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Mês das Romarias

por aquimetem, em 30.04.15

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          A igreja de Nossa Senhora dos Mártires fica situada na Rua Garrett (ao Chiado), no local onde em 1147 se deu a batalha da conquista de Lisboa. Em memória dos que tombaram nesse combate foi construída a ermida dos Mártires sob a qual mais tarde foi construído o Convento de São Francisco. Da primitiva ermida um relicário com caveiras exposto num dos altares desta igreja de arquitectura barroca, em que a mão de mestres, como Reinaldo M. dos Santos e outros notáveis, como Inácio de Oliveira Bernardes e Pedro Alexandre de Carvalho deixaram marca, é para mim atractivo emocional que além dos mais me leva em pensamento ao meu torrão natal, onde no Monte Farinha me recordo de ver os peregrinos e romeiros nas festas da Ascensão e do Santinho, São Tiago, entrar na “Casa das Estampas” para ver ou beijar a “Caveira do Ermitão”. Tradição a que entretanto foi posto fim, com a retirada da caveira de lugar visível, mas que eu entendo, se ainda existe, devia voltar a ficar exposta em redoma, onde pudesse ser vista. Não seria nenhum sacrilégio, e os peregrinos e romeiros da Senhora da Graça, por certo agradeciam. E saber imitador as tradições nobres das terras civilizadas por certo não desonra os nossos aldeões.

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          Este post surgiu de uma deslocação que neste 30 de Abril fiz ao centro da capital e subi ao Chiado onde junto “A BRASILEIRA” um grupo de dançarinos africanos exibiam a sua arte com muitos turistas a ver e apreciar. O café A Brasileira do Chiado” foi fundado em 1905 por Adriano Soares Teles do Vale, um arouquense, nascido e Alvarenga. A partir da sua fundação A Brasileira passou a ser palco de tertúlias intelectuais, artísticas e literárias. Por li passaram nomes famosos reunidos ao torno do poeta-general Henrique Rosa (tio adoptivo de Fernando Pessoa), que viriam ser os fundadores da Revista Orpfeu.

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          Deixei o Chiado pelo elevador do Metro e regressei a casa, onde vim escrever o que colhi num passeio por esta cidade que sendo das mais belas da Europa uns certos portugueses agrupados tentam estragar a imagem com greves e paralisações laborais que a todos vai sair caro. Estou a lembrar-me da greve dos “mal pagos” pilotos da TAP que amanhã 1º de Maio, vão entrar em greve por 10 dias. Que São José tenha compaixão deles.

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          Já com a reportagem feita veio-me à mente uma imagem que tenho na retina e recorda uma tela representativa do “Rapto da Europa, por Zeus disfarçado de touro. Europa era a filha do rei da Fenícia”, diz a legenda.

          E pronto, assim acabou mais um Abril à portuguesa; e amanhã começa o Mês de Maria; Dia do Trabalhador e que tem São José Operário por patrono. Boas entradas no Mês das Romarias, que a festejar São José e logo no Domingo dia 03, com o Dia da Mãe a ser festejado no santuário de Nossa Senhora da Graça (Monte Farinha) com eucaristia às 16h00, dando inicio no "Iteiro da Senhora" à época festiva de 2015.

 

 

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publicado às 21:40


Desafios e Oportunidades

por aquimetem, em 28.04.15

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São Cristóvão de Mondim é uma vila portuguesa sempre em festa, ora por iniciativa camarária, ora pela Junta de Freguesia, não faltam eventos a convidar à visita deste vila sede de concelho que tem no Monte Farinha (NS da Graça), Fisgas de Ermelo e rio Tâmega o pendão do seu encanto. Acompanhado de texto que vou transcrever recebi um convite para assistir a um desses eventos que no próximo dia 02 de Maio se vai realizar, com um recheado cartaz.

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    Para melhor esclarecimento convém ler:       "A Junta de Freguesia de S. Cristóvão de Mondim de Basto, em parceria com da AEB Associação Empresarial de Basto, irá promover um Workshop sobre um tema relevante para a agricultura e floresta - “Desafios e Oportunidades” que procurará, acima de tudo, responder ao mercado de trabalho e ao potencial de investimento nestes dois setores primários em que o concelho de Mondim de Basto é fértil.

Como figura central deste workshop, estará presente o empresário Luís Alves com um grande conhecimento nesta área e da região de Basto, que irá apresentar as razões que o levaram a investir na agricultura.

Luís Alves, natural do Porto, agrónomo, foi encarregado geral do Parque de Serralves entre 1997 e 2002. Em 2002 fundou, com Jorge Sá, o Cantinho das Aromáticas, projeto único do género na Europa Ocidental de agricultura biológica urbana. Nos últimos 13 anos é agricultor e viveirista, produzindo em modo de produção biológico plantas aromáticas, medicinais, condimentares e flora espontânea autóctone. Lecionou em diversos cursos de jardinagem e espaços verdes, plantas aromáticas e medicinais, agricultura biológica, e foi orador convidado de diversas palestras sobre os temas. Editou um DVD com um curso interativo de PAM. Foi galardoado com o 1º Prémio "Agricultor sobressaliente em atividades inovadoras 2008". Foi finalista dos Prémios Novo Norte 2011, na categoria Norte Empreendedor. Conquistou o 1º Prémio de Inovação para a Sustentabilidade (EBAEpis) - European Business Awards for the Environment 2011, na categoria Processo. Conquistou o Prémio Vida Rural - Empresa Agrícola do ano 2013, categoria marketing agrícola. Co-autor do livro Erva uma Vez. Entre 2008 e 2012 foi colaborador regular do programa Praça da Alegria, da RTP1, onde manteve uma rubrica sobre plantas. É de realçar que o agrónomo Luis Alves é conhecedor das potencialidades que a região de Basto oferece nesses campos e um admirador da bela REGIÃO DE BASTO. 

Nesta sessão, estará presente o Diretor Regional da Agricultura e Pesca do Norte, Dr. Manuel Cardoso, o diretor do norte do BPI para apoio às empresas e um gabinete especializado em consultoria agrícola, denominado Espaço Visual, Lda. 

Certo da vossa presença, junto enviamos cartaz/programa e convite

Com os melhores cumprimentos

O Presidente da Junta

Fernando Gomes"

 

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publicado às 21:26


As minhas felicitações

por aquimetem, em 27.04.15

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O historiógrafo Jofre de Lima Monteiro Alves é um dos meus amigos que esteve presente no lançamento do descritivo opúsculo que designei por “Nossa Senhora da Graça- Na Fé dos Mareantes” e ocorreu na Biblioteca Municipal de São Lázaro, em Lisboa, no dia 22 de Fevereiro de 2014. Deste ilustre amigo e minhoto de corpo e alma, com provas dadas e reconhecidas, acabo de receber a notícia de que no próximo dia 16 de Maio pelas 15h00, as portas do Centro Cultural de Paredes de Coura abrem para uma sessão pública de lançamento do livro: Foral Manuelino da Terra de Coura. Assim anunciado:

"SESSÃO PÚBLICA DE LANÇAMENTO DO LIVRO   FORAL MANUELINO DA TERRA DE COURA (V CENTENÁRIO DUM DOCUMENTO HISTÓRICO),  de Jofre de Lima Monteiro Alves

"16 de Maio de 2015, às 15 horas, no Centro Cultural de Paredes de Coura.

SESSÃO PÚBLICA DE LANÇAMENTO DO LIVRO FORAL MANUELINO DA TERRA DE COURA V CENTENÁRIO DUM DOCUMENTO HISTÓRICO.

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      Apoio: Junta de Freguesia de Padornelo

  • Animação Cultural:
  • Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo
  • Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura".

´--------

Além das várias publicações editadas, este insigne historiógrafo alimenta em ongline os blogues:

"http://padornelo.blogs.sapo.pt/", "http://vilaflor.blogs.sapo.

"http://iluminura.blogs.sapo.pt/"; e anda o blogue privado ESCAVAR EM RUINAS. Uma fonte histórica de informação segura e diversificada encontra, quem nos temas que nestes arquivos são tratados, quiser beber. Aos meus leitores e amigos do Alto Minho que nessa tarde de sábado, dia 16 de Maio quiserem passar uma tarde cultural e animada, tem onde: Centro Cultural de Paredes de Coura, com Jofre Monteiro Alves. Ao ilustre amigo as minhas felicitações.</p>

 

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publicado às 17:40


Oxalá as alegrias não dêem em tristezas

por aquimetem, em 26.04.15

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          Hoje, Domingo do Bom Pastor, os portugueses que ontem festejaram o 25 de Abril têm o BenficaxPorto para hoje festejar: uns com lágrimas de alegria outros com as mesmas, mas de tristeza. Tudo porque o desporto não é desporto, mas competição. Neste momento, em que alinhavo este reparo, está ainda a decorrer na Luz o duelo entre a Águia e o Dragão, dois grandes clubes que lutam por ser campeões. Que ganhe o melhor e com honradez que para aldrabões já temos que chegue nesta e outras áreas. Esta é a minha opinião das 18h39, daqui a pouco quando o jogo terminar digo o resto….Pronto! São 19h22, o jogo já acabou e nesta altura estão os treinadores e os comentadores a contar como foi e devia ter sido o duelo.

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          Empataram 0-0, mas como as Águias ganharam no Dragão por 2-0, estão em vantagem; e por isso, com mais probabilidades de ser campeões. É nos relvados que se ganham os jogos, as vitórias e os pontos. Faltam ainda jornadas para encerrar o campeonato oxalá as alegrias não dêem em tristezas.

 

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publicado às 21:35


Em Outubro lá estaremos todos

por aquimetem, em 25.04.15

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          Mais uma vez integrado num grupo de ex-alunos da antiga Escola Primária Masculina, nº 61, fui recordar os tempos em que apareci na Rua da Junqueira (Belém-Lisboa) e conquistei a amizade dessa juventude de então que nessa escola aprendeu as primeiras letras e cultivou amizades que hoje os cabelos alvos ou cabeças calvas como a minha, mantém afectuosamente, a lembrar os afastados tempos do Matateu e de seu irmão Vicente. Como no anterior convívio ficou assente, apontou-se o próximo para o dia 24 de Abril, e assim aconteceu. Sem qualquer conexão política, não deixou no entanto de me trazer à memória imagens dos 25 ( de Abril e Novembro) de 1974, vividas e colhidas no espaço por onde passei ontem e que guardo religiosamente na memória. A sede das OGME, que agora foi destruída para acolher, em moderno imóvel, o Museu dos Coches, é uma das baixas do património construído que vejo desaparecida e me deixa saudades pois foi nessa casa que iniciei a minha carreira na função pública.

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          Até o Palácio de Belém que dantes só abria o “portão da rampa” quando havia cerimónias protocolares, entrou também na banalidade e lá se foi uma tradição das que Belém vai perdendo e eu ainda conheci.

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          Mas é do já tradicional jantar-convívio dos ex-alunos, da também ex-Escola Primária Masculina do Altinho que quero fazer referência pois não tendo sido condiscípulo de escola de nenhum deles tive o privilégio de conhecer estes “jovens” e conquistar a sua amizade à mais de meio século. E aqui temos em primeiro plano três dos alunos em destaque o Roger Gonçalves, de canadianas; o Dr. Pegado, com muita atenção a ouvir, e o Tomé de olhos postos na objectiva.

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           Dos diversos participantes que se foram juntando à porta do restaurante aqui temos o Nabeiro a olhar para o ar, a ver se chove; e de encarnado o Jaime, apreciando o porte do camarada.

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          Dos habituais nestes convívios, faltou o Engº. João Inácio, porque certamente lhe foi mesmo impossível vir. Quem não falhou, e de mais longe veio, foi do Algarve, o Carlos Violas; e como sempre do Funchal, o Dr. Pegado. Para evitar a rotina decidiram escolher novo local de convívio, deixou-se a marginal para subir a Linda-a-Velha e abancar no restaurante da Associação Humanitária dos BV do Dafundo. Gostei e as imagens que seguem mostram o que eu não consigo descrever:

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          Na hora da despedida, o Tomé apreciando o trabalho do Roger Gonçalves onde tem arquivados comentários e fotos dos convívios anteriores, e o Dr. Pegado no trono de recebedor e de pagador ao restaurante. Foi um convívio dos melhores e com direito a vídeo.

           O próximo jantar ficou marcado para 16 de Outubro, oxalá já o amigo Roger tenha largado as canadianas e apareça o Engº. João Inácio para poupar o frete como aconteceu agora de me conduzir a casa e ter de regressar de novo a Belém. Até porque o Engº. Inácio no regresso a sua  casa passa perto da minha residência e por isso perde menos tempo. Vamos a enrijar e em Outubro lá estaremos todos, os de ontem e os demais que não puderam vir.

 

 

 

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41 ano depois

por aquimetem, em 24.04.15

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          Hoje o Tiago está no Carmo a recolher e coordenar testemunhos do 25 de Abril de 1974, e convidou-me para ir lá contar o que vi e sei desse histórico acontecimento. Entendi declinar o convite porque certamente ia dizer ali coisas que alguns telespectadores não gostavam e por isso não vou. Dei-lhe algumas dicas do pouco que sobre o assunto escrevi e divulguei por diversos jornais, e ultimamente até online já abordei o assunto

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         Para dizer que  “Toda história está deturpada, há-de reparar que logo ao falar-se do dia 25 de Abril ninguém fala do Coronel Rameiras, o Comandante de Cavalaria 7, que saiu com os blindados para o Terreiro do Paço e acabou por não fazer uso da força. Regressando ao quartel.Se o tivesse feito era um banho de sangue, ainda voltou ao quartel e só depois foi detido por um alferes. Era um grande amigo de Costa Gomes e  por isso nunca lhe perdoou o não o ter informado. Só que o Costa Gomes à data devia sabia tanto como eu. Nada. Mas ninguém fala nesta passagem porque não assistiram a ela. Eu assisti por casualidade e fui o único além dos intervenientes na operação. Isto, porque nesse dia, e a essa hora, (umas 06h20) tinha me comprometido a ir a Santa Apolónia esperar um meu conterrâneo que vinha da terra, e ao chegar à porta de Cavalaria 7, Calçada da Ajuda, dei a baixo com aquele espectáculo dos blindados a sair para a rua e comandante a barafustar, deixou-me passar por ser conhecido, mas da Praça do Império não passei porque não houve transportes”.

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          Também por ocasião do falecimento do Marechal Spínola que foi o XVº Presidente da Republica Portuguesa, escrevi e relatei como vi e vivi o 25 de Novembro: “Nasceu em Estremoz  a 11 de Abril de 1910 e faleceu em Lisboa a 13 de Agosto de 1996. Autor de "Portugal e o Futuro", o Marechal Spínola é quem dá os primeiros sinais de que está para breve a queda do nosso domínio em território ultramarino. O que também lhe valeu por isso ser escolhido pelos "capitães de Abril" para seu "escudo" na hora das aflições... Mas por pouco tempo, dado que  Vasco Gonçalves tinha no então General  Costa Gomes mais confiança e fé...Na véspera em que Spínola tomou posse como presidente passei pelo Palácio de Belém e dei do ilustre militar as melhores referências a quem as pediu e com ele ia trabalhar. Era civil, não era o meu amigo General Manuel Monge. Do 25 de Novembro só recordo que o facto de hoje estar vivo é um autêntico milagre, que o diga quem ao meu lado, no 2º Escalão das OGME, na Calçada da Ajuda, assistiu à tomada do Quartel de Lanceiros 2, pelos briosos soldados do Coronel Jaime Neves, e que no ataque só por sorte me não atingiram mortalmente, que nada tinha a ver com a intervenção. Não foi por isso, mas  muito cá para nós, talvez por isso, eu tenha ficado satisfeito quando mais tarde fui condecorado com a medalha de D. Afonso Henriques, Patrono do Exercito. Se o 25 de Novembro se não tivesse dado, Portugal não seria o mesmo que é hoje, se melhor ou pior deixo ao critério dos leitores". O meu testemunho 41 ano depois

 

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Com armas de defesa não se deve brincar

por aquimetem, em 23.04.15

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          As greves são uma arma que a democracia colocou ao serviço dos trabalhadores para os defender da tirania e abuso dos empregadores, mas como arma que é não se pode usar dela para brincar ou arranjar modo de ter mais uns dias de férias além dos determinados por lei. Não duvido que muitos dos empregados neste país tenham razão para lutar por uma vida melhor que nestes últimos anos perderam, mas não é com greves constantes e por vezes mal programadas que conseguem os seus objectivos, prejudicando de forma injusta os utentes desses mesmos serviços. Agora, hoje, foi o Metropolitano que com a Transtejo e Soflusa decidiram trabalhar a meio gás, pois decidiram marcar uma concentração no Cais de Sodré, para as 10h00. E o Zé que já pagou o passe, que espere que plenário acabe. Mesmo assim, com atraso, lá dei as minhas voltas pela manhã.

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          No mesmo dia, marcou a Carris uma greve de 24 horas, mas que o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, decretou serviços mínimos. Tudo muito bem só que esta balbúrdia laboral só dá do país uma péssima imagem e os prejudicados são os portugueses. Notei isso na gare do Metro de São Sebastião com muitos estrangeiros carregados de bagagem à espera de transporte. Mas o curioso é que nem greve existiu, tanto o Metro, como a Carris funcionaram, apenas serviram mal. Dai que só pelo transtorno que fizeram aos utentes habituais e mau nome que dão pais, era muito bem feito que as empresas empregadoras não pagassem o dia aos promotores de fracassos destes. Só a quem trabalha e deixa trabalhar. Foi um dia politizado, em que também no Largo do Rato, António Costa recebeu as Centrais Sindicais para lhes falar das medidas macroeconómicas que o PS se propõe apresentar aos portugueses. E o qual recebeu já por parte do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, uma critica arrasadora. Alega “que o programa económico socialista contém vários riscos, podendo transformar-se num novo memorando de entendimento. Em abono do PS, há coerência num ponto, ironizou Portas: "O PS à troika nos levou uma vez e, se lhe déssemos novo mandato, à troika nos levaria uma segunda vez". A verdade é que nem as centrais sindicais estão confiantesA CGTP diz que o cenário macroeconómico apresentado pelo PS não é uma alternativa à actual política de Direita. Arménio Carlos diz que pequenos ajustamentos não chegam”. Por parte da UGT, Carlos Silva “deixou "alertas" ao PS sobre o seu cenário macroeconómico, designadamente em matéria de legislação laboral, e advertiu que a reforma da Segurança Social não pode ser feita com o ruído de uma campanha eleitoral”. Vamos a deixar de brincar às greves porque com armas de defesa não se deve brincar

 

 

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publicado às 00:05


São José Operário

por aquimetem, em 20.04.15

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          A 18 de Dezembro de 2011 escrevia eu no blogue Vilar de Ferreiros o seguinte: ” Depois de já terem assaltado o santuário da Sª da Graça e a igreja ou capela do Fojo, onde roubaram a imagem do padroeiro São José, lá voltaram o mês passado agora para roubar o sino e como sempre deixar a marca de vandalismo. E como é preciso aproveitar as boas marés e até poupar no tempo e nas viagens, estes "amigos do alheio" passaram pela vizinha aldeia de Covas e levaram também o sino da capela”. Volto à carga porque em foto recente que vi da capela do Fojo, o sino ainda não apareceu….

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          E pelo que se vê, a imagem de São José também não. Dizia ainda eu: “Aqui há uns 40 ou 50 anos atrás, aí de quem na região de Basto ousasse fazer um roubo em espaço sagrado, como igreja ou cemitério! Não era a Igreja que o excomungava, era o povo quem o excluía e a Justiça condenava”.

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           Mas nem por isso deixou de se festejar aqui o Dia do Pai, como aconteceu no passado 19 de Março, com capela ou igreja cheia e eucaristia muito participada e celebrada pelo pároco, Sr. Padre João, abade de São Pedro de Vilar de Ferreiros (Mondim de Basto). Temos aí mais outra data em que São José tem festa, porque assim os trabalhadores do universo cristão o quiseram e nessa data o têm por seu protector.

          Vamos a recordar: O 1º de Maio - que este não calha numa sexta-feira - é uma data que recorda a primeira grande manifestação nas ruas de Chicago, onde mais de 500 mil trabalhadores de todos os Estados Unidos, em 1886 se pronunciaram em defesa de um horário de trabalho. Atitude que três anos depois, em 1891, se repetiu em França com o Congresso Operário Internacional em homenagem às lutas sindicais de Chicago. São estes os factos principais que assinalaram a origem do Dia do Trabalhador. Antes de 1886, os trabalhadores não pensavam em exigir os seus direitos, apenas trabalhavam.

         Em Abril de 1919, o Senado Francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de Maio como feriado, e um ano depois a Rússia fez o mesmo. Em Portugal, os trabalhadores festejaram a realização do primeiro 1º de Maio, em 1890. Para dar sentido ético e nobre a este evento que se comemora quase em todo o mundo, Pio XII, em 1955, instituiu a festa de “São José Operário”, com liturgia própria e São José, padroeiro dos trabalhadores. Nesta festa que nada tem a ver com o 19 de Março, Dia de São José ou Dia do Pai, o Santo Patriarca surge como protector de quem trabalha honradamente e desse modo honra a profissão servindo a classe e a sociedade em que está integrado.

   Se com o 25 de Abril não se tivesse posto fim às “brigadas florestais” que no Fojo até então estavam instaladas para limpar as matas e evitar os fogos, por certo que no próximo 1º de Maio que aí vem, lá voltaria a ir o Padre João celebrar. E de novo havia uma capela cheia; mesmo sendo o inicio do Mês de Maria, e no Monte Farinha, Nossa Senhora da Graça exigir mais cuidados no "iteiro da Senhora".

 

 

 

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publicado às 20:33


Vão a Ávila com a Bajouca e Carnide

por aquimetem, em 17.04.15

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         Ávila é uma cidade amuralhada por 2,5 km de extensão, com várias portas e 88 torres redondas, dispostas de 20 em 20 metros. Foi ocupada pelos Árabes no século VIII e conquistada por D. Afonso VI em 1088.

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          Do seu património religioso, além da catedral em estilo gótico ogival, merece destaque o convento de São José, convento da Encarnação, mosteiro real de São Tomás e as igrejas de São Pedro, São Tiago e São Vicente.

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           Terra-mãe de Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Jesus muitos são os edifícios antigos da cidade associados ao nome desta bem-aventurada ali nascida, a 28 de Março de 1515. Mestra de vida contemplativa e “Doutora da Igreja” que Paulo VI reconheceu e proclamou a 27 de Setembro de 1970, os seus livros são obra prima da literatura renascentista espanhola. Além da Igreja Católica Apostólica Romana, Teresa de Ávila é cultuada pela Igreja Luterana e Comunhão Anglicana, entre outros credos.

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          Para assinalar os 500 anos do seu nascimento, são muitos os fieis e devotos desta santa que faleceu 04 de Outubro de 1582, e o Papa Gregório XV canonizou 40 anos depois, a visitar Ávila durante este ano. E as paróquias da Bajouca e Carnide ( Leiria-Portugal) fazem parte desse numerário, como vi exposto em programa.

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           Deste retirei os elementos que mais interessam a quem pretender inscrever-se e que são: os dias e o preço da viagem, bem como os contactos e a agencia de Viagem, com a qual também já viajei.

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          E se calhar, ainda este ano vou voltar a fazê-lo. Será a Ávila, em Ano Jubilar. Vão a Ávila com a Bajouca e Carnide

 

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publicado às 10:17


Casa cheia

por aquimetem, em 15.04.15

 

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          Mais uma vez tive a honra e o prazer de festejar, em sua casa, o aniversário de um dos personagens do meu opúsculo Nossa Senhora da Graça-Na Fé dos Mareantes, a Ângela, que fez ontem, dia 14, dez felizes primaveras. No livro transcrevi o que já havia escrito em post, a 25 de Abril de 2006.

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          E que iniciava assim: “Todos babados, os pais da Ângela festejaram no passado fim-de-semana, com pompa e circunstância, o 1º aniversário da sua risonha filhota”. Como há nove anos, a festiva data continua a ser celebrada com alegria e animação como recordei o ano passado ao citar: “Verdade verdadinha é que a minha presença na Bajouca durante o tempo nobre das Festas Pascais deste ano foi ocupada com festanças familiares e daquelas que deixam marca, como esta do aniversário da Ângela que feito no dia 14 jamais pensei que ia vê-la em festa rija".

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           Tem acontecido isto comigo todos os anos por esta ocasião – e pelas outras também – sempre que venho à capital do barro leiriense e há algo a festejar.

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          Ontem a celebração valeu pela data e o jantar pela especial deferência com que apenas dois casais foram convidados para partilhar da alegria dos pais babados.

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          A Helena, o David, o Paulinho, a Saudade e marido, que sou eu. Esta deferência deve-se ao facto de para nós terem acabado as férias de Páscoa, e não estarmos cá no dia em que a Ângela vai, como é tradição, ter uma vez mais, casa cheia.

 

 

 

 

 

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publicado às 15:33

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