sr. Padre Melquiades, não faltando a presença do Pároco, Sr. Padre Abel que em repouso em Fátima fez no entanto questão em se associar a este evento. Outra coisa não era de espera do Chico e da Ligia, até porque começa a ser tempo de ir ensaiando o seu casalinho de filhotes para o modo como uma família de bajouquenses tem por dever se comportar em sociedade.

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Que foi em beleza e cativou a simpatia de todos os familiares e amigos, até se vê pela cara do chefe do clã , o ti Bernardino, aqui todo sorridente ladeado pela filha e neto, Diogo.

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Todos pimpões os convidados no fim da cerimónia religiosa pousaram frete às câmaras para uma foto em família, que pena tenho não fazer parte do grupo. Mas contem comigo para as “bodas de ouro” pois nessa altura também já a Luísa, aqui ao lado da mãe, andará por alturas de festejar o seu momento. Foi um regalo

 

 

 

 

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publicado às 21:53

 

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 Barroso da Fonte sentenciou: a proposito de

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Foi assim que António Cruz Serra, Reitor da Universidade de Lisboa, iniciou a apresentação do mais fascinante livro deste século e de que Chaves precisava: Chaves Percurso de Históricas memórias.

O evento cultural ocorreu dia 24 de Junho, na Biblioteca Municipal de Chaves, pelas 18,30 h. Foi pequeno demais o auditório para ver e ouvir o que ali se disse e se mostrou. Um volume de 520 páginas, em capa dura, com sobre capa, profusamente ilustrado com gravuras de grande qualidade, algumas desafiando os colecionadores mais exigentes, mapas primitivos e texto delicioso que vem desfazer muitas muitas confusões, clarificar muitas dúvidas e abrir novas perspetivas para quem gosta de recuar aos tempos do Bispo Idácio, dos Romanos, dos Suevos, dos Godos e dos Visigodos. Mais do que uma monografia ou levantamento topográfico, para o ordenamento das estruturas da capital do Alto Tâmega, esta obra é uma espécie de bíblia ou receituário que responde e corresponde às muitas e diversificadas questões que se possam colocar ao residente, como ao ausente, ao natural desse chão ubérrimo, como ao turista que é surpreendido com as águas quentes, como ao viandante; tanto ao montanhista como ao arqueólogo que certamente não quer prosseguir viagem sem conhecer os segredos da cidade invisível que existe nos alicerces da Aquae Flaviae.

Maria Isabel Viçoso que se distinguiu nos anos sessenta, quando a tele-escola abriu os seus ecrãs para esse tipo de ensino à distância, ensinando a matemática em que foi vedeta nacional, nas escolas públicas das cidades de Braga, Bragança e Chaves que escolheu para viver e trabalhar e, onde quis prosseguir os seus tempos livres, depois da aposentação. Não surpreendeu, só agora, os seus concidadãos. Casada com o Delegado Procurador da República, durante os primeiros anos e Presidente da Câmara de Boticas, desde 1977 a 1993, Maria Isabel soube conciliar os deveres de Esposa e de Mãe, dedicando-se a tempo inteiro, à investigação histórica sobre o misterioso chão em que a cidade pousa. Começou por surpreender tudo e todos com um volume em que abordou a Igreja da Misericórdia e tudo o que constitui o riquíssimo historial e património da Santa Casa da Misericórdia de Chaves (2000). Se essa obra já deslumbrara e servira para catapultar esta Investigadora Barrosã ( natural de Gralhós), mais a série dos artigos científicos sobre os castros e a Cultura Céltica, na revista da Universidade Sénior; e a liderança local para apresentação de dezenas de obras literárias (prosa e poesia), fizeram dela uma grande Senhora que, mesmo que outras provas de dedicação, de rigor e de saber não evidenciasse, já deveria ter sido distinguida com uma dessas medalhas honoríficas que no dia 10 de Junho os sucessivos Presidentes da República vêm distribuindo. Algumas muito polémicas e, sobretudo, imerecidas. Já que essa vulgarização entrou no campo do ridículo, o poder local, não poderá manter-se insensível, perante tanto esforço, tanta dedicação e tanto saber acumulado. Maria Isabel Viçoso, ao lado de vultos como Júlio Montalvão Machado e Nadir Afonso, é uma personagem do tamanho da Serra do Brunheiro. Os dois Flavienses já têm, com inteira justiça, o seu nome perpetuado na toponímia Flaviense. Se ainda faltava mais alguma prova para eternizar o nome de Isabel Viçoso na toponímia da cidade que escolheu para viver e à qual tem doado décadas de trabalho inovador este Percurso de Históricas memórias representa um contributo incontestado.

O livro abre com a letra e a música da Marcha de Chaves. Maria Nelson fez a letra; Carlos E. Pereira a música. Isabel Viçoso explica nessa «Razão de ser desta obra», os motivos que a levaram a produzir tão meritório documento: «sou uma profunda admiradora, da natureza, do histórico património arquitetónico, da simbologia, das obras de arte antigas ou contemporâneas, em suma, deslumbro-me com tudo o que eleva o espírito do Homem nas poéticas oitavas da Marcha de Chaves...» Consoladora dedicatória aos leitores.

Foi uma sessão cultural riquíssima, pelas palavras de boas-vindas do Presidente da Câmara, da Assembleia Municipal e, principalmente, pelo Reitor da Universidade de Lisboa, Doutor António da Cruz Serra, natural de Chaves e ex-aluno de Maria Isabel Viçoso. Certamente pelo júbilo em apresentar, na sua cidade e em frente ao liceu onde ambos estudaram, o monumental livro da sua emotiva Professora de Matemática, Cruz Serra deliciou os presentes porque fez ver que este livro nos mostra uma cidade em cima da primitiva vila que todos conhecemos, mas que nunca haviamos visto. Os olhos, o saber e a certeza arqueológica já descoberta, confirmam uma cidade moderna, em cima de uma outra cidade pré-histórica. Chaves não foi apenas a diocese que o Bispo Idácio fundou para os Católicos, nem só a primeira sede da Casa de Bragança. Não foi só chão de passagem para os imperadores romanos: Trajano ou Vespasiano; nem foi somente terra de onde brota água a 72º graus centígrados, com vias romanas, com epicentro neste vale de Chaves. Foi uma das mais importantes cidades do norte de Portugal que produz mais do que recebe e tem filhos que apostam mais nela do que os poderes políticos dela esperam. Tiram-lhe mais do que lhe dão. Todos.

Faltava a Chaves uma obra desta grandeza. A partir dela muitos historiadores hão-de debruçar-se em busca dos mistérios que ainda não foram estudados nem explicados.

Bem haja a talentosa investigadora e a quantos com ela colaboraram, nomeadamente o marido e a filha médica, Sofia Viçoso que devem sentir-se orgulhosos da Esposa e da Mãe.

 

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publicado às 12:43

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Barroso da Fonte, escreveu:

Nasceu em Murça, em 1928. Foi seminarista e saiu do seminário «convencido de que ia para o inferno». A revista Tabu, encarte do Jornal Sol, de 15 de Junho, distingue dois Transmontanos: António Borges Coelho, historiador e Durão Barroso. Veiga de Lila e Murça. Distam a uma dúzia de quilómetros. Durão Barroso desorientou-se com a revolução de Abril. Militou ativamente no MRPP, como muitos outros que cedo se arrependeram. Oriundo de Família de Valpaços, fez carreira no PSD. E, por mais que a esquerda o conteste, foi o único Presidente da Comissão Europeia que fez dois mandatos, com o agrado da maioria que o distinguiu em várias ocasiões. António Borges Coelho foi entrevistado por César Avó e deslumbra quem gosta de conhecer as ideias dos seus heróis. Esta entrevista é um céu aberto, mesmo para quem não é crente, como ele se declara. «Cheguei a ser expulso do seminário, quase com dificuldade em falar com as pessoas. Foi através de um pedreiro que li o Manifesto Comunista, numa tradução espanhola». Diz que foi um amigo, colega de ano e de curso que o introduziu no MUD Juvenil e o matriculou no curso de Histórico-Filosóficas. Foi 6 meses funcionário do Partido Comunista. A mãe fora lojista e o pai guarda-fios. Quando os pais foram viver para Lisboa, entre o Cemitério do Alto de S. João e a Graça, ele já lá vivera 2 dois anos. A mudança não vingou e regressaram a Murça. O meu pai já tinha trabalhado na construção das linhas de Aveiro «e o meu irmão mais velho foi gerado nessa linha». Minha mãe era muito católica apostólica romana. Só no fim da vida é que ficou cheia de dúvidas. A mitologia das religiões intelectualmente não me diz nada. Em relação ao destino do homem, tenho a noção clara de que somos bocadinhos de nada no universo». No meu tempo houve uma segunda Nossa Senhora de Fátima em Trás-os-Montes. Não eram três pastorinhos, mas uma pessoa que tinha as chagas de Cristo. Um dia juntaram-se 50 mil pessoas e viram o sol a mudar de cor. Só que era gente a mais, uma concorrência muito grande para Fátima, explica Borges Coelho que remata: «E a senhora veio para a penitenciária de Coimbra. Esteve lá uma semana e continuou com as chagas. Proibiram as freiras de visitá-la; não chegou o nitrato de prata e as chagas acabaram. O padre e o médico seu irmão estavam na base de tudo isso». Borges Coelho afirma que esteve dois anos com Cunhal em Peniche. «Fui preso em Janeiro de 1956 e estive meio ano no Aljube. Depois fui para Caxias e dali para o Porto. O processo demorou cerca de 7 meses, com sessões de manhã, à tarde e à noite, com 52 réus jovens e dois adultos: Óscar Lopes e um advogado. Fui condenado a dois anos e nove meses. Com Cunhal tinha uma linguagem própria: determinadas palavras não eram as autênticas». Questionado sobre como foi quando saiu da prisão diz nessa entrevista que teve à volta de 30 empregos. O essencial foi tradutor e explicador de História e de Filosofia. Foi também fundador de «A Capital». Mas ao cabo de 2 anos saiu desse Jornal: «eu estava em liberdade condicional e queriam que eu fosse para a Rodésia cobrir a guerra colonial; recusei. Depois mandaram-me a Peniche cobrir uma visita do Américo Tomás. Quando cheguei à redação anunciei que me ia embora». Eu fui sempre muito individualista. Se for ver as minhas referências vai ver que me põem sempre como marxista e nem sequer sabem o que li. A História não se faz através da ideologia, mas a partir dos factos. A Caminho acaba de publicar Os Filipes V volume da sua História de Portugal deste Historiador de Murça que jubilou do ensino.

Nunca falei pessoalmente com este notável Historiador Profissional. Mas li e reli os 4 anteriores seus volumes da História de Portugal. Como gosto muito de Murça e dos seus «Amigos» e como colega de ano do seu Irmão mais novo, o Maestro José Luís Borges Coelho, habituei-me a ler e a valorizar a sua obra. Ainda agora pude reler no II Vol. Portugal Medievo que «no mês de Junho, na festa de S. João Baptista se travou a batalha de S. Mamede, próximo do castelo de Guimarães: obteve assim o principado e a monarquia do Reino de Portugal». Oportuno e lapidar axioma que deveria impor o 24 de Junho como dia de Portugal. Só Guimarães o celebra como feriado municipal. E tudo por falta de respeito histórico e prevalência da baixa política sobre a evidência historiográfica. António Borges Coelho é um Transmontano a perpetuar, dentro e fora de Murça.

 

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publicado às 10:42


Dia dos Avós

por aquimetem, em 26.07.15

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Santa Ana e São Joaquim que são os pais de Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, são também os Padroeiros dos Avós. São liturgicamente festejados a 26 de Julho, e por isso mesmo também nessa data é festejado com eventos e demonstrações de carinho o Dia Mundial dos Avós. A sua santidade Paulo VI se deve a fixação desta data, uma vez que o dia de São Joaquim inicialmente era a 16 de Março, e depois a 16 de Agosto; até que encontrou no dia 26 de Julho, a data acertada para também honrar os avós de todo o mundo. É um dia importante em que os filhos e netos presenteiam carinhosamente os seus avós por forma a manifestar-lhes a sua gratidão pela importância no apoio e dedicação que prestam aos seus filhos e netos. Desde miúdo que senti por Santa Ana uma especial devoção, que se deve a uma imagem que na capela-mor da igreja paroquial da minha terra existe e que dizem a representar. Em assuntos de fé só temos que respeitar, embora no caso desta imagem, mais me pareça tratar-se de uma imagem de Nossa Senhora. Não estou a ver Santa Ana a usar coroa. Mas posso estar errado

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publicado às 17:51


Sinceros Parabéns

por aquimetem, em 25.07.15

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          O simpático casal bajouquense, Chico e Lígia Afonso, vai festejar uma data que muito honra e dignifica uma família cristã: as “bodas de prata” matrimoniais que ocorrem no próximo dia 28 do corrente mês de Julho. Como é de calcular vai haver festa rija na Bajouca Centro, e eu com muita pena de não me poder fazer convidado e assim lhe bater à porta e partilhar do convívio animado que suponho vai abrilhantar a assinalável data. Mas deixo a promessa: em Agosto estarei na capital do barro leiriense para assistir às festas de Santo Aleixo, e não vou dispensar aos “noivos” um cafezinho em honra deste evento que aqui felicito e deixo os meus sinceros parabéns.

 

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publicado às 08:35


Dar ao pedal

por aquimetem, em 23.07.15

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É já amanhã que os romeiros de São Tiago sobem ao Monte Farinha para festejar o dia do “Santinho”, 25 de Julho. O que dantes era fazer a escalada do mais famoso miradouro do norte de Portugal durante a noite e madrugada dentro, hoje ficasse pela vila, que para o efeito criou atrativos mais sedutores do que o trepar do monte oferece. Depois, o subir ou não o “Iteiro” é assunto que depende da Fé do romeiro….Interessa é promover e promover-se…

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Também no dia 02 de Agosto, a Volta que em 2009 passou pelo centro de Vilar de Ferreiros, este ano, uma vez mais, vai levar os ciclistas ao alto da Senhora da Graça, mas Vilar também uma vez mais fica para encerramento da prova….Os coelhos também precisam de ver dar ao pedal.

 

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publicado às 16:31


Celebramos em data errada o dia de Portugal

por aquimetem, em 17.07.15

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Já que não celebramos no dia 24 de Junho aquela que foi a «Primeira Tarde Portuguesa», celebremos, ao menos, no dia certo, - 25 de Julho, - a data do nascimento de Afonso Henriques.

Vou explicar isto bem para ver se alguns leitores menos esclarecidos não baralham o simbolismo histórico de Portugal e de quem fez dele um Império de quase 900 anos.

Portugal, como país independente, resultou da vitória na Batalha de S. Mamede que teve lugar no dia 24 de Junho de 1128. Completou, portanto, 887 anos no dia 24 do mês findo.

Em Portugal foi feriado nalgumas vilas e cidades, por ser dia de S. João. Só Guimarães o guardou por representar o Dia UM de Portugal. Que pena trocar uma festinha popular pelos anos da Pátria!

Recentemente o governo mexeu nos feriados e dias santos. E acabou com alguns, nomeadamente com o dia 1º de Dezembro, alusivo à Restauração de Portugal, em 1640. Ora apenas se restaura algo que já existiu, que nos foi útil, que fez ou faz parte da história de povos, de instituições, de comunidades. Quando se deu a restauração, já Portugal existia há 512 anos. Por isso é uma data sugestiva mas nunca para celebrar o seu nascimento. Isto é tão óbvio que «branco é galinha o põe».

Nunca as cabeças pensantes deste país tiveram força moral bastante para fixar as datas fundamentais de Portugal. Heróis para umas coisas, bacocos para outras!

O deputado Ribeiro e Castro, do CDS/ PP, empenhou-se em «salvar» pelo menos, o dia 1 de Dezembro. E como essa proposta pretendia honrar o legítimo nacionalismo, obteve os votos favoráveis para ficar na História da cronologia Portuguesa. Associo-me a essa recuperação, sem perder de vista que ambos os feriados se justificam. Mas, perante o dilema: entre o 24 de Junho e o 1º de Dezembro, é evidente que opto pelo primeiro. Se foi essa a «Primeira tarde Portuguesa» como a Academia consagrou, qual o motivo por que há-de aceitar-se uma data secundária, de um país que tem 887 e não 375 anos? Chamar dia de Portugal ao dia 1 de Dezembro de 1640, é desprezar 512 anos da existência de História, nomeadamente das muitas e decisivas batalhas: S. Mamede, Ourique, Arcos de Valdevez, Aljubarrota, Tomada de Ceuta, descoberta do Brasil, da Índia e da África.

Podem alegar alguns mercantilistas da história que Portugal deveria contar apenas depois da consolidação e expansão da presença portuguesa em terras brasileiras na centúria de Setecentos. «Nessa altura levantou problemas a definição fronteiriça com a área de influência espanhola no continente sul americano, uma vez que os limites impostos pelo velho Tratado de Tordesilhas (linha meridiana situada a 370 léguas a oeste de Cabo Verde) já não se adequavam às novas realidades de ocupação do território. Esta situação, potencialmente perigosa e geradora de conflitos entre as potências ibéricas conduziu à necessidade de negociações com Espanha, por forma a alterar esse limite. O resultado dessas negociações viria a dar origem ao denominado Tratado de Madrid, também conhecido por Tratado dos Limites, assinado em 1750. Do lado português as negociações foram conduzidas por Alexandre de Gusmão que conseguiu a alteração dos limites impostos em Tordesilhas em troca da cedência à Espanha da colónia de Sacramento, na margem esquerda do rio da Prata, ficando assim estabelecidas, nas suas linhas essenciais, as atuais fronteiras do Brasil. Outros apelam à batalha de Aljubarrota».

Em 1990 ergueu-se em Viseu a voz de A. de Almeida Fernandes, de que o nosso I rei nascera naquela cidade, em 5 de Agosto de 1109, para o que negou a existência do segundo Condado Portucalense, heresia maior do que a Serra da Estrela e que foi adotada pelo seu genro e seus alunos da Universidade Nova de Lisboa. Desde 2009 empunhámos espadas que não foram precisas para derrotar esses contágios que chegaram à Presidente da Academia de História a ameaçar a troca de manuais escolares. Tanta leviandade, tanta estultícia e tanta subserviência, em gentalha que muda de ideias como quem muda de camisa.

É evidente que o segundo Condado Portucalense (1096-1128) existiu. Foi com o casamento dos pais que esse Condado foi devolvido, tal como tinha terminado na Batalha de Pedroso, em 1071, pelo pai de D. Teresa. E essa tontice de nascer em 5, 6 ou 15 de Agosto, em Viseu «pátria distrital do autor da teoria», foi uma deplorável demonstração de que alguns «estoriadores» do tempo do PREC, contaminaram a historiografia Portuguesa.

Ensinem os profissionais da educação, aquilo que aprenderam nas escolas purificadas pela tradição e pela dedução das provas. Quando remendos mal ajustados, pretendam viciar o que de mais transparente, mais intuitivo e mais racional, impõe-se que se evitem esses remendos, na História de um Povo com tão bela e grandiosa epopeia.

Fiquem os meus leitores descansados: Afonso Henriques nasceu em 25 de Julho, dia de Santiago, no preciso dia, mas do ano de 1139, em que ele venceu os cinco reis mouros, na Batalha de Ourique. Esta é uma certeza sobre o dia e o mês. Acerca do local e do ano as probabilidades são da ordem dos 99%: Guimarães: 1111.

Até hoje nenhuma prova, em contrário, foi descoberta. Mesmo que novos doutores daquela instituição insistam em propalar teses e mais teses que têm por base a famélica teoria, nada existe que possa contrariar a tradição.

   É com esse argumento que um punhado de cidadãos descomprometidos com a política, com os malabarismos editoriais e nacionalismos saloios, desde o ano 2011, assinala em Guimarães, de 24 para 25 de julho esta efeméride.

                                            Barroso da Fonte

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publicado às 19:45


É tudo a correr

por aquimetem, em 16.07.15

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          No próximo dia 25, um sábado, vai merecer a pena visitar Mondim de Basto, mas sobretudo subir com centenas de romeiros vindos das mais diferentes regiões ao mais notável miradouro do norte de Portugal: o Monte Farinha ou Senhora da Graça. Celebra-se nessa data a festa litúrgica do Apostolo São Tiago que desde há séculos é ali cultuado, também pelos romeiros que de Vila Real para São Tiago de Compostela ( via Lamas- de- Olô ) lá iam pedir auxilio a Nossa Senhora da Graça.

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         É festa grande em todo o concelho de Mondim, sobretudo na vila que aposta em manter viva a tradição das antigas romarias, com exibições etnográficas de rua. Mas o mais importante é o que lá no coto do Farinha se celebra com eucaristia solene às 11h00 de Sábado, e porque este ano o dia 26 é ao domingo, também ali vai haver tarde desportiva, ou seja a VII Concentração de Bicicletas Motos/Motorizadas, às 13h00, e com a bênção e entrega de lembranças, às 13h30. Vale a pena, neste festa subir ao “Iteiro da Senhora”, melhor do que no dia da “Volta” que é tudo a correr

 

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Barroso da Fonte

Por troca com os jornais que desapareceram como as andorinhas em Setembro, os blogues vieram facilitar o acesso à informação comunitária que alimenta o espírito. É a cultura que faz bem e não ocupa lugar. Não terá sido em vão que Santana Lopes, quando foi Secretário de Estado dessa pasta, transferiu a Delegação do Norte, do Porto, para Vila Real, onde continua.

Quem está atento ao crepitar de ações que são do foro da cultura, conclui que não é por acaso que funciona em Vila Real o Grémio Literário; em Bragança a Academia de Letras; em Chaves, o Grupo Cultural Aquae Flaviae e o Fórum Galaico Transmontano; em S. Martinho de Anta, o Espaço Miguel Torga. Estes alguns exemplos vivos, para já nem se falar na oficialização da Língua Mirandesa, da UTAD; do Politécnico de Bragança e das Escolas de Ensino Superior: Jean Piaget de Mirandela e de Macedo de Cavaleiros. Fruto desse incremento cultural são as obras literárias e científicas que se vêm editando um pouco por toda a região Transmontana. Desde há anos, publica-se o NetBila, a partir de Vila Real que, diariamente, privilegia notícias da área dos autores, dos livros e das artes, em geral. Depois chegaram: o Tempo Caminhado, (bem ilustrado) aquimetem, farrapos de memória, diário atual, etc.

Aplaudem-se os jornais sobreviventes e os relevantes serviços que vêm prestando. E, do mesmo modo, se felicitam os responsáveis pelos muitos e ativos blogs que abrem esses privilegiados espaços para noticiar as muitas obras que vão aparecendo e que confirmam a boa forma dos criativos Transmontanos.

Esta dinâmica individual e coletiva contrasta com a incapacidade política que menospreza os criativos periféricos em benefício dos urbanos, de onde emergem os laureados de todos os prémios, medalhas e medalhões. Um exemplo recente deste imutável miserabilismo, leu-se no JN de 8 do corrente, pela mão do insuspeito doutor Alexandre Parafita, escritor de referência nacional. Ei-lo:

«Confrontada com a exclusão, reincidente, no apoio à sua atividade por parte da Secretaria de Estado da Cultura, a companhia transmontana de teatro Filandorra anunciou que vai chamar à "barra" dos tribunais aqueles que assumem, institucionalmente, tal decisão. A ideia é que justifiquem, sob tutela judicial, aquilo a que chama de "crime cultural", resultado de um concurso anacrónico, que mais parece um jogo de sorte ou azar, uma espécie de "raspadinha", em que os critérios são decididos unilateralmente, desvirtuando todo um trabalho resistente no interior do país. E, havendo crime, a reincidência torna-o mais grave. Há um ano, celebrando o Dia Mundial do Teatro, os atores da companhia, revoltados com idêntica exclusão dos apoios governamentais, e receando terem de fechar portas, saíram para a rua a vender bilhetes, a um euro para os seus espetáculos. Um gesto simbólico, denunciador dos olhares de indiferença com que o Estado olha para o interior cultural, que colheu grande solidariedade pública. Agora resolvem ir para tribunal. Certamente, no momento do arremesso de subterfúgios legais pelos putativos réus, há de perceber-se que um processo desta natureza está talhado para dar em nada. Contudo, alguma coisa de substancial já se fica a saber e aí o juízo público é infalível: 29 anos a formar públicos para o teatro no interior do país valem zero, ou quase zero, para a Secretaria de Estado da Cultura; levar o teatro a todos os públicos, em escolas, jardins de infância, universidades, lares de idosos, terreiros das aldeias, igrejas e mosteiros, cine-teatros... pouco mais que isso. E o que valem os reencontros dos escritores com os públicos, chamando as crianças e os jovens para o mundo mágico dos livros? E pôr as populações dos meios rurais a interagir com obras e autores emblemáticos como Raul Brandão, Tcheckov, Lorca, Molière, Torga, Garrett, Gil Vicente, Goldoni, Brecht, José Luís Peixoto, Saramago, Shakespeare... o que vale, afinal? Que o teatro vive de ficções, bem se sabe. Mas é perverso que tenha de sobreviver no seio de uma realidade cruel, a da indiferença de quem governa a cultura, onde, no lusco-fusco dos palcos vazios, agoniza uma mentalidade neoliberal dominada pela fealdade do seu próprio absurdo».

Quarenta anos depois do propalado obscurantismo da «província» só mudaram as moscas. Em carta de Torga a Nemésio, após o II congresso Transmontano, em 1941, em Vidago, o autor dos Bichos escreveu: aqui «onde a desgraça foi tanta que estive à beira de beijar a mão a não sei que viscondessa»...

Os sítios são os mesmos, as viscondessas já não se satisfazem com o beija-mão e a política tresanda...   António Costa, afirmou na TVI, em 9 do corrente que mais importante que a auto-estrada de Vila Real ao Porto, é a estrada de Vila Real à Fronteira. Bonita imagem pré eleitoral que todos os políticos balbuciam mas nenhum degusta. Oxalá me engane!

Barroso da Fonte

 

 

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publicado às 15:19


Como é timbre da Bajouca

por aquimetem, em 13.07.15

 

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Esta Bajouca Centro é demais! Com as sobras faz uma daquelas festas de louvar a Deus, como aconteceu no passado sábado, dia 11. Tudo teve inicio no passado dia 29 de Novembro de 2014, quando na casa do Zé João se fez uma matança do porco à antiga de que sob o titulo "Convites desta Natureza", aqui divulguei, a 01/12/14. Abri assim: “As vezes que ultimamente tenho ido à capital do barro leiriense não tem sido asadas para participar em convívios comunitários como agora aconteceu. E pelo que estou a ver vou faltar ao da Comunidade que tem lugar anualmente no dia da Imaculada, 08 de Dezembro. Mas participei neste da Bajouca Cento que vale por muitos. E como dele já disse foi coisa de se ver, embora se tratasse de roubar a vida uma uma "reca" que creio deixou descendência. Aos que lhe trataram da "saúde" ,  para  da nossa também cuidar, a minha homenagem”.

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Esta e mais as duas fotos  a baixo são só para demonstrar que sem trabalho não se come. O que quer dizer que quem come sem trabalhar ou é ladrão ou aleijadinho....Também pode ser uma certa espécie de políticos que os há.

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Foi festa rija naquela ocasião e muito participada, mas como a reca era grande e a barriga dos comensais pequena para tanta “chi-cha” (de porco) optou-se por congelar o que sobrou para noutra oportunidade de novo fazer um convívio. De principio seria pelo São João, onde em vez da sardinhada seria uma feijoada para variar. Só que nestas coisas quer se queira quer não há forças estranhas que nos trocam as voltas, ou somos nós sem querer que as trocamos. Por isso ou por aquilo não houve feijoada pelo São João. Foi no sábado e muito participado e animado

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O local escolhido foi a casa da Lígia Afonso sempre disponível para colaborar  e apoiar iniciativas de carácter comunitário e social. Todos concordaram e antes que a carne ganhasse ranço, vai  de deita a baixo

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Graças a quem o preparou e serviu à mesa este jantar-convívio foi bem  melhor do que uma sardinhada, pelo São João, em que se abusa  no preço por  causa de uma tradição. Mas com a malta da Bajouca, não têm sorte....os exploradores

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 Desta vez não partilhei e pelas fotos que uma gentil vizinha fez o favor de me facultar, aquilo foi mesmo de comer à granel e festejar em família e unidade, como é timbre da Bajouca.

 

 

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publicado às 00:35

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